Com base no CAGED, NUPES da Unitau inicia boletins regulares sobre emprego formal em 39 cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte em 2025 e 2026

Vista de São José dos Campos com área industrial e prédios comerciais, representando o mercado de trabalho formal no Vale do Paraíba
São José dos Campos lidera o estoque de empregos formais na RMVPLN em 2025, segundo NUPES/Unitau
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NUPES amplia monitoramento do emprego formal na RMVPLN, com início em 19 de fevereiro de 2026 e foco em saldos, setores e tendências

O Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (Unitau) passou a publicar análises periódicas sobre o mercado de trabalho formal na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN). A iniciativa começou em 19 de fevereiro de 2026, quinta-feira, segundo a Band Vale, e mira decisões mais assertivas de empresas e do poder público.

As leituras usam a Pesquisa de Emprego e Desemprego, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), para monitorar admissões, desligamentos e saldo de vagas. O recorte inclui os 39 municípios da região, com foco em setores econômicos e dinâmicas locais.

De acordo com o NUPES/Unitau, a ideia é oferecer um panorama objetivo da movimentação dos vínculos formais e revelar onde estão as maiores demandas. A metodologia permite comparar municípios e acompanhar o ritmo do emprego com base em séries oficiais.

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O pesquisador Prof. Dr. Wiliam Retamiro afirma que os resultados orientam estratégias de contratação, capacitação e investimentos. Para ele, o uso qualificado dos dados fortalece o mercado regional e ajuda a reduzir o desemprego com políticas mais direcionadas.

Metodologia, cobertura e objetivo do monitoramento regional

Segundo o NUPES, as análises periódicas combinam indicadores de estoque e fluxo do emprego formal, cotejando admissões e desligamentos para apurar o saldo por cidade. O estudo segue a mesma lógica aplicada às Unidades da Federação, o que facilita comparações consistentes.

A base é o CAGED, referência nacional para vínculos com carteira assinada, o que confere confiabilidade e rastreabilidade aos achados. De acordo com a Band Vale, os boletins periódicos passam a ser publicados a partir de 19/02/2026, dando visibilidade contínua ao comportamento do emprego na RMVPLN.

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Indicadores de emprego formal, cidades com maior estoque e participação

Os municípios mais populosos concentram os maiores estoques de empregos formais, com destaque para São José dos Campos (212.601), Taubaté (89.271), Jacareí (54.206) e Pindamonhangaba (38.113). Esses volumes refletem a presença de grandes empresas e cadeias produtivas estruturadas.

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Na relação entre empregos formais e população total, os melhores desempenhos foram registrados em Jambeiro (49,64%), Aparecida (35,44%), Campos do Jordão (32,55%) e São José dos Campos (29,24%). Em Jambeiro, os 3.282 vínculos formais em dezembro de 2025 incluem 1.878 empregos industriais, alavancados pelo parque industrial às margens da Rodovia dos Tamoios.

No outro extremo, os menores percentuais ocorreram em Potim (6,07%), Arapeí (7,13%) e Tremembé (8,91%). Segundo o NUPES, Potim e Tremembé têm perfil de cidades-dormitório, enquanto Arapeí apresenta economia de subsistência e baixa presença empresarial local.

Destaques de 2025, crescimento, saldos e setores em alta ou queda

Em 2025, o emprego formal na RMVPLN cresceu 2,12%, abaixo da média do Brasil (2,71%) e levemente inferior ao Estado de São Paulo (2,17%). O ritmo moderado mostra recuperação desigual entre cidades e setores, ainda assim com criação líquida de vagas.

Os maiores saldos absolutos de 2025 ficaram com São José dos Campos (+6.292), Taubaté (+2.834), Jacareí (+1.522), Guaratinguetá (+981) e Caçapava (+724). Esses resultados seguem, em parte, a hierarquia econômica regional e a concentração industrial e de serviços.

Apesar do porte populacional, Pindamonhangaba (+359) e Caraguatatuba (+135) tiveram desempenho abaixo de Guaratinguetá e Caçapava. Em Pindamonhangaba, o NUPES aponta retração conjunta de cerca de 270 postos na indústria e na construção, fatores que explicam a expansão mais tímida.

Em Caraguatatuba, a menor geração líquida estaria ligada à redução aproximada de 260 vagas na construção. Segundo o estudo, o movimento pode se relacionar à conclusão de etapas relevantes das obras da Rodovia dos Tamoios e intervenções viárias no entorno urbano, reduzindo a necessidade imediata de mão de obra no setor.

Entre os piores desempenhos de 2025, destacam-se Tremembé (-1.112), Cruzeiro (-657), Jambeiro (-293), Areias (-102) e Canas (-38). No total, oito dos 39 municípios da RMVPLN registraram queda absoluta no número de empregos formais no ano.

Aplicação prática para empresas e governos, dados para decisão

Para o pesquisador Wiliam Retamiro, os boletins do NUPES ajudam a orientar contratações, capacitações e investimentos com base em demandas setoriais reais. Segundo o NUPES/Unitau, as evidências podem apoiar políticas públicas de desenvolvimento local e otimização de recursos.

Empresas podem usar os indicadores para planejar expansão, ajustar quadros e buscar mão de obra alinhada ao perfil produtivo de cada município. Gestores públicos, por sua vez, conseguem focalizar programas de qualificação e atrair projetos conforme as vocações econômicas de cada território.

O que acompanhar nos próximos meses no Vale do Paraíba

Com a publicação periódica, será possível acompanhar a sazonalidade do emprego, especialmente em cidades turísticas como Campos do Jordão e Aparecida, e o efeito de obras e investimentos de infraestrutura em municípios como Caraguatatuba. As flutuações por setor tendem a ficar mais claras com séries contínuas.

Outro ponto a observar é a evolução da indústria e da construção, que influenciam cidades como São José dos Campos, Taubaté, Jacareí e Pindamonhangaba. Mudanças nessas cadeias podem deslocar a demanda por qualificação e impactar saldos municipais.

Segundo a Band Vale e o NUPES/Unitau, a leitura por estoque e saldo permitirá identificar onde o emprego formal avança mais rápido e onde há gargalos. O indicador de empregos formais por população também ajuda a mapear cidades com forte atração de trabalhadores de municípios vizinhos.

O que você achou dos saldos de 2025 e da nova rotina de monitoramento do NUPES no Vale do Paraíba e Litoral Norte? Na sua avaliação, quais setores devem puxar o emprego formal nos próximos meses na região? Deixe seu comentário e participe do debate com dados e experiências locais.

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Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No blog, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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