Pequenos negócios lideram criação de vagas no país desde 2023, ficam com 77,9% do saldo e impulsionam a menor taxa média de desemprego da série

Pequeno comércio no Brasil com contratação formal, gestor assinando carteira de trabalho do novo funcionário
Pequenas empresas impulsionam a criação de empregos formais no Brasil.
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MPEs sustentam a geração de empregos no triênio recente, com 77,9% do saldo nacional desde 2023 e avanços puxados por crédito e ambiente de negócios

As micro e pequenas empresas consolidaram protagonismo na contratação formal no Brasil. Segundo levantamento do Sebrae, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 77,9% do saldo de empregos gerado desde 2023 veio desse segmento.

No período, o país acumulou 4,4 milhões de postos líquidos, diferença entre admissões e desligamentos. As MPEs responderam por 3,4 milhões dessas vagas, reforçando sua importância para o mercado de trabalho.

Os dados mostram que a criação de postos se manteve disseminada e resiliente. Houve expansão em setores intensivos em serviços, comércio e construção, com menor contribuição de agropecuária e indústria de transformação.

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Nesta terça-feira, 3 de março de 2026, a análise do Sebrae destacou ainda a relação entre o dinamismo das pequenas empresas e a melhora dos indicadores trabalhistas, em linha com políticas de crédito e estímulo ao empreendedorismo.

Levantamento do Sebrae e dados do Caged confirmam força das MPEs desde 2023

De acordo com o Sebrae, a leitura do Caged evidencia que as MPEs puxaram a formalização ao longo de três anos, sustentando a maior parte do saldo de empregos. No acumulado, esse grupo ficou com 77,9% das vagas líquidas, uma participação decisiva para o avanço da ocupação com carteira assinada.

O Caged, base oficial do Ministério do Trabalho para admissões e demissões, registrou 4,4 milhões de vagas líquidas entre 2023 e 2025. Desse montante, 3,4 milhões foram geradas pelas micro e pequenas, sinalizando capilaridade e capacidade de resposta rápida às condições econômicas.

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Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os números refletem um ecossistema mais favorável ao empreendedor, com ações integradas do governo federal, ampliação do acesso ao crédito e medidas de estímulo aos pequenos negócios.

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Saldo de empregos por ano e participação das MPEs, evolução de 2023 a 2025

Em 2025, o Brasil acumulou 1.279.498 vagas líquidas e as MPEs responderam por 80,5% desse total, o segundo melhor desempenho do segmento no triênio. Em 2024, o saldo foi de 1,6 milhão, com participação de 73% das micro e pequenas. Já em 2023, foram 1,4 milhão de vagas, e a fatia das MPEs chegou a 81,3%.

Essa trajetória mostra que, mesmo com a oscilação natural do ciclo econômico, a base das empresas de menor porte permaneceu como motor do emprego formal, garantindo ritmo de contratações em diversos ramos de atividade.

Setores que mais geram vagas entre serviços, comércio e construção

Entre os segmentos com maior criação de postos no período analisado, serviços lideraram com 1.762.309 vagas líquidas. A atividade é intensiva em mão de obra e tem forte presença de MPEs, o que ajuda a explicar o protagonismo.

O comércio apareceu em seguida, com 790.385 novas vagas líquidas, refletindo recuperação do consumo e expansão regional de pequenos estabelecimentos. A construção somou 482.619 postos, beneficiada por obras privadas e investimentos em infraestrutura.

A indústria de transformação acumulou 304.556 vagas líquidas, com desempenho positivo, porém abaixo dos serviços. Já a agropecuária registrou 53.306 vagas, resultado compatível com sua dinâmica sazonal e uso de tecnologias que reduzem a necessidade de mão de obra.

O peso relativo de serviços e comércio confirma a capilaridade das MPEs e sua contribuição no território. Esses setores costumam responder mais rápido a estímulos de crédito e à melhora da renda, realimentando a geração de empregos.

Para além do volume, a diversidade setorial das contratações indica um mercado de trabalho mais disseminado, o que tende a sustentar a ocupação mesmo em fases de ajuste econômico.

Desemprego em 2025 atinge menor marca histórica segundo IBGE

Em paralelo, a taxa média de desemprego em 2025 ficou em 5,6%, a menor da série histórica, segundo o IBGE. O dado reforça um ambiente de recuperação do emprego e formalização.

Décio Lima avaliou que o mercado de trabalho segue robusto, sobretudo pela atuação dos pequenos empreendedores, cada vez mais apoiados por políticas públicas e facilitação do crédito. Esse apoio, na visão do Sebrae, ajuda a manter o ritmo de admissões.

Com menor desocupação e saldo positivo recorrente, a leitura dos indicadores aponta que a economia absorve trabalhadores de forma consistente, com papel central das MPEs.

Políticas de crédito e apoio, Acredita Sebrae e Fampe aceleram contratações

Um vetor apontado pelo Sebrae é o Acredita Sebrae, que utiliza recursos do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Em 2025, o programa alcançou R$ 11 bilhões em crédito assistido, ampliando capital de giro e investimento para pequenos negócios.

O acesso a garantias e orientação financeira reduz barreiras para contratar, modernizar e expandir operações. Segundo o Sebrae, o efeito combinado de crédito, formalização e suporte técnico tem sido determinante para a manutenção do ritmo de criação de vagas observado pelo Caged.

Queremos ouvir você. Como as MPEs da sua região estão impactando o emprego e a renda local? Quais políticas e linhas de crédito têm feito diferença no dia a dia dos pequenos negócios? Deixe seu comentário e participe do debate.

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Sobre o Autor

Valdemar Medeiros
Valdemar Medeiros

Sou Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escrevo sobre Vagas de emprego, Indústria Automotiva, Energias Renováveis e outras oportunidades do mercado de trabalho.

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