Em dia de greve geral na Argentina, Milei canta Burning Love com Orbán e Infantino nos EUA enquanto Congresso discute reforma trabalhista e governo mira votação até 1º de março
Vídeo de Milei cantando repercute em dia de greve e tensão
Em 19/02/2026, um vídeo mostrou o presidente argentino Javier Milei em clima descontraído nos Estados Unidos, cantando Burning Love, de Elvis Presley, e sorrindo ao lado do premiê húngaro Viktor Orbán e do presidente da Fifa Gianni Infantino. A cena circulou enquanto a Argentina vivia greve geral e protestos contra a reforma trabalhista, segundo informações do g1.
Milei estava nos EUA para a primeira reunião do Conselho da Paz criado por Donald Trump, em Washington, onde foi elogiado pelo presidente dos EUA em discurso, de acordo com o g1. No evento organizado por Trump, a música tocava no sistema de som e o argentino pegou o microfone para imitar Elvis.
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No mesmo dia, a Câmara dos Deputados da Argentina iniciou o debate do projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo, após o Senado aprovar o texto na semana anterior. A paralisação foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical do país.
De acordo com a agência AFP, Milei ainda ofereceu a possibilidade de enviar tropas argentinas à Faixa de Gaza para contribuir com esforços de paz, caso necessário. O gesto ocorreu no contexto de sua agenda internacional e em meio à mobilização social em Buenos Aires.
Greve geral e debate da reforma trabalhista na Câmara
A CGT descreveu a adesão como muito alta. Um de seus dirigentes, Jorge Sola, afirmou à Rádio con Vos que houve um nível de participação “muito significativo”, refletindo o descontentamento com a proposta que o governo tenta aprovar no Congresso.
Enquanto parlamentares debatiam o texto em Buenos Aires, houve registros de tensão nas ruas. Na semana anterior, quando o projeto foi ao Senado, manifestações terminaram em confronto com a polícia e deixaram cerca de 30 detidos, segundo o g1. A mobilização desta quinta manteve o tema no centro da agenda pública.
O governo defende a reforma trabalhista como necessária para dinamizar a economia, mas sindicatos e opositores temem impactos sobre direitos e condições de trabalho. A discussão avança em um ambiente de forte polarização e pressão social.
Reações do governo e orientação à imprensa durante os protestos
Em resposta ao clima de ruas cheias e atos convocados, o governo de Milei orientou a imprensa a adotar “medidas de segurança” durante a cobertura. A sinalização foi tratada como incomum e refletiu a expectativa oficial de eventos com risco elevado, conforme relatado pelo g1.
O Ministério da Segurança recomendou que equipes jornalísticas evitassem se posicionar entre possíveis focos de violência e o efetivo policial. O comunicado indicou que, diante de agressões, as forças de segurança “agiriam”, reforçando a necessidade de distanciamento em áreas de confronto.
A advertência soou como um alerta preventivo, mas também evidenciou o grau de tensão social ao redor da tramitação da reforma trabalhista. Em diferentes pontos da capital argentina, manifestantes e policiais se enfrentaram em episódios anteriores, elevando o risco de novos choques.
Autoridades insistem que o objetivo é reduzir riscos durante a cobertura jornalística. Organizações sindicais, por sua vez, afirmam que manterão protestos pacíficos e responsabilizam o governo por uma condução que consideram dura no trato com as mobilizações.
Segundo o g1, o cenário de segurança permanece sob monitoramento, com a expectativa de novas manifestações à medida que o debate legislativo avança na Câmara dos Deputados.
Agenda internacional de Milei e a cena com Orbán e Infantino
No encontro nos Estados Unidos, a canção Burning Love tocava no sistema de som quando Milei, ao lado de Viktor Orbán, pegou o microfone e imitou Elvis, sob gestos de aprovação de Gianni Infantino. A cena gerou reações devido ao contraste com a greve geral no país, conforme reportou o g1.
O compromisso integrou a agenda de Milei na primeira reunião do Conselho da Paz, iniciativa atribuída a Donald Trump. Além do vídeo, o presidente argentino foi recebido em Washington e elogiado no discurso do líder norte-americano, ainda segundo o g1.
A AFP relatou que Milei manifestou disposição para contribuir com esforços internacionais, inclusive oferecendo tropas à Faixa de Gaza caso requisitado. A sinalização buscou projetar protagonismo externo em paralelo ao embate interno sobre a reforma.
Prazos políticos e impactos no mercado de trabalho
O governo projeta levar a proposta ao plenário da Câmara em 25 de fevereiro, com expectativa de aprovação até 1º de março, data prevista para Milei abrir o período de sessões ordinárias do Legislativo, de acordo com o g1. O calendário é visto como crucial para a estratégia econômica do Executivo.
O embate em torno da reforma trabalhista opõe o discurso oficial de modernização e geração de oportunidades à crítica sindical de retrocesso em direitos. O desfecho no Congresso tende a influenciar diretamente o ambiente do mercado de trabalho e a dinâmica das relações entre empresas e trabalhadores.
O que você achou da postura do governo no dia da greve e do vídeo de Milei nos EUA enquanto a reforma avança no Congresso? Deixe seu comentário e conte como você enxerga o impacto desse debate no mercado de trabalho argentino.
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