São Paulo concentra 24% das contratações formais do país em 12 meses, abre 286,7 mil vagas e registra salário de admissão recorde em janeiro de 2026
São Paulo impulsiona emprego formal com 286,7 mil vagas em 12 meses e salário de admissão recorde em janeiro de 2026
O estado de São Paulo consolidou sua posição como principal motor do mercado de trabalho ao criar 286.743 vagas com carteira assinada no período de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026. Esse resultado equivale a 24% de todo o saldo de contratações formais do Brasil, que somou 1.228.483 postos no mesmo intervalo. O desempenho reforça a liderança paulista no emprego formal.
De acordo com a Fundação Seade, com base no Caged do Ministério do Trabalho e Emprego, o estado mantém trajetória positiva de geração de oportunidades. O saldo de 12 meses cresceu 2% em São Paulo, superando o ritmo de diversos entes federativos. A combinação de escala econômica e dinamismo setorial explica a fatia expressiva no total nacional.
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Somente em janeiro de 2026, foram abertas 16.451 novas vagas em território paulista. O avanço mensal sustenta a tendência de recuperação observada ao longo de 2025. Para especialistas, a continuidade desse movimento depende de investimentos e de um ambiente de negócios robusto.
Os números evidenciam o papel de São Paulo na sustentação do emprego. Tanto a capital quanto o interior seguem determinantes para o equilíbrio do mercado formal no país. A amplitude setorial ajuda a espalhar o impacto pelos diferentes segmentos da economia.
Saldo de 12 meses e janeiro, participação de São Paulo no emprego formal do Brasil
Em 12 meses, São Paulo acumulou 286.743 novas vagas, enquanto o Brasil registrou 1.228.483 postos formais, segundo a Fundação Seade com dados do Caged. A participação paulista de 24% mostra a relevância do estado na geração de empregos. No mesmo recorte, o saldo paulista avançou 2%.
Na região Sudeste, o saldo de 12 meses foi de 481.216 postos, com São Paulo respondendo pela maior parte desse desempenho. A concentração econômica e a base industrial do estado ajudam a explicar o resultado. Tanto a capital quanto o interior seguem essenciais para esse protagonismo.
No recorte mensal, o Brasil abriu 112.334 vagas em janeiro de 2026, enquanto São Paulo criou 16.451 postos. O dado reforça que o ritmo paulista segue consistente e contribui para amortecer oscilações nacionais. O efeito é perceptível nas cadeias de produção e serviços.
Salário de admissão atinge maior valor desde 2020, acima da média nacional
O salário médio de admissão em São Paulo ficou em R$ 2.702,76 em janeiro de 2026, o maior patamar desde 2020, quando passou a vigorar a metodologia do Novo Caged. Em termos reais, houve alta de 1,93% ante janeiro de 2025, indicando melhora na qualidade das novas contratações.
O valor paulista supera a média nacional, de R$ 2.389,50, e também as marcas do Distrito Federal (R$ 2.575,45) e do Rio de Janeiro (R$ 2.409,30). Com esse resultado, São Paulo detém o maior salário de entrada do país no mês, sinalizando maior capacidade de atração e retenção de profissionais.
Setores que lideram as contratações em janeiro, indústria e construção na frente
O avanço de janeiro foi sustentado por setores estratégicos. A Indústria liderou o saldo com 21.528 novos postos, seguida pela Construção, com 15.934, e pelos Serviços, com 3.001. O perfil das admissões indica retomada de investimentos produtivos e obras.
O protagonismo de Indústria e Construção Civil sugere reforço em cadeias de fornecedores, logística e serviços especializados. Esses segmentos costumam irradiar demanda para outras áreas, como transporte, alimentação e comércio atacadista. O efeito se traduz em um ciclo virtuoso de geração de renda.
Segundo análise técnica com base nos dados do Seade, “a predominância da indústria e da construção na abertura de vagas sinaliza uma retomada de investimentos estruturais, que tendem a gerar um efeito multiplicador na economia regional”. A leitura ajuda a entender por que o saldo mensal foi positivo mesmo em um começo de ano tradicionalmente mais contido.
Esse movimento também amplia a base de empregos qualificados e sem qualificação, beneficiando desde a manufatura intensiva em tecnologia até atividades de apoio nos canteiros. A diversificação setorial reduz a volatilidade do mercado de trabalho paulista.
Panorama do Sudeste e salários de entrada, comparação com Brasil
No Sudeste, o saldo de 12 meses somou 481.216 vagas, e o salário médio de admissão chegou a R$ 2.551,61 em janeiro de 2026. Embora robusto, o valor fica atrás do patamar paulista, reforçando o diferencial de remuneração em São Paulo. No Brasil, o salário de entrada foi de R$ 2.389,50.
Com base nesses indicadores, São Paulo segue referência na combinação de volume de vagas e melhor remuneração inicial. A continuidade desse quadro dependerá da manutenção dos investimentos e da confiança empresarial, conforme os dados do Caged analisados pela Fundação Seade.
Como você avalia o desempenho do emprego formal em São Paulo diante da liderança em vagas e do salário de admissão recorde? Deixe seu comentário e conte se sua área também sentiu esse movimento em janeiro de 2026. A percepção no chão das empresas ajuda a enriquecer o debate.
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