RN perde mais de 2,2 mil empregos formais em fevereiro e tem o segundo pior resultado do país após avanço no início de 2026
Tombo no mercado de trabalho formal interrompe a recuperação do Rio Grande do Norte e expõe o peso das demissões na agropecuária e na indústria
O Rio Grande do Norte perdeu 2.221 empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, no resultado mais fraco do estado neste começo de ano. Os números foram divulgados na terça-feira, 31 de março, pelo Novo Caged e colocam o RN como o segundo estado com maior redução de vagas formais do Brasil no período.
Em fevereiro, o estado registrou 19.084 admissões e 21.305 desligamentos. A diferença entre contratações e demissões explica o saldo negativo e mostra uma desaceleração importante no mercado de trabalho potiguar.
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O dado chama atenção porque vem logo depois de um início de ano positivo. Em janeiro de 2026, o RN havia fechado o mês com saldo de 1.164 empregos formais, o que indicava uma abertura mais favorável para o mercado de trabalho local.
Mesmo com a queda em fevereiro, o estoque total de empregos formais no estado ficou em 550.842 vínculos. Esse número representa o total de postos com carteira assinada ativos no Rio Grande do Norte ao fim do mês.
Agropecuária e indústria puxam a queda e explicam por que o saldo do RN ficou entre os piores do Brasil
O principal peso negativo veio da agropecuária, que encerrou fevereiro com saldo de -2.152 vagas. Na prática, quase toda a perda de empregos formais do estado passou por esse setor, que teve desempenho muito abaixo dos demais.
A indústria também contribuiu fortemente para o resultado ruim, com fechamento de 1.012 postos de trabalho. Já a construção civil registrou retração mais moderada, mas ainda negativa, com -92 empregos.
Esses dados mostram que o recuo do RN não foi provocado por um único movimento isolado de mercado. Houve uma concentração maior das perdas em atividades com peso relevante na economia estadual, o que ajuda a explicar a intensidade do resultado em fevereiro.
Serviços e comércio abriram vagas, mas reação foi insuficiente para evitar saldo negativo no estado
Nem todos os setores fecharam no vermelho. O segmento de serviços foi o destaque positivo do mês, com 861 novas vagas formais, funcionando como principal freio para uma queda ainda maior no resultado geral.
O comércio também teve desempenho positivo, com saldo de 175 postos. Embora os dois setores tenham mantido algum ritmo de contratação, o volume não foi suficiente para compensar as perdas mais pesadas verificadas na agropecuária, na indústria e na construção.
Esse contraste entre setores ajuda a entender o comportamento do emprego formal no estado. Enquanto parte da economia continuou gerando vagas, outra parcela demitiu em intensidade maior, produzindo um saldo final negativo.
Nordeste e Brasil cresceram em fevereiro, enquanto o Rio Grande do Norte seguiu na contramão do mercado de trabalho
No recorte regional, o Nordeste teve desempenho positivo em fevereiro de 2026. A região somou 11.629 empregos formais, resultado de 305.198 admissões e 293.569 desligamentos.
No cenário nacional, o resultado foi ainda mais forte. O Brasil criou 255.321 vagas com carteira assinada no mês, mostrando expansão do mercado formal de trabalho em boa parte do país.
Com isso, o desempenho do Rio Grande do Norte ficou ainda mais evidente por ocorrer na direção oposta do movimento regional e nacional. Em vez de acompanhar a alta do emprego formal no Nordeste e no Brasil, o estado terminou fevereiro com uma das maiores perdas do país.
O que o saldo do Novo Caged revela sobre o emprego formal no RN nos primeiros meses de 2026
Os números de janeiro e fevereiro mostram um mercado de trabalho ainda instável no estado. Depois de abrir 1.164 vagas no primeiro mês do ano, o RN devolveu esse avanço e aprofundou a perda em fevereiro com saldo de -2.221.
Esse comportamento reforça a importância de acompanhar os dados setoriais com mais atenção, especialmente em áreas como agropecuária e indústria. Quando esses segmentos recuam com força, o impacto sobre o emprego formal no estado tende a ser imediato.
Para quem acompanha economia, vagas de emprego e mercado de trabalho no Rio Grande do Norte, fevereiro deixa um sinal claro. O estado começou 2026 com oscilação forte e precisará de recuperação nos próximos meses para retomar um ritmo mais consistente de geração de empregos.
E você, como avalia esse resultado do emprego formal no RN em fevereiro de 2026? Deixe seu comentário e diga se a perda de vagas no estado já tem reflexos visíveis na sua cidade ou no seu setor de trabalho.
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