Litoral paranaense sofria com economia sazonal até que programa do governo injetou mais de R$ 110 milhões no PIB e gerou milhares de empregos

Vista aérea da orla de uma praia do litoral do Paraná durante o verão, com banhistas e guarda-sóis na areia.
Iniciativas como o Verão Maior buscam fortalecer a economia das cidades litorâneas além da alta temporada.
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Estudo revela que o Verão Maior Paraná teve um impacto de R$ 110,8 milhões na economia do Litoral e foi responsável por criar mais de 2,7 mil postos de trabalho.

Uma análise econômica detalhada revelou o forte impacto positivo do programa Verão Maior Paraná na economia das cidades litorâneas do estado. A iniciativa, que reforçou a estrutura e os serviços durante a temporada 2023/2024, injetou um total de R$ 110,8 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) dos sete municípios da região. Este incremento representa um crescimento de 1,25% no PIB trimestral da área, demonstrando a força do investimento público direcionado.

Os dados são de um estudo realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgado em fevereiro de 2024. A pesquisa utilizou uma metodologia robusta para calcular os efeitos do programa, comparando o cenário real com uma simulação em que os investimentos não tivessem ocorrido.

Além do impulso no PIB, o programa foi um grande gerador de oportunidades para a população local e trabalhadores temporários. O levantamento do Ipardes apontou a criação de 2.746 postos de trabalho, que resultaram em uma massa salarial de R$ 10,9 milhões circulando na economia.

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Esse resultado demonstra um retorno significativo sobre o capital investido pelo Governo do Paraná. A análise, que se tornou um marco para as edições seguintes do programa, evidenciou a capacidade do turismo organizado de transformar a realidade econômica local, um sucesso observado nos anos que se seguiram até hoje, em 2026.

Detalhes do impacto econômico e geração de empregos

De acordo com os especialistas do Ipardes, o estudo utilizou uma matriz de insumo-produto para rastrear como o dinheiro investido se espalhou pelos diferentes setores. Os resultados mostraram um efeito multiplicador impressionante. Para cada R$ 1 aplicado pelo governo no Verão Maior, houve um retorno de R$ 2,45 para a economia do Litoral.

Essa alta taxa de retorno é explicada pelo aquecimento em cadeia de diversas atividades econômicas. Os investimentos em segurança, saúde, lazer, esportes e infraestrutura não só melhoraram a experiência dos veranistas, mas também estimularam o consumo e a contratação de mão de obra local de forma direta e indireta.

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A geração de quase 2,8 mil empregos, mesmo que muitos de caráter temporário, foi fundamental para garantir renda a milhares de famílias durante a alta temporada. Esse movimento ajudou a diminuir a pressão social por trabalho e fortaleceu o comércio, que viu o poder de compra aumentar durante o período.

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Setores mais aquecidos pelo programa do governo

O estudo do Ipardes também identificou quais setores foram os maiores beneficiados pelo aumento da circulação de turistas e pelos investimentos do programa. No topo da lista estão as atividades imobiliárias, que registraram o maior ganho, com um acréscimo de R$ 22,5 milhões em seu valor de produção.

Esse aquecimento se deve, principalmente, ao aumento da procura por aluguéis de temporada e à valorização dos imóveis comerciais e residenciais. A percepção de um litoral mais seguro e bem estruturado atraiu mais investidores e visitantes com maior poder aquisitivo.

Em seguida, o setor de serviços prestados às famílias, que inclui hotéis, restaurantes, bares e atividades de lazer, foi outro grande destaque. A confiança do turista para gastar mais, impulsionada pela qualidade da infraestrutura oferecida, refletiu diretamente no faturamento desses estabelecimentos.

O comércio e as atividades de manutenção e reparo de veículos e outros bens também apresentaram um crescimento expressivo. O aumento do fluxo de pessoas e veículos naturalmente eleva a demanda por produtos e serviços de suporte, completando um ciclo virtuoso para a economia local.

Dessa forma, a estratégia de investimento público mostrou-se assertiva, beneficiando desde o grande hotel até o pequeno comerciante e o trabalhador autônomo.

O futuro do Verão Maior e a visão para o Litoral paranaense

Na época da divulgação dos estudos, em 2024, o Governo do Paraná já sinalizava uma visão de longo prazo, confirmada nos anos seguintes. O objetivo principal sempre foi transformar o Litoral em um destino atrativo durante todo o ano, combatendo a forte sazonalidade que historicamente marcava a economia da região.

O sucesso da operação Verão Maior 2023/2024 serviu como base para aprimorar e expandir o programa, tornando-o um pilar estratégico para o desenvolvimento regional contínuo. As edições subsequentes seguiram o modelo, focando em eventos culturais, esportivos e de negócios também na baixa temporada, uma estratégia que hoje, em 2026, mostra resultados consolidados.

Na sua opinião, esse tipo de investimento massivo do governo no turismo é a melhor forma de desenvolver a economia local? Ou esses recursos poderiam ser mais bem aplicados em outras áreas, como educação e saúde permanentes para os moradores? Deixe seu comentário abaixo.

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Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No blog, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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