Senado aprova mudança na Lei do Estágio e abre caminho para jovens que esbarram na falta de experiência ao buscar emprego e concurso público

Plenário do Senado durante votação de projeto que reconhece estágio como experiência profissional
Projeto aprovado no Senado muda a Lei do Estágio e segue para sanção
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Projeto aprovado no Senado transforma o estágio em experiência profissional formal e pode reduzir uma das maiores barreiras de entrada no mercado de trabalho

O Senado aprovou na terça-feira, 7 de março, o Projeto de Lei 2762/2019, que reconhece o estágio realizado por estudantes como experiência profissional. A proposta altera a Lei do Estágio, nº 11.788, de 2008, e agora segue para sanção presidencial.

Na prática, a medida enfrenta um problema antigo de quem está começando a carreira. Muitos jovens tentam a primeira vaga de emprego, mas esbarram na exigência de experiência anterior, mesmo já tendo atuado em ambiente profissional durante a formação.

O texto aprovado também prevê que o poder público regulamente as situações em que a experiência adquirida no estágio poderá valer em provas de concurso público. Esse ponto é relevante porque abre espaço para que o período de estágio tenha peso real também na vida funcional de quem pretende entrar no serviço público.

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A aprovação foi relatada pela senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, que apresentou parecer favorável. O projeto é de autoria do deputado Flávio Nogueira, do PT do Piauí.

O que muda com a aprovação do PL 2762/2019 e por que o reconhecimento do estágio pode pesar na contratação de estudantes e recém-formados

Com a mudança, o estágio deixa de ser visto apenas como uma etapa acadêmica e passa a ter reconhecimento legal como experiência profissional. Isso pode fortalecer currículos de estudantes e recém-formados em processos seletivos para emprego, trainee e programas de entrada no mercado.

O principal efeito é simbólico e prático ao mesmo tempo. Simbólico porque reconhece que o estudante já exerceu atividades em ambiente de trabalho supervisionado, e prático porque oferece um argumento formal para comprovar vivência profissional ao disputar vagas.

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O autor da proposta, Flávio Nogueira, defende que a falta de experiência virou uma trava para a juventude conseguir o primeiro emprego. Na avaliação dele, o jovem muitas vezes não consegue trabalhar porque nunca teve oportunidade anterior, criando um ciclo que o projeto tenta romper.

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Relatora destaca que o estágio já acontece no ambiente profissional e serve como preparação concreta para o mercado de trabalho

Ao defender a proposta, Damares Alves reforçou que o estágio não é uma atividade desconectada da realidade das empresas e dos órgãos públicos. Embora tenha caráter educacional supervisionado, ele ocorre em ambiente profissional e envolve tarefas que preparam o estudante para a rotina do trabalho.

Esse entendimento ajuda a explicar a lógica do projeto. Se o estagiário já desempenha atividades ligadas à profissão, sob acompanhamento e com objetivos formativos, há base para considerar essa vivência como experiência profissional no currículo.

Esse ponto também conversa com uma demanda recorrente de recrutadores e candidatos. Em muitas seleções, a dificuldade não está apenas em ter feito atividades práticas, mas em conseguir que elas sejam aceitas formalmente como experiência válida.

Impacto pode chegar aos concursos públicos, mas regra ainda dependerá de regulamentação do poder público

Um dos trechos mais importantes do projeto trata dos concursos públicos. O texto determina que caberá ao poder público regulamentar em quais casos a experiência do estágio poderá ser considerada em provas e etapas que exijam comprovação profissional.

Isso significa que a aprovação no Senado ainda não resolve todos os detalhes de aplicação imediata nessa área. Para que o estágio conte de fato em determinadas seleções públicas, será necessário definir critérios, limites e procedimentos de comprovação.

Mesmo assim, a sinalização é forte. O reconhecimento em lei pode influenciar editais futuros e ampliar as chances de estudantes e recém-formados que disputam cargos em que a experiência profissional faz diferença na pontuação ou na habilitação.

Medida chega em momento de pressão por mais portas de entrada para jovens em busca do primeiro emprego

O debate sobre estágio, empregabilidade e formação profissional ganhou ainda mais espaço nos últimos anos. Para muitos estudantes, o estágio é o primeiro contato concreto com a profissão, com metas, rotina, supervisão e responsabilidades semelhantes às de uma vaga efetiva.

Ao reconhecer essa etapa como experiência, o Congresso sinaliza que a formação prática tem valor real no currículo. Isso pode influenciar empresas, recrutadores, instituições de ensino e bancas de seleção a tratarem o estágio com mais peso na análise de candidatos.

O tema também conversa com outras discussões em andamento no Legislativo sobre inclusão e acesso a oportunidades para estudantes. A movimentação em torno do estágio mostra que a transição entre estudo e trabalho continua no centro das políticas voltadas ao mercado.

Em meio a esse cenário, portais como Estado de Minas, Portal Uai e Uai e+ acompanham temas ligados à educação, carreira e vida profissional, que seguem mobilizando estudantes em todo o país.

Se a sanção presidencial confirmar o texto aprovado, o estágio passará a ter um peso mais claro na trajetória de quem busca espaço no mercado e no setor público. Você acha que essa mudança pode facilitar a contratação de jovens e valorizar melhor a experiência adquirida durante os estudos? Deixe seu comentário.


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Sobre o Autor

Valdemar Medeiros
Valdemar Medeiros

Sou Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escrevo sobre Vagas de emprego, Indústria Automotiva, Energias Renováveis e outras oportunidades do mercado de trabalho.

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