Minas Gerais tem melhor patamar de bem-estar econômico desde 2012, Grande BH fecha 2025 com 8,3% e supera capitais vizinhas em trajetória de melhora, mostra estudo do Santander

Vista aérea de Belo Horizonte com prédios residenciais e o centro da cidade ao entardecer, simbolizando emprego e preços de imóveis em 2025
Belo Horizonte fecha 2025 com 8,3% no índice de desconforto, melhor marca desde 2012, segundo estudo do Santander.
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Estudo do Santander aponta redução histórica do desconforto econômico em Minas, com destaque para a Grande Belo Horizonte em 2025

Minas Gerais encerrou 2025 no melhor nível de bem-estar econômico em mais de uma década. De acordo com levantamento do Santander, a Grande Belo Horizonte registrou Índice de Desconforto Econômico de 8,3% no fim do ano passado, resultado inferior aos 10,6% de 2012, usado como referência histórica. A queda indica um ambiente mais favorável para as famílias em termos de inflação e desemprego.

O dado coloca a capital mineira entre as grandes áreas urbanas com melhor desempenho recente. Em 2012, as principais capitais do Sudeste operavam próximas de 10% a 11%. Desde então, a trajetória se dispersou, com Belo Horizonte e São Paulo apontando melhora, enquanto Rio de Janeiro ficou acima do observado há dez anos.

Segundo o estudo, Rio de Janeiro saiu de 10,1% em 2012 para 11,4% no fim de 2025, enquanto São Paulo recuou de 10,9% para 9,9%. No caso mineiro, a marca de 8,3% consolida o melhor patamar desde 2012, reforçando sinais de resiliência local. O indicador combina a taxa de desemprego e a inflação medida pelo IPCA para estimar o impacto das condições macroeconômicas no dia a dia das famílias.

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Para especialistas do banco, o resultado reflete o conjunto de preços mais estáveis e um mercado de trabalho que se manteve aquecido na região. O quadro atual tende a sustentar consumo e investimento das famílias, ainda que o estudo projete um arrefecimento moderado à frente.

O que é o índice e como Minas se destaca entre capitais do Sudeste

O Índice de Desconforto Econômico agrega desemprego e inflação para medir a pressão sobre a renda real dos domicílios. Em 2012, quando as capitais do Sudeste estavam próximas entre 10% e 11%, a realidade era mais homogênea. Em 2025, a dispersão aumentou, e Minas, acompanhada por São Paulo, passou a exibir taxas mais baixas que seus pares regionais.

O movimento reforça a melhora relativa de Belo Horizonte no comparativo histórico. Enquanto o Rio de Janeiro subiu para 11,4%, São Paulo recuou para 9,9% e Belo Horizonte atingiu 8,3%, um nível considerado mais confortável pelo Santander. Para o banco, operar abaixo de 11% costuma se associar a um ambiente mais dinâmico para as famílias.

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Inflação, emprego e a dinâmica recente na Grande BH

O levantamento destaca que Belo Horizonte teve episódios de inflação um pouco acima da média nacional em 2024, mas sem alterar a tendência de estabilização dos preços. Esse comportamento ajudou a manter a trajetória de queda do desconforto econômico ao longo de 2025, mesmo com oscilações pontuais.

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No mercado de trabalho, a região metropolitana figurou entre as áreas com menores taxas de desemprego entre 2023 e 2024. Essa base de emprego mais sólida atuou como contrapeso à inflação e contribuiu para o recuo do indicador composto no período recente.

Para Henrique Danyi, economista do Santander, as regiões brasileiras tendem a se mover na mesma direção, ainda que com desvios pontuais. Segundo ele, o comportamento de Belo Horizonte acompanha o cenário nacional, preservando, porém, um nível historicamente mais favorável no comparativo com outras metrópoles.

Impacto no mercado imobiliário e no crédito, com expectativa de cortes em 2026

O estudo identifica associação estatística entre níveis abaixo de 11% no índice e uma aceleração dos preços dos imóveis residenciais em Belo Horizonte. Quando o indicador permanece mais elevado, entre 12% e 26%, a correlação perde força; mas, em patamares mais baixos, o mercado imobiliário tende a ganhar dinamismo, segundo o Santander.

As capitais com maiores valorizações recentes incluem Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Belém e Curitiba, cidades que também figuram entre os destaques do índice. A leitura é de que a combinação de inflação mais previsível e desemprego menor abre espaço para decisões de compra de imóvel e financiamento.

Esse movimento ocorre mesmo em ambiente de política monetária contracionista, ressalta o banco. De acordo com Danyi, há expectativa de início de um ciclo de cortes na taxa básica a partir de março de 2026, o que tende a aliviar parte do custo financeiro adiante, sem mudar o foco de prudência no curto prazo.

Para o economista, a renda é o pilar que sustenta o crédito. Enquanto a renda permanecer resiliente, o crédito imobiliário segue viável, mesmo com juros mais altos. Ele observa ainda que o financiamento habitacional, por ser garantido, é visto com menor risco pelas instituições financeiras, o que favorece sua manutenção em ciclos mais restritivos.

Nesse contexto, faz sentido observar maior resiliência no segmento imobiliário, ainda que o restante do crédito sofra mais com juros elevados. A melhora do índice de desconforto reforça essa leitura ao reduzir incertezas e apoiar o planejamento das famílias.

Projeções para 2026, leve alta do índice e manutenção de cenário favorável

O Santander projeta o índice nacional em torno de 9% no primeiro semestre de 2026, com leve alta para perto de 10% ao fim do ano. Em termos de média anual, a avaliação é de estabilidade frente a 2025, porém com mudança de direção no mercado de trabalho, refletindo uma geração de vagas mais lenta ao longo do segundo semestre.

No caso mineiro, o patamar atual consolida o melhor resultado desde 2012 e posiciona o Estado em faixa historicamente associada a maior capacidade de consumo e investimento das famílias. A alta prevista para o segundo semestre tende a ser gradual e disseminada entre as regiões, sem ruptura do quadro de melhora visto nos últimos anos, avalia o banco. A perspectiva é que Belo Horizonte mantenha posição relativamente mais favorável mesmo com a normalização indicada para 2026.

O que você achou dos números de Minas e da Grande BH em 2025? A melhora no índice de desconforto econômico já aparece no seu dia a dia, seja no emprego, na renda ou no acesso ao crédito? Deixe seu comentário e conte como enxerga as perspectivas para 2026.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

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