Expansão do turismo no Brasil gera 79,6 mil empregos com carteira em 12 meses, com alimentação, hospedagem e lazer à frente das contratações
Setor de turismo impulsiona contratações formais no país, com 79.632 novas vagas em 12 meses e liderança de alimentação, hospedagem e lazer
O turismo brasileiro encerrou o período de 12 meses até janeiro com 79.632 empregos formais criados, reforçando a recuperação do mercado de trabalho no setor. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), analisados pelo Ministério do Turismo, e mostram avanço consistente nas principais atividades ligadas às viagens.
Segundo a pasta, três segmentos responderam pela maior parte dessas contratações: alimentação, alojamento e cultura e lazer. O movimento impulsiona cadeias produtivas diversas, do pequeno empreendimento às grandes redes, com efeito direto na renda e no consumo locais.
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O saldo positivo ocorre em todas as regiões do país e se soma a fatores sazonais, como o Carnaval e férias escolares, que aumentam o fluxo de turistas. Ao mesmo tempo, empresas do setor ampliam investimentos e equipes diante da retomada da demanda.
Para especialistas do governo, a expansão do turismo formaliza vínculos, amplia a proteção trabalhista e estimula novos negócios. O resultado também favorece a arrecadação e a manutenção de serviços que dependem do fluxo de visitantes.
Alimentação, hospedagem e lazer concentram a maior parte das vagas criadas no período
O ramo de alimentação liderou o saldo com 36.870 novas vagas com carteira, de acordo com a análise do Ministério do Turismo sobre o Novo Caged. Em seguida aparecem as atividades de alojamento, com 17.042 empregos formais, e o setor de cultura e lazer, com 8.278 vagas.
Somados, esses três segmentos representaram cerca de 78% de todas as contratações registradas no turismo nos 12 meses avaliados. O desempenho reflete tanto o aumento da demanda por serviços presenciais quanto a abertura de novos estabelecimentos e a reativação de quadros após a pandemia.
Esse recorte evidencia que bares, restaurantes, hotéis, pousadas, hostels, parques e serviços culturais têm sido motores da geração de emprego e renda. A tendência é reforçada por eventos e pela retomada do turismo interno, com impacto direto em capitais e destinos regionais.
Ministério do Turismo atribui impacto econômico e social ao avanço do setor de viagens
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o resultado traduz o potencial do setor em criar oportunidades. Em suas palavras, “cada vaga gerada no turismo brasileiro é uma pessoa a mais com carteira assinada”, o que se reflete em mais renda e planejamento familiar, movimentando uma ampla cadeia de fornecedores e serviços.
Segundo o Ministério do Turismo, o crescimento do emprego formal na área ajuda a sustentar trajetórias de mobilidade social, com trabalhadores conseguindo melhorar o orçamento doméstico, investir em educação e consumo e, por consequência, fortalecer a economia local.
Histórias de contratação mostram efeito de datas festivas e grandes eventos na ponta
O impacto dos números aparece em trajetórias pessoais. Karina Dias, recém-contratada como recepcionista de um hostel no Rio de Janeiro, ilustra a dinâmica do início do ano, quando o Carnaval eleva a ocupação e puxa contratações extras e permanentes.
Natural do Amazonas, Karina relata que a vaga representa uma virada em sua rotina, com chance de organizar as finanças e apoiar a família. A formalização, diz ela, cria previsibilidade de renda e benefícios que ajudam no planejamento de médio prazo.
Para negócios de hospedagem, a combinação de alta temporada, eventos culturais e calendário esportivo tende a consolidar parte das equipes após os picos. Isso favorece a qualificação no atendimento, a fidelização do público e a profissionalização das operações.
Em destinos turísticos consolidados, o aumento no número de voos, a oferta de novos atrativos e a circulação de turistas nacionais e estrangeiros ampliam o consumo em toda a cadeia. O efeito multiplicador atinge desde fornecedores de alimentos até transporte, tecnologia e manutenção.
Com o incentivo à regularização e à capacitação, empresas reportam ganhos de produtividade e melhor experiência do visitante, criando um ciclo virtuoso entre emprego formal, receita e investimento.
Acesso a crédito para micro e pequenas empresas do turismo ganha reforço com o Novo Fungetur
Para sustentar a expansão, o governo federal lançou o programa Brasil Mais Crédito Para o Turismo, que amplia o financiamento via Fundo Geral do Turismo (Novo Fungetur). As linhas são voltadas a projetos, obras, compra de equipamentos e capital de giro, priorizando micro e pequenas empresas do setor. Mais detalhes podem ser consultados no site do Fungetur.
De acordo com o Ministério do Turismo, a primeira etapa da mobilização nacional ocorreu em 2 de março, em Salvador (BA), quando mais de 400 empresários e microempreendedores receberam atendimento para conhecer as opções de financiamento. A meta é modernizar serviços, incentivar investimentos e ampliar a geração de emprego e renda.
Ao facilitar o crédito, a política pública busca atender negócios que precisam acompanhar a demanda com infraestrutura adequada e equipes treinadas. O acesso a financiamento, combinado ao ciclo favorável de contratações, tende a consolidar a retomada do setor em 2024.
Queremos ouvir você. Como a oferta de crédito e a criação de vagas no turismo têm impactado sua cidade ou sua empresa? Deixe um comentário contando sua percepção sobre os segmentos que mais contratam e os desafios para manter o emprego formal no setor.
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