UFPI anuncia 150 vagas em cursos gratuitos para meninas a partir de 13 anos em Teresina, com aulas aos sábados e foco em ciência, robótica e energias renováveis
Oportunidade de qualificação para meninas em Teresina, UFPI abre 150 vagas gratuitas com foco em ciência, tecnologia e autonomia econômica
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) anunciou, na segunda-feira, 9 de março de 2026, a abertura de 150 vagas em cursos gratuitos voltados a meninas e mulheres a partir de 13 anos. As formações abrangem matemática, robótica, energias renováveis e conserto de eletrodomésticos.
As atividades integram o projeto ATHENA, Mulheres e Meninas na Ciência, desenvolvido pela UFPI em parceria com a Secretaria das Mulheres do Estado do Piauí (Sempi). Segundo a universidade, o cronograma está previsto para ocorrer entre março e setembro de 2026.
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De acordo com a coordenação do projeto, as inscrições serão realizadas por meio de formulário online. As aulas acontecerão aos sábados, no campus da UFPI em Teresina, para facilitar a participação de estudantes e trabalhadoras.
Até a última atualização, a UFPI informou que ainda não divulgou a data de abertura das inscrições nem o detalhamento completo do cronograma. A orientação é acompanhar os canais oficiais da universidade para novas informações.
Quem pode participar, como serão as inscrições e o que já está confirmado
Podem se inscrever meninas e mulheres a partir de 13 anos, sem a exigência de experiência prévia nas áreas ofertadas, segundo a UFPI. O objetivo é democratizar o acesso a conteúdos de ciência e tecnologia, priorizando o aprendizado prático e a inserção produtiva.
A coordenadora do projeto, professora Fabíola Linard, do Centro de Tecnologia da UFPI, informou que as inscrições serão via formulário online e que as atividades ocorrerão aos sábados, no campus em Teresina. O detalhamento de turmas, horários e etapas será publicado nos próximos dias.
Conteúdo dos cursos e atividades práticas, formação voltada a resolver problemas reais e gerar renda
As turmas terão conteúdos introdutórios e intermediários de matemática e programação, além de módulos de robótica e energias renováveis. Haverá também capacitações em conserto de eletrodomésticos, área reconhecida pela empregabilidade e pelo potencial de renda imediata.
Segundo a coordenação, durante as aulas as participantes terão contato com atividades práticas como troca de lâmpadas, noções de funcionamento de estações elétricas e exercícios de lógica aplicada. A proposta é relacionar teoria e prática para fortalecer a aprendizagem e a autonomia das alunas.
De acordo com a UFPI, a combinação de conteúdos técnicos e exercícios práticos busca desenvolver competências úteis no cotidiano e no mercado de trabalho, ampliando as oportunidades de qualificação e a confiança para seguir em trilhas profissionais de ciência e tecnologia.
Objetivo do projeto ATHENA, ampliação da presença feminina em ciência e em cursos de engenharia
O projeto ATHENA foi concebido para ampliar a participação feminina em áreas historicamente dominadas por homens, como engenharia e tecnologia. Segundo a professora Fabíola Linard, iniciativas de ambientação, mentoria e prática contribuem para que mais alunas ingressem e permaneçam em cursos dessas áreas.
Além de estimular o interesse acadêmico, a UFPI e a Sempi destacam que a formação técnica pode fortalecer a autonomia econômica das participantes. O aprendizado prático, aliado a noções empreendedoras, favorece a geração de renda e a empregabilidade em setores com demanda crescente.
Divisão em três etapas, organização por faixas etárias e metodologia acessível para iniciar cedo
Segundo a estudante de engenharia elétrica Ellen Cristina, integrante do projeto ATHENA, o cronograma será dividido em três etapas, com conteúdos organizados por faixas etárias. A metodologia foi pensada para apresentar conceitos de maneira progressiva e acessível.
A primeira etapa deve focar nas mais jovens, com atividades introdutórias de matemática, lógica e experimentos simples de robótica. Nas etapas seguintes, a tendência é ampliar a complexidade, abordando programação básica, eletricidade aplicada e tópicos de energias renováveis.
As aulas aos sábados, em Teresina, permitem reunir estudantes de diferentes escolas e bairros, num ambiente universitário estruturado. De acordo com a UFPI, esse contato com laboratórios e equipes acadêmicas ajuda a construir vínculo com a universidade e visibilidade de carreira.
A coordenação reforça que as turmas terão acompanhamento de docentes, estudantes e profissionais parceiros, garantindo suporte pedagógico e didático. A presença de monitoras e monitores auxilia na resolução de dúvidas e no desenvolvimento de projetos práticos em pequenos grupos.
Ao final, espera-se que as participantes tenham adquirido noções técnicas e motivação para seguir estudando, inclusive para disputar vagas em cursos técnicos e de graduação em engenharia, tecnologia e ciências exatas.
O que falta divulgar, prazos de inscrição e como se preparar para garantir uma vaga
Até o momento, a UFPI não informou a data de abertura das inscrições, nem o calendário completo de turmas e módulos. A orientação é acompanhar as atualizações oficiais da universidade e do projeto ATHENA nas próximas comunicações institucionais.
Para se preparar, as interessadas podem reunir documentos pessoais, verificar disponibilidade para participar aos sábados e revisar conhecimentos básicos de matemática e lógica. Quando o formulário online for liberado, a recomendação é preencher rapidamente para concorrer a uma das 150 vagas.
Iniciativas como o ATHENA reforçam o compromisso institucional com a inclusão e a formação técnica de meninas e mulheres. Segundo a coordenação, o impacto esperado vai além da sala de aula, alcançando o mercado de trabalho e a permanência em carreiras científicas.
O que você acha de cursos exclusivos para meninas nessa faixa etária e áreas técnicas, eles aceleram a inclusão ou deveriam ser mistos desde o início? Deixe seu comentário e compartilhe sua experiência sobre iniciativas de equidade em ciência e tecnologia.
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