Curso gratuito reforça a base da alfabetização na educação infantil, mira BNCC e metas do país e oferece certificação de 30 horas para professores da pré-escola

Professora lendo livro infantil para crianças em roda na pré-escola, estimulando a cultura escrita
Leitura compartilhada na pré-escola estimula a cultura escrita
Publicidade

Formação on-line e gratuita da Fundação Itaú Social, com 30 horas e certificação, fortalece a cultura escrita na pré-escola em alinhamento à BNCC

A Fundação Itaú Social abriu um curso gratuito para quem atua na educação infantil e quer fortalecer a base da alfabetização no país. A formação, chamada Cultura escrita na Educação Infantil, é ofertada pela Escola Fundação Itaú, tem 30 horas e oferece certificação ao final. O objetivo central é apoiar práticas pedagógicas que aproximem as crianças da cultura escrita de modo lúdico e intencional.

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a alfabetização deve ocorrer entre o 1º e o 2º ano do ensino fundamental, etapa geralmente associada aos sete anos de idade. Antes disso, na pré-escola, a prioridade é garantir vivências significativas com leitura, escrita e oralidade, respeitando os direitos de aprendizagem e o desenvolvimento integral.

Para a gerente de Desenvolvimento e Soluções da Fundação Itaú Social, Sonia Dias, a educação infantil tem papel estratégico por articular múltiplas linguagens e favorecer a continuidade do processo educativo na transição para os anos iniciais. A proposta do curso reforça esse entendimento ao valorizar escuta ativa, literatura infantil e outras linguagens como caminhos para ampliar o repertório das crianças.

Publicidade

Alfabetização ocorre entre o 1º e o 2º ano, BNCC orienta vivências lúdicas e letramento na educação infantil

A BNCC estabelece que a alfabetização aconteça nos primeiros dois anos do ensino fundamental, enquanto a educação infantil deve promover experiências de letramento e contato lúdico com a cultura escrita. Essa diretriz evita a alfabetização precoce e protege o desenvolvimento global das crianças.

Na pré-escola, o foco são brincadeiras, narrativas, cantigas, rodas de conversa e projetos que deem sentido social à leitura e à escrita. A ênfase recai na construção de significados e na ampliação do vocabulário, e não na antecipação de conteúdos formais.

Essa abordagem é coerente com os parâmetros nacionais de qualidade definidos pelo Ministério da Educação, que reforçam direitos de aprendizagem e a intencionalidade pedagógica. A cultura escrita, assim, é vivida no cotidiano, em situações reais de uso da linguagem, articulando escuta, fala, leitura e desenho.

Não fique de fora
Estamos no WhatsApp! Clique e entre em nosso Grupo de Vagas!

Ao respeitar tempos e etapas, redes e escolas contribuem para trajetórias mais consistentes nos anos iniciais do fundamental. A base sólida construída na educação infantil favorece a alfabetização na idade certa e reduz desigualdades de aprendizagem.

Publicidade

Cultura escrita na educação infantil, conteúdo do curso gratuito e como se inscrever

O curso da Escola Fundação Itaú foi desenhado para professores e equipes pedagógicas que atuam na pré-escola e desejam qualificar práticas com intencionalidade pedagógica. A trilha enfatiza literatura infantil, organização de ambientes letrados, mediação de leitura e experiências de oralidade, sempre sem antecipar a alfabetização formal.

A formação é gratuita, tem 30 horas e certificação, o que pode contar para a formação continuada das redes. As inscrições podem ser feitas aqui.

Dados do Inep em 2024, metas do Compromisso Criança Alfabetizada e objetivo do novo PNE até 2034

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 59,2% das crianças da rede pública estavam alfabetizadas na idade adequada em 2024. Esse índice representa um avanço de 3,2 pontos percentuais frente a 2023, quando o resultado foi de 56%.

O desempenho de 2024 se aproxima da meta anual de 60% estabelecida pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A tendência positiva indica que políticas de recuperação e foco na alfabetização estão produzindo efeitos.

O novo Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Senado, fixa como meta que todas as crianças estejam alfabetizadas na idade correta até 2034. Entre as estratégias previstas está a ampliação da formação continuada dos profissionais diretamente envolvidos no processo de alfabetização.

Nesse contexto, iniciativas como o curso Cultura escrita na Educação Infantil dialogam com as metas nacionais ao fortalecer a base prévia que sustenta a aprendizagem formal. Ao qualificar práticas na pré-escola, as redes elevam as chances de sucesso no 1º e 2º ano do fundamental.

Especialistas destacam que ganhos sustentáveis dependem de políticas consistentes, materiais adequados, acompanhamento pedagógico e formação de professores. A oferta gratuita com certificação ajuda a reduzir barreiras de acesso e amplia o alcance da política formativa.

Práticas lúdicas, escuta ativa e literatura infantil fortalecem o repertório e dão sentido à leitura e à escrita

A proposta do curso evita alfabetização precoce e prioriza a construção de repertório cultural e linguístico desde cedo. A escuta ativa permite reconhecer interesses das crianças, enquanto a mediação de literatura infantil expande vocabulários e promove experiências estéticas.

Ambientes letrados, com livros acessíveis, registros, listas, rótulos e produções das crianças, integram a rotina de maneira prazerosa. Assim, leitura, escrita e oralidade ganham significado social, preparando o caminho para a alfabetização nos anos iniciais.

Debate público e próximos passos, formação continuada e o papel das redes de ensino

O avanço recente nos indicadores do Inep convive com desafios importantes, sobretudo em contextos de maior vulnerabilidade. Consolidar resultados exige investimento em formação continuada, acompanhamento pedagógico nas escolas e alinhamento das práticas à BNCC.

Redes de ensino que estruturam políticas para a educação infantil, articuladas a materiais de qualidade, tempo de planejamento e avaliação formativa, tendem a progredir com mais consistência. A articulação entre pré-escola e anos iniciais também é decisiva para evitar rupturas na trajetória das crianças.

E você, considera que enfatizar cultura escrita na pré-escola é o caminho mais eficaz ou a escola deveria introduzir elementos de alfabetização formal mais cedo? Deixe seu comentário e compartilhe experiências da sua rede, especialmente sobre o equilíbrio entre brincar e intencionalidade pedagógica na educação infantil.

Tags: | | | |

Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *