Brasil fecha novo mercado para carne bovina e supera a marca de 400 aberturas desde 2023; acordo com a Indonésia libera vendas com osso e miúdos

Brasil fecha novo mercado para carne bovina e supera a marca de 400 aberturas desde 2023
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O Brasil concluiu, em 19 de agosto de 2025, a negociação de requisitos sanitários com a Indonésia que permite exportar carne bovina com osso e miúdos, além de produtos cárneos e preparados de carne. Até aqui, o acesso brasileiro era mais restrito, e a autorização amplia o mix exportável e o potencial de valor agregado por tonelada. Para um país com mais de 270 milhões de habitantes, a mudança é estratégica para a demanda e para o posicionamento do Brasil no Sudeste Asiático.

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De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a decisão resulta de tratativas sanitárias e técnicas que detalham padrões de inocuidade, rastreabilidade e certificação veterinária, elevando o grau de confiança do parceiro asiático no sistema brasileiro. A abertura para com osso é relevante porque incorpora cortes valorizados e amplia a competitividade frente a fornecedores que já operam nesse nicho.

A Agência Brasil também destacou que o acordo habilita o envio de miúdos e preparados, itens com demanda consistente em mercados asiáticos. Para os frigoríficos, isso cria espaço para melhor aproveitamento do animal e melhora a margem por canal de venda, reforçando a performance exportadora no segundo semestre de 2025.

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Na prática, o próximo passo é o credenciamento de plantas habilitadas e a formatação de contratos. A experiência brasileira em atender exigências específicas de mercados como China, Filipinas e México tende a acelerar esse ciclo de adaptação, reduzindo o tempo entre o anúncio e os primeiros embarques.

Novo mercado no Caribe e o marco de 403 aberturas desde 2023

No Caribe, São Vicente e Granadinas autorizou a importação de carne bovina, produtos cárneos e miúdos do Brasil após a conclusão da negociação sanitária. O anúncio integra a estratégia de diversificação geográfica e consolida a presença brasileira em pequenos mercados com alto potencial de nicho, importante para diluir riscos e ampliar a base de compradores.

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Com essa abertura, o governo federal informou que o país alcançou 403 novos mercados internacionais desde 2023. O dado foi divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), reforçando um balanço de acordos e adequações sanitárias que vêm ampliando o alcance dos produtos do agro brasileiro. Abrir muitos mercados pequenos também importa, porque fortalece a reputação sanitária e cria rotas alternativas quando grandes destinos oscilam.

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Não fique de fora:

A Agência Gov detalhou que o número de mercados contempla aberturas e reaberturas, sempre a partir de equivalências sanitárias e protocolos específicos. Esse tipo de diplomacia técnica é a base para manter o status sanitário, condição indispensável para sustentar preços e volumes em janelas de maior volatilidade no comércio global.

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Além de São Vicente e Granadinas, outros países da Ásia e do Pacífico têm ampliado compras brasileiras em 2025, movimento que dialoga com a necessidade global de segurança alimentar e previsibilidade de oferta. Esse contexto favorece fornecedores com escala, prazos competitivos e baixo histórico de incidentes sanitários.

Impacto nas exportações: volumes, destinos e preços em 2025

Os embarques de carne bovina do Brasil vêm batendo recordes neste ano. Em julho de 2025, o país registrou o maior volume e a maior receita para um único mês, segundo a Abrafrigo, com 366,9 mil toneladas e US$ 1,726 bilhão, impulsionados por demanda asiática e recuperação de compras em outros destinos. Indicadores desse porte tendem a sustentar preços ao produtor e utilização de capacidade nas plantas exportadoras.

No acumulado do primeiro semestre, a ABIEC reportou crescimento robusto em valor e volume, com a China permanecendo como principal destino, seguida por Estados Unidos, México e Chile. A ampliação do mix, que inclui miúdos e produtos processados, é peça-chave para rentabilizar contratos e absorver flutuações de preços dos cortes in natura.

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Para 2025, projeções oficiais mantêm o Brasil como maior exportador global. O relatório semestral do USDA aponta exportações brasileiras próximas de 3,88 milhões de toneladas em equivalente carcaça. Estimativas discutidas no mercado, com base na Conab, falam em algo ao redor de 3,66 a 3,70 milhões de toneladas, dependendo do ritmo de abates e do câmbio. A leitura combinada é de estabilidade em patamar elevado, com chance de novo recorde caso a demanda asiática siga firme no segundo semestre.

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Outro dado relevante da Conab é a manutenção de produção total de carnes acima de 31 milhões de toneladas em 2025, sinal de oferta consistente para atender mercado interno e externo. Para a bovina, mesmo com possível acomodação do ciclo pecuário, a indústria trabalha com carteira de pedidos fortalecida por novos acessos e por ganhos de competitividade logística.

Habilitação de plantas, logística e sanidade

O efeito prático das aberturas depende da habilitação de frigoríficos. Empresas precisam ajustar protocolos de segregação, rotulagem e documentação para atender às exigências da Indonésia e de São Vicente e Granadinas. O MAPA costuma acelerar inspeções quando há previsão de embarque, mas a curva de aprendizado varia entre plantas e produtos. Acompanhar as primeiras licenças e as categorias liberadas é crucial para estimar volumes.

Na logística, a ampliação de destinos impõe atenção a rotas marítimas, disponibilidade de contêineres refrigerados e custos de frete. Em 2025, o setor tem manejado melhor gargalos e consolidado parcerias portuárias, o que favorece prazos de entrega e competitividade de produtos cárneos de maior valor agregado. Essa engrenagem é decisiva para transformar abertura de mercado em embarque efetivo.

Do lado sanitário, o Brasil preserva vantagem por seu sistema de inspeção e por protocolos de controle de enfermidades. A reputação construída em grandes compradores serve como carta de apresentação em negociações com países que recém abriram suas portas. Cumprir auditorias, manter transparência e reagir rápido a exigências adicionais é o que sustenta o ciclo de novas autorizações.

Por fim, vale monitorar dois indicadores de curto prazo. O primeiro é a velocidade de emissão de certificados para as novas praças. O segundo é a formação de preços nos contratos iniciais, que tendem a refletir testes de qualidade e preferências do mercado local. Se confirmadas as expectativas, a combinação de Indonésia com osso e miúdos e de Caribe deve reforçar a presença brasileira em 2025, com impacto direto em receita e utilização de capacidade industrial.

Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Geovane Souza é Jornalista e especialista em criação de conteúdo na internet, ações de SEO e marketing digital, e redator no blog O Emprego dos Sonhos.

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