Morre Eric Dane, astro de Grey’s Anatomy e Euphoria, aos 53 anos, meses após revelar ELA, confirma assessor e reacende alerta sobre a doença
Ator de Grey’s Anatomy morre aos 53 anos após anunciar ELA, diz assessor
Eric Dane, conhecido por papéis em Grey’s Anatomy e Euphoria, morreu nesta quinta-feira (19), aos 53 anos, meses após tornar público o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA). A informação foi confirmada pelo assessor do ator e publicada pelo InfoMoney, que destacou as complicações visíveis da doença neurodegenerativa, ainda sem cura.
Em comunicado, o representante afirmou que Dane faleceu na tarde de quinta-feira, após uma “corajosa batalha” contra a ELA. Segundo a nota, ele passou os últimos dias cercado por amigos, pela esposa e pelas duas filhas, Billie e Georgia, descritas como o centro do seu mundo.
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Desde que recebeu o diagnóstico, o ator se empenhou em dar visibilidade à condição e a incentivar a pesquisa. A ELA atinge os neurônios motores e provoca perda progressiva das funções motoras, como falar, andar, mastigar, engolir e respirar, o que explica o agravamento recente do quadro, segundo as informações divulgadas.
Reconhecido pela trajetória na TV, Dane ficou marcado em Grey’s Anatomy e também em Euphoria. A morte do ator mobilizou fãs e colegas de profissão, enquanto a família pediu privacidade neste momento difícil, de acordo com o comunicado citado pelo InfoMoney.
Diagnóstico de ELA e circunstâncias da morte
A morte ocorreu poucos meses após o anúncio do diagnóstico de ELA, conforme relatado pelo InfoMoney. Trata-se de uma doença neurológica rara, de progressão variável e sem cura, que costuma se manifestar em pessoas acima de 50 anos, mas pode atingir outras faixas etárias.
A esclerose lateral amiotrófica degenera os neurônios responsáveis pelos movimentos voluntários, o que leva gradualmente à perda de força e coordenação. Com a evolução, atividades simples tornam-se difíceis, e funções essenciais como deglutição e respiração podem ser comprometidas.
De acordo com o comunicado do assessor, ao longo do tratamento, Dane se tornou um defensor da conscientização e da pesquisa. A família ressaltou o amor do ator pelos fãs e reforçou o pedido por discrição neste período de luto.
O que é esclerose lateral amiotrófica e como evolui
Segundo o Ministério da Saúde, as causas da ELA ainda não são totalmente conhecidas. Aproximadamente 10% dos casos estão associados a mutações genéticas, enquanto outras hipóteses envolvem desequilíbrio químico no cérebro, doenças autoimunes e mau uso de proteínas, que pode ser tóxico para as células nervosas.
A evolução da ELA varia de pessoa para pessoa, mas tende a ser progressiva e incapacitante. Como exemplo conhecido, o físico Stephen Hawking morreu em 2018 após conviver por mais de 50 anos com a doença, lembrou o InfoMoney, o que ajuda a mostrar a amplitude e a imprevisibilidade dos casos.
Sintomas mais comuns e sinais de alerta
Em geral, os primeiros sinais incluem perda gradual de força e de coordenação muscular. Tarefas rotineiras passam a exigir mais esforço, como subir escadas, caminhar por longas distâncias, segurar objetos ou se levantar de cadeiras.
Com o avanço, surgem dificuldades para engolir e respirar, aumentando o risco de engasgos e a necessidade de suporte especializado. Também são relatados episódios de babar e sensação de sufocamento durante as refeições.
A fala pode mudar, com gagueira, arrastar de palavras e problemas de dicção. A voz pode apresentar rouquidão e alterações de timbre, agravando a comunicação e exigindo adaptação no dia a dia familiar e profissional.
Há relatos frequentes de cãibras e contrações musculares involuntárias, além de quadro de cabeça caída por fraqueza cervical. Esses sintomas impactam a postura, o equilíbrio e a mobilidade, exigindo acompanhamento fisioterápico contínuo.
Outro sinal recorrente é a perda de peso, que pode decorrer da dificuldade para se alimentar e da própria progressão da doença. O manejo nutricional passa a ser parte central do cuidado multidisciplinar.
Tratamento disponível no SUS e prognóstico
Não há cura para a ELA. Com tratamento e reabilitação, cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos após o diagnóstico, segundo os dados citados pelo InfoMoney. Em estágios avançados, podem ser necessárias órteses e até o uso de cadeira de rodas, além de suporte respiratório.
No Brasil, o SUS oferece o medicamento riluzol, que pode diminuir a velocidade de progressão e prolongar a vida, de acordo com o Ministério da Saúde. Há também atendimento em Centros Especializados em Reabilitação, que reúnem fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e orientação para cuidados diários.
Legado de Eric Dane e mobilização por pesquisa
Dane usou sua visibilidade para ampliar a conscientização sobre a ELA, defendendo mais recursos para a ciência e apoio às famílias afetadas. O relato do assessor ressalta esse compromisso, que tende a motivar novas iniciativas de financiamento e informação pública.
A morte do ator repercute entre fãs e colegas de elenco de Grey’s Anatomy e Euphoria, que destacam sua carreira e a conexão com o público. O impacto cultural de suas atuações se soma, agora, à memória de um ativismo recente em torno da causa.
Com a comoção, especialistas e entidades podem fortalecer campanhas por diagnóstico precoce, reabilitação integral e ampliação do acesso a medicamentos. A trajetória de Dane ajuda a manter o tema na agenda e a reduzir o estigma em torno das doenças neurodegenerativas.
O que você pensa sobre o acesso a tratamentos como o riluzol no SUS e o financiamento de pesquisas para ELA no Brasil? A falta de políticas robustas atrasa o cuidado ou o principal desafio ainda é o diagnóstico precoce? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate.
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