Sicos leva prioridades de Santa Catarina à 2ª Conferência Nacional do Trabalho em São Paulo, destaca taxa de desemprego de 2,2% e 19 mil vagas criadas em janeiro, além de mais de 7,8 mil oportunidades no Sine
Santa Catarina marca presença na 2ª Conferência Nacional do Trabalho com foco em emprego, qualificação e futuro do trabalho, levando resultados como desemprego de 2,2% e saldo de 19 mil vagas
A Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) representou o Governo de Santa Catarina na 2ª Conferência Nacional do Trabalho, realizada em São Paulo entre terça e quinta-feira, 3 a 5 de março. O encontro reuniu delegações para discutir caminhos para o futuro do trabalho no país, com atenção a políticas públicas de emprego, qualificação profissional e relações laborais.
Segundo informações da Sicos, o Estado levou à mesa o debate sobre como políticas nacionais podem considerar realidades econômicas regionais. A pasta reforçou a experiência catarinense em empreendedorismo e pequenos negócios, pilar importante na geração de postos de trabalho e na redução do desemprego.
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O secretário adjunto da Sicos, Jonianderson Menezes, afirmou que a presença dos Estados é decisiva para políticas mais eficazes. Ele destacou que Santa Catarina tem estratégia voltada a emprego e qualificação, e que esses elementos precisam ser contemplados em diretrizes nacionais para que o país avance de forma equilibrada.
Participação da Sicos na conferência, datas, temas e representatividade
Ao longo dos dias 3 a 5 de março, a Sicos integrou painéis sobre geração de empregos, fortalecimento da negociação coletiva e qualificação profissional. A discussão sobre os impactos da automação e da inteligência artificial nas ocupações também esteve em evidência, com foco em adaptação de perfis profissionais e proteção social.
De acordo com a Sicos, a conferência reuniu mais de 3 mil participantes de todo o país, entre delegados de trabalhadores, empregadores e representantes do poder público. As propostas consolidadas devem orientar futuras políticas públicas para o setor do trabalho, com alcance nacional.
Futuro do trabalho, automação e inteligência artificial na pauta dos debates
Os debates sobre o futuro do trabalho abordaram mudanças na organização produtiva e o desafio da atualização permanente de competências. A Sicos reforçou que a qualificação profissional precisa acompanhar o avanço tecnológico para manter a produtividade e reduzir desigualdades regionais.
A automação e a inteligência artificial foram tratadas como motores de mudança que exigem medidas de transição justas. Entre os pontos discutidos, ganharam destaque o mapeamento de ocupações em transformação e a criação de trilhas formativas para requalificação.
Segundo a Sicos, o fortalecimento da negociação coletiva aparece como instrumento para ajustar jornadas, carreiras e benefícios em contextos de inovação. A ideia é construir regras que deem previsibilidade a empresas e proteção aos trabalhadores, mantendo a competitividade.
Também foram discutidas políticas de emprego ativas, como intermediação de mão de obra e programas de incentivo à contratação. O objetivo é ampliar a inserção de jovens e trabalhadores em transição de carreira, com foco em resultados mensuráveis.
Indicadores de emprego em Santa Catarina, desemprego de 2,2 e saldo positivo de 19 mil vagas
Conforme dados divulgados pela Sicos, Santa Catarina tem a menor taxa de desemprego do Brasil, de 2,2%. O Estado também liderou a criação de vagas em janeiro, com saldo positivo de 19 mil postos de trabalho, reforçando o dinamismo do seu mercado.
Esses números são utilizados pela pasta como evidência de que políticas regionais focadas em empreendedorismo, qualificação e ambiente de negócios estável geram resultados. A presença na conferência serviu para compartilhar boas práticas e influenciar diretrizes nacionais.
Qualificação profissional e serviços de intermediação de mão de obra, programas e vagas do Sine
Além de empregos, o Governo de Santa Catarina reforça a qualificação profissional por meio do Programa Universidade Gratuita e do Ensino Técnico Gratuito. De acordo com a Sicos, iniciativas desse tipo ajudam a reduzir o descompasso entre a formação da força de trabalho e as demandas das empresas.
Na intermediação de mão de obra, o Sine atua como porta de entrada para ocupação formal e recolocação. O sistema conta com mais de 7,8 mil vagas de emprego abertas para profissionais com ou sem experiência, distribuídas em diferentes regiões e setores.
Para a Sicos, reunir emprego, qualificação e negociação coletiva forma um tripé essencial para enfrentar a transição tecnológica no mercado. A expectativa é que as propostas discutidas em São Paulo sirvam de base para novas políticas de trabalho, com participação ativa dos Estados.
Queremos ouvir sua opinião. As prioridades discutidas pela Sicos na conferência atendem aos desafios do seu setor ou região? O que você considera mais urgente em políticas de emprego e qualificação para o futuro do trabalho em Santa Catarina e no Brasil?
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