Pressão por práticas mais inclusivas no ensino de matemática encontra caminho, UFABC abre curso gratuito para professores com jogos africanos, 35 vagas e inscrições até 20 de março de 2026
Curso gratuito semipresencial em Santo André une jogos e brincadeiras africanas ao ensino de matemática, com formação entre fevereiro e junho de 2026
A Universidade Federal do ABC abriu inscrições para um curso gratuito de extensão voltado à formação de professores com foco em novas abordagens para o ensino de matemática. A proposta é integrar jogos e brincadeiras africanas como ferramentas pedagógicas para ampliar o repertório didático e tornar as aulas mais significativas.
Segundo a UFABC, a formação é organizada pelo Centro de Ciências Naturais e Humanas e faz parte das ações de extensão que aproximam a pesquisa acadêmica do cotidiano escolar. A iniciativa também se alinha à Lei nº 10.639/03, que determina o ensino de história e cultura afro-brasileira na educação básica.
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O curso será oferecido na modalidade semipresencial, combinando atividades online e encontros presenciais no campus Santo André. A carga total é de 30 horas, distribuídas entre momentos síncronos e assíncronos em ambiente virtual de aprendizagem.
Com 35 vagas, a seleção considera o perfil e a trajetória na educação básica informados no formulário de inscrição. O período do curso vai de 2 de fevereiro a 30 de junho de 2026, e o prazo para se inscrever termina em 20 de março de 2026.
Inscrições e prazos, vagas limitadas e seleção pelo Portal de Extensão
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, no Portal de Extensão da UFABC, disponível aqui. De acordo com a universidade, o cadastro permanece aberto até 20 de março de 2026.
O curso oferece 35 vagas e a seleção será feita com base nas informações apresentadas no formulário. Serão considerados critérios como o perfil do participante e a trajetória profissional relacionada à educação básica, priorizando quem tem atuação direta em sala de aula.
Após o envio do formulário, os interessados devem acompanhar as orientações do processo seletivo divulgadas pela UFABC. A comunicação com os candidatos e o cronograma de etapas serão detalhados pelo mesmo canal institucional.
Como será a formação, carga horária, encontros e atividades online
Segundo a UFABC, a formação soma 30 horas, estruturadas para equilibrar profundidade teórica e prática pedagógica. São 10 horas de atividades síncronas e 20 horas assíncronas realizadas em Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Entre as ações síncronas, estão quatro horas de encontro presencial no campus de Santo André, quatro horas de atividades virtuais ao vivo e duas horas de plantão para orientação. Essa combinação busca apoiar o planejamento didático dos participantes com acompanhamento formativo.
As atividades assíncronas envolvem estudos dirigidos, elaboração de propostas de aula e experimentação de jogos e brincadeiras tradicionais africanas aplicados à matemática. A dinâmica permite adaptar o ritmo de estudo à rotina docente, sem perder a interação com o grupo e a equipe formadora.
O cronograma está previsto para o período de 2 de fevereiro a 30 de junho de 2026, garantindo tempo para explorar conceitos, planejar intervenções e refletir sobre resultados. De acordo com o Centro de Ciências Naturais e Humanas, o objetivo é sustentar um processo formativo consistente ao longo do semestre.
Público-alvo e objetivos pedagógicos, alinhamento à Lei 10.639/03
A iniciativa é destinada principalmente a profissionais da educação básica interessados em diversificar estratégias para o ensino de matemática. O público prioritário inclui professores da rede municipal de Santo André que atuam nos anos iniciais.
Também há previsão de participação de estudantes de pós-graduação da UFABC, favorecendo o diálogo entre pesquisa e prática escolar. A proposta central é integrar referências culturais africanas ao currículo de matemática, valorizando a diversidade e fortalecendo a implementação da Lei nº 10.639/03.
Por que a iniciativa importa para o ensino de matemática e diversidade curricular
Ao aproximar cultura e matemática, o curso estimula abordagens que conectam conteúdos a situações concretas de jogo, estratégia, contagem e criatividade. Isso pode elevar o engajamento, especialmente nos anos iniciais, quando o vínculo afetivo com a disciplina é determinante.
Jogos tradicionais africanos podem favorecer conceitos como lógica, probabilidade, raciocínio combinatório e sistemas de numeração. Na prática docente, esse repertório amplia a variedade de recursos para explicar ideias abstratas e apoiar a resolução de problemas.
Segundo a UFABC, a formação busca proporcionar ferramentas para planejamento de aulas que considerem pluralidade cultural sem perder o foco no desenvolvimento de competências matemáticas. O diálogo entre pesquisa acadêmica e cotidiano escolar é um eixo do desenho metodológico.
Além do ganho pedagógico, a proposta fortalece políticas educacionais de equidade e representatividade. Ao tratar a herança africana como fonte de conhecimento, a escola promove pertencimento e combate estereótipos, em linha com marcos legais e com a prática de uma educação antirracista.
Para as redes municipais e escolas, iniciativas de extensão universitária aportam formação continuada com base científica e aplicabilidade imediata. O formato semipresencial e a gratuidade removem barreiras de acesso, ampliando o alcance entre docentes que buscam atualização.
O que você acha da proposta de usar jogos e brincadeiras africanas para ensinar matemática nos anos iniciais, diante de práticas tradicionais mais conteudistas? A abordagem pode melhorar a aprendizagem e a participação dos estudantes ou cria desafios de implementação nas escolas? Deixe um comentário e conte como essa estratégia se encaixa na sua realidade profissional.
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