Superliga de vôlei acelera virada tecnológica e transforma estatísticas em produto, com IA na TV, na arbitragem e no treino das equipes em 2025/26

Jogadores de vôlei em quadra com câmeras e gráficos de estatísticas na transmissão de TV
Transmissão da Superliga com dados em tempo real e múltiplas câmeras
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Temporada 2025/26 estreia um modelo de gestão por dados no vôlei brasileiro, conectando estatísticas, vídeo e operação em tempo real para decisões mais rápidas e transmissões mais ricas

A temporada 2025/26 da Superliga inaugura uma mudança estrutural no vôlei brasileiro, com a adoção de um ecossistema de gestão orientada por dados em tempo real. De acordo com o InfoMoney, a liga passa a operar como um laboratório prático de integração entre estatísticas, vídeo e processos automatizados, com impacto direto na TV e na análise técnica.

O projeto consolida uma base única que organiza cada ação em quadra e a distribui para transmissões, relatórios e plataformas de conteúdo. O que antes era fragmentado agora roda de forma coordenada, ampliando a eficiência e dando suporte mais qualificado à tomada de decisão.

Segundo o InfoMoney, a infraestrutura combina captura e processamento instantâneo de dados, padronizando o fluxo desde o jogo até as áreas de análise de desempenho. Em paralelo, a arbitragem ganha maior previsibilidade com revisões mais rápidas e transparentes.

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O movimento é conduzido com a Sportradar, empresa global de tecnologia esportiva, e a Volleystation, especializada em software para voleibol. A proposta é elevar a consistência das informações e sua aplicabilidade prática ao longo da competição.

Integração de dados e vídeo na Superliga, do jogo à prancheta

O núcleo da transformação está na base estruturada de estatísticas combinada a vídeo integrado e automação. Cada toque na bola, deslocamento e ação tática passa a alimentar, em tempo real, painéis de transmissão e relatórios técnicos, reduzindo ruídos operacionais e acelerando insights.

Segundo o InfoMoney, o arranjo cria um circuito único de coleta, processamento e distribuição, permitindo que as mesmas informações sustentem TV, criação de conteúdo e análise de comissões técnicas. O resultado é um fluxo mais consistente e escalável.

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Arbitragem com desafio por vídeo ganha fluidez e previsibilidade

Um dos efeitos mais visíveis está no sistema de desafio por vídeo, que opera com múltiplas câmeras. As revisões ficam mais fluidas, o tempo de interrupção diminui e as decisões se tornam mais previsíveis, reforçando a transparência dos lances.

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Essa melhora impacta a experiência de torcedores e atletas, além de qualificar as transmissões com replays e ângulos que ajudam a explicar cada marcação. O ganho de ritmo reduz tensões e dá segurança ao espetáculo.

De acordo com o InfoMoney, a tecnologia de vídeo deixa de ser acessório e passa a integrar a espinha dorsal operacional da liga, conectada ao banco de dados central e aos processos de distribuição.

Análise de desempenho e centros de treinamento mais automatizados

Fora de jogo, câmeras equipadas com inteligência artificial em centros de treinamento ampliam a automação e permitem operações remotas. Isso gera dados detalhados sobre deslocamento, padrão de ataque, eficiência de bloqueio e tomada de decisão, enriquecendo relatórios para evolução técnica.

Esses recursos exigem conectividade estável, padronização de processos e integração entre sistemas para que os dados cheguem limpos, consistentes e acionáveis. A qualidade da infraestrutura passa a ser determinante para o valor entregue às comissões técnicas.

Segundo Victor Fernandez, diretor de Conteúdos Esportivos e Parcerias da Sportradar, o movimento acompanha uma tendência já consolidada em grandes ligas. Competições como NBA, UEFA Champions League e Bundesliga, também parceiras da empresa, incorporaram dados e IA à infraestrutura central de suas operações.

Na Superliga, a adaptação considera especificidades do voleibol brasileiro e o estágio de maturidade dos clubes. O objetivo é transformar dados brutos em conhecimento aplicado, evoluindo do monitoramento para a prescrição de ajustes táticos.

Com isso, a análise de desempenho se aproxima do dia a dia do treino, reduz cenários de intuição e aumenta a precisão das escolhas de rotação, saque, cobertura e bloqueio.

Histórico de atletas e integridade competitiva avançam juntos

A temporada também dá um passo relevante na organização do histórico de atletas, com dados mais contínuos desde a base até o alto rendimento. Esse fio de carreira facilita avaliações de progresso, detecção de potenciais e planejamento de longo prazo.

Em paralelo, a agenda de integridade é reforçada com monitoramento de padrões incomuns e ações educativas. A análise de dados funciona como ferramenta preventiva, elevando a confiança na competição e desincentivando comportamentos de risco.

Governança de dados e métricas, o teste real da temporada 2025/26

Com o campeonato em andamento, a Superliga atua como campo de testes para um novo modelo de gestão esportiva. O sucesso dependerá menos da quantidade de tecnologia e mais de governança, infraestrutura adequada e métricas claras de resultado, segundo o InfoMoney.

O recado da temporada 2025/26 é que a inteligência artificial e os dados deixam de ser tendência e passam a integrar o cotidiano da competição. A partir daqui, a consistência operacional e a qualidade das entregas dirão o tamanho do salto.

O desafio, agora, é escalar boas práticas, garantir interoperabilidade entre plataformas e formar profissionais capazes de transformar indicadores em vantagem competitiva.

O que você achou dessa virada data driven no vôlei brasileiro? A tecnologia melhora a justiça e a qualidade técnica do jogo ou pode engessar a espontaneidade em quadra? Deixe seu comentário e conte em que medida os dados devem pesar nas decisões de arbitragem, transmissão e treinos.

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Sobre o Autor

Valdemar Medeiros
Valdemar Medeiros

Sou Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escrevo sobre Vagas de emprego, Indústria Automotiva, Energias Renováveis e outras oportunidades do mercado de trabalho.

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