AgSUS e FMUSP anunciam mil vagas em curso gratuito de saúde digital para a atenção primária, com inscrições até 15 de março e aulas EAD de 30 horas para qualificar profissionais do SUS
Curso gratuito de saúde digital na atenção primária oferece mil vagas, inscrições até 15 de março e certificação EAD de 30 horas
A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) abriu mil vagas para o Curso de Fundamentos de Saúde Digital na Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo central é qualificar profissionais do SUS para o uso estratégico de ferramentas digitais no cuidado, fortalecendo a APS e ampliando o acesso da população aos serviços.
As inscrições estão abertas até 15 de março ou até o preenchimento total das vagas. De acordo com a AgSUS, a formação foi desenhada para aplicação imediata no cotidiano das equipes, integrando registros qualificados, organização de fluxos e apoio à tomada de decisão clínica.
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O curso é oferecido em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), referência nacional em inovação assistencial. A proposta pedagógica combina videoaulas com especialistas, materiais de apoio e simulações baseadas em situações reais da APS.
Inscrições, público-alvo e como garantir a vaga sem perder o prazo
Podem se inscrever profissionais do Sistema Único de Saúde que atuem na Atenção Primária, em diferentes funções da rede. As vagas são limitadas e a seleção se dá por ordem de inscrição, até 15 de março ou enquanto houver disponibilidade, segundo a AgSUS.
Para participar, o cadastro deve ser realizado na página oficial do curso no HC-FMUSP: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/curso/fundamentos-de-saude-digital-atualizacao-2025/. A inscrição é gratuita, e a confirmação de vaga depende do envio correto das informações solicitadas pela organização.
Conteúdo do curso, foco prático em SUS Digital PEC e-SUS APS e telessaúde
O programa aborda o SUS Digital como principal estratégia de digitalização do Sistema, destacando como tecnologias podem apoiar a organização da rede, ampliar o acesso e melhorar a qualidade do cuidado. A ênfase é prática, com exemplos de uso que dialogam com o dia a dia das equipes na APS.
Há módulos dedicados ao Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e-SUS APS, com foco no registro qualificado de informações clínicas, gestão do cuidado e uso de dados para decisões assistenciais. Também entram em pauta a ferramenta de videochamada integrada ao PEC, o registro de teleconsultas e a integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
Temas de ética, direito digital e proteção de dados aplicados à saúde fazem parte do conteúdo, reforçando a segurança jurídica no uso de soluções digitais. Segundo a organização, a trilha contempla ainda ferramentas digitais para otimização da prática clínica, com simulações que espelham cenários reais da APS.
Ferramentas e temas centrais trabalhados nas atividades
Entre as competências esperadas estão o domínio de fluxos digitais de atendimento, o uso correto de registros clínicos estruturados e a aplicação de teleconsultas com documentação no PEC e-SUS APS. A proposta valoriza o uso de dados para qualificar o cuidado e reduzir retrabalho.
Os conteúdos também orientam a navegação dos usuários na rede, favorecendo a coordenação do cuidado e a resolutividade das equipes. A integração à RNDS é tratada como peça-chave para continuidade assistencial, de acordo com a estratégia de saúde digital do SUS.
Carga horária, formato EAD e especialistas confirmados nas videoaulas
Com 30 horas de duração em modalidade educação a distância (EaD), o curso combina videoaulas, e-books, resumos ilustrados e simulações. O formato flexível permite conciliar a rotina das unidades com a atualização profissional.
Entre os especialistas confirmados estão Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, e Ana Estela Haddad, Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde. A presença de nomes com atuação nacional reforça a qualidade técnica e a atualidade dos conteúdos.
Impacto esperado na atenção primária e declaração da AgSUS sobre segurança e equidade
De acordo com a AgSUS, a qualificação pretende melhorar o registro de informações, organizar processos e ampliar a capacidade de resposta das equipes na APS. O impacto esperado inclui ganho de eficiência e maior acesso a serviços, com suporte de ferramentas digitais.
Para a gestora executiva da Unidade de Transformação Digital em Saúde da AgSUS, Ana Claudia Cielo, “a oferta de qualificação para os profissionais que atuam nos territórios contribui para fortalecer o uso adequado das ferramentas do PEC e-SUS APS. A iniciativa também visa ampliar a segurança jurídica e ética nas práticas digitais e reduzir desigualdades de acesso aos serviços de saúde, especialmente em regiões remotas e no atendimento à população indígena”.
Por que o tema saúde digital importa para a carreira no SUS e na APS
A transformação digital no SUS já é uma realidade na APS e exige competências em prontuário eletrônico, telessaúde e gestão de dados. Profissionais capacitados nessas frentes tendem a entregar cuidado mais coordenado, com menos erros e melhores desfechos clínicos.
Segundo a estratégia nacional de digitalização em curso, dominar o SUS Digital e o ecossistema do PEC e-SUS APS é diferencial para quem busca crescimento na rede pública. O conhecimento sobre fluxos digitais e uso ético de dados fortalece a atuação multiprofissional.
Para quem está na ponta, a combinação de formação gratuita, especialistas de referência e trilha prática aumenta a chance de aplicar de imediato o que foi aprendido. Em um cenário de alta demanda por resolutividade, essa capacitação tende a gerar valor para usuários, equipes e gestão.
O que você acha da prioridade dada à saúde digital na APS e do recorte de mil vagas para esta formação gratuita da AgSUS com o HC-FMUSP? As vagas atendem à demanda real das equipes ou seriam necessárias turmas contínuas ao longo do ano? Deixe seu comentário e participe do debate sobre os rumos da qualificação no SUS.
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