USP abre 10 mil vagas em curso gratuito online de educação alimentar, formação de 110 horas para servidores da educação de SP entre maio e agosto de 2026
USP abre 10 mil vagas gratuitas em curso online de educação alimentar para servidores da educação de SP com aulas entre maio e agosto de 2026
A Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo (USP), anunciou a abertura de 10 mil vagas para o curso gratuito e 100% online do Programa de Educação Alimentar – Integrando Ciência, Escola e Saúde (PEDUCA). Segundo a instituição, a formação soma 110 horas e acontecerá de 01/05/2026 a 31/08/2026, com foco em temas essenciais de alimentação, saúde e educação.
O curso é voltado a profissionais da educação e traz conteúdos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao Guia Alimentar para a População Brasileira e a estratégias de prevenção de doenças crônicas. A proposta é integrar ciência e práticas pedagógicas, fortalecendo a atuação de educadores na promoção de hábitos saudáveis nas escolas.
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De acordo com a USP, a oferta contempla módulos sobre história e cultura alimentar, nutrição, prevenção de obesidade, hipertensão e diabetes, além de segurança alimentar, rotulagem e marketing. O programa também aborda políticas públicas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Saúde na Escola (PSE).
As aulas serão ministradas por especialistas com experiência acadêmica e prática: Ana Paula de Queiroz Mello, Nágila Raquel Teixeira Damasceno e Livia Alvarenga. Cada uma conduzirá temas específicos, com cargas horárias definidas e conteúdos aplicáveis ao cotidiano escolar.
Elegibilidade e inscrição, quem pode participar e até quando
As 10 mil vagas são destinadas exclusivamente a servidores da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) e a servidores das Secretarias Municipais de Educação de todas as cidades do Estado de São Paulo. Trata-se de uma oportunidade de qualificação gratuita voltada ao fortalecimento das práticas pedagógicas em alimentação e saúde.
As inscrições devem ser feitas de forma online. Segundo a Faculdade de Saúde Pública da USP, os interessados podem acessar a página do curso e concluir a inscrição até 15/04/2026 pelo sistema Apolo da universidade: inscrição no sistema Apolo da USP. Recomenda-se preencher os dados com atenção para garantir a validação do vínculo com as redes estadual ou municipal.
O curso é gratuito e 100% online, o que amplia o alcance para profissionais de todas as regiões do Estado de São Paulo. A confirmação da participação está sujeita ao número de vagas e à adequação do perfil do candidato às regras informadas pela USP.
Carga horária, calendário do curso e modalidade de participação
A formação soma 110 horas e ocorrerá entre 01/05/2026 e 31/08/2026. O cronograma foi organizado para contemplar temas teóricos e práticos, de modo a apoiar o planejamento pedagógico nas escolas e a implementação de projetos de promoção da saúde no ambiente escolar.
Por ser 100% online, o PEDUCA permite participação a distância, sem necessidade de deslocamento, favorecendo a rotina dos profissionais da educação. A USP ressalta que a proposta integra ciência, escola e saúde para fortalecer a educação alimentar baseada em evidências.
Conteúdo programático, professores e temas que serão abordados
O conteúdo do PEDUCA será conduzido por três ministrantes. Em linhas gerais, os módulos percorrem história da alimentação, cultura, práticas alimentares, transições demográfica, epidemiológica e nutricional, macronutrientes e micronutrientes, prevenção de doenças crônicas e políticas públicas de alimentação e saúde escolar.
Com Ana Paula de Queiroz Mello, serão ofertados temas de 4 a 5 horas cada, incluindo História da Alimentação (5h), Alimentação e Cultura (5h) e Práticas Alimentares ao Longo do Tempo (5h). Também entram a Transição demográfica, epidemiológica e nutricional (5h), o Guia Alimentar para a População Brasileira (5h) e reflexões como História Alimentar como instrumento de reflexão (5h) e Autobiografia Alimentar (5h). A programação inclui ainda Cadeia de Produção Alimentar (4h), De onde vêm e para onde vão os alimentos? (4h), Alimentação como estratégia para a prevenção do diabetes (4h), experiências exitosas ligadas à BNCC (4h) e Nutricionistas e educadores, combinação de saberes (4h).
Com Nágila Raquel Teixeira Damasceno, os módulos focam fundamentos de nutrição e saúde, começando por Alimentos, nossa fonte de energia (1,5h) e O que são macro e micronutrientes? (1,5h). A sequência aborda Obesidade (1,5h), Sensibilização à realidade alimentar relacionada à obesidade no Brasil (1,5h) e Alimentação como estratégia para prevenção da obesidade (2h). Com aprofundamento clínico e social, aparecem Hipertensão Arterial Sistêmica sob diferentes ópticas (3h cada), Diabetes, o que você precisa saber (3h) e Alimentação como estratégia para prevenção das doenças cardiovasculares (3h).
Já com Livia Alvarenga, entram temas de 2,5 horas cada como Influência do marketing nas escolhas alimentares e O que está por trás das embalagens dos alimentos, além de Segurança Alimentar e Nutricional e a formação cidadã em Crianças conscientes, adultos saudáveis. A agenda inclui Programa Nacional de Alimentação Escolar, Programa Saúde na Escola, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar e a importância da promoção da alimentação saudável na escola, além de experiências exitosas alinhadas à BNCC, Diabetes observado sob diversas ópticas, Doenças cardiovasculares observadas sob diversas ópticas e Criação de portfólio.
Segundo a USP, a estrutura didática une perspectivas histórica, cultural, nutricional e de políticas públicas, favorecendo a elaboração de projetos pedagógicos consistentes. O percurso formativo contempla tanto conteúdos científicos quanto atividades voltadas à prática docente e à sensibilização das comunidades escolares.
Ao final, espera-se que os participantes estejam mais preparados para integrar alimentação e saúde ao currículo, dialogando com famílias e estudantes e aplicando recomendações do Guia Alimentar. A ênfase em prevenção de obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares reforça o compromisso com a saúde pública e a qualidade de vida no ambiente escolar.
O que você achou da oferta voltada apenas a servidores da educação do Estado de São Paulo, faz sentido priorizar esse público em 2026 ou as vagas deveriam ser abertas a todos os interessados? Deixe sua opinião nos comentários e conte como a formação em educação alimentar pode transformar a realidade da sua escola.
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