São Paulo lidera com 286.743 novas vagas formais em doze meses, responde por 24 por cento do saldo do país e registra o maior salário de admissão desde 2020
Em 12 meses até janeiro de 2026, São Paulo soma 286.743 empregos com carteira assinada, concentra 24% do total nacional e tem o maior salário de admissão do país, de R$ 2.702,76
São Paulo liderou a criação de vagas formais no país no período de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, segundo a Fundação Seade, com base nos dados do Caged. No recorte mensal, em janeiro de 2026, o estado abriu 16.451 postos de trabalho com carteira assinada.
Além do desempenho no emprego, SP atingiu o maior salário médio de admissão desde 2020, de R$ 2.702,76 em janeiro. O valor ficou acima da média nacional e reforça a melhora do “preço de entrada” no mercado formal, que considera apenas contratações sob as regras da CLT.
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No comparativo anual, o estado também acelerou o ritmo. O saldo de vagas de SP cresceu 2% frente aos 12 meses imediatamente anteriores, de acordo com a Seade. O dado mostra fôlego mesmo com uma atividade econômica desigual entre setores.
Com esse resultado, São Paulo manteve a dianteira entre as unidades da Federação. Segundo o governo paulista, o estado respondeu por 24% das vagas formais criadas no Brasil no mesmo período.
São Paulo concentra 24 por cento das vagas formais no período analisado
No acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, o Brasil gerou 1.228.483 vagas com carteira assinada. Deste total, 286.743 vieram de São Paulo, o equivalente a um quarto do saldo nacional, segundo a Fundação Seade com base no Caged.
O avanço paulista também foi maior que o dos 12 meses anteriores, com alta de 2% no saldo estadual. A leitura indica que, apesar das oscilações setoriais, o mercado de trabalho paulista segue absorvendo mão de obra em volume relevante.
Salário de admissão alcança maior nível desde 2020 e coloca o estado no topo do país
O salário médio de admissão em São Paulo foi de R$ 2.702,76 em janeiro de 2026, o maior desde 2020, de acordo com a Seade. Na comparação mensal, houve alta de 2,75% frente a dezembro de 2025.
Na comparação anual, o valor avançou 1,93% ante janeiro de 2025. A trajetória positiva sugere melhora no poder de barganha para quem ingressa no emprego formal, especialmente em segmentos com maior demanda por mão de obra.
Com esse nível, SP lidera o ranking nacional de salários de admissão. Em seguida aparecem Distrito Federal (R$ 2.575,45), Mato Grosso (R$ 2.421,85) e Rio de Janeiro (R$ 2.409,30), enquanto a média do país ficou em R$ 2.389,50.
O indicador considera apenas contratações sob o regime da CLT e mede o salário no momento da admissão. Por isso, é visto como um termômetro do “preço de entrada” no mercado formal, sensível à dinâmica setorial e ao nível de competição por trabalhadores qualificados.
Segundo a Seade, a combinação de setores aquecidos e a disputa por competências específicas ajuda a explicar a liderança paulista nesse recorte. O dado complementa a leitura do nível de emprego, oferecendo pistas sobre a qualidade da renda inicial.
Indústria e construção civil puxam as contratações de janeiro em São Paulo
Em janeiro, a Indústria liderou a abertura de postos no estado, com 21.528 vagas. Na sequência veio a Construção, com 15.934 oportunidades, enquanto Serviços somou 3.001 vagas no mês, segundo o recorte divulgado pela Seade.
Historicamente, quando indústria e construção aceleram, a renda de entrada tende a reagir, pois são setores que contratam volumes expressivos e disseminam demanda por fornecedores. Esse movimento costuma se espalhar por cadeias locais, afetando desde logística até serviços empresariais.
No curto prazo, a tração desses segmentos ajuda a sustentar o emprego formal e reforça o patamar do salário de admissão. No médio prazo, o efeito multiplicador pode impulsionar investimentos e ampliar a base de trabalhadores qualificados.
O que o indicador de salário de admissão mostra no mercado e como ele afeta a renda de entrada
Como mede apenas o salário inicial na contratação, o indicador não captura reajustes posteriores ou promoções. Ainda assim, ele sinaliza a direção do mercado de trabalho, refletindo a pressão de demanda por mão de obra e a capacidade das empresas de pagar mais na porta de entrada.
Segundo a Fundação Seade, que compila os dados do Caged, avanços consistentes nesse indicador tendem a favorecer especialmente ocupações técnicas e industriais. Esse contexto ajuda a explicar a liderança paulista, alinhada ao aquecimento de indústria e construção civil observado no início do ano.
O que você achou dos números do emprego e do salário de admissão em São Paulo? Deixe seu comentário e conte se percebeu mais oportunidades ou melhores salários na sua área nos últimos meses, e como isso tem impactado sua busca por trabalho.
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