Mato Grosso inicia 2026 com o 2º melhor saldo do país na criação de empregos formais, avanço de 1,9% no estoque e força de agropecuária e indústria

Colheitadeira em lavoura e guindaste em obra ao fundo, simbolizando agropecuária e construção civil em Mato Grosso
Agropecuária e construção civil impulsionam o emprego formal em Mato Grosso no início de 2026
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Mato Grosso tem forte saldo de empregos em janeiro de 2026, com dados do Novo Caged validados pelo Observatório de Mato Grosso

Mato Grosso abriu 2026 entre os líderes na geração de empregos formais. Em janeiro de 2026, o estado registrou saldo de 18.731 vagas com carteira assinada, o segundo melhor desempenho do país, atrás apenas de Santa Catarina. Em termos proporcionais, foi o melhor resultado estadual, com alta de 1,9% no estoque de vínculos formais.

Segundo o Novo Caged, analisado pelo Observatório de Mato Grosso, foram 69.821 admissões e 51.090 desligamentos no mês. O estoque de empregos com carteira no estado também subiu 3,15% ante o mesmo período do ano anterior, reforçando a tendência de expansão do mercado de trabalho local.

O ritmo disseminado por setores e municípios ajuda a explicar o avanço. Todos os segmentos da economia estadual ficaram no campo positivo, com agropecuária e serviços à frente, enquanto construção civil e indústria consolidaram a tração das vagas. Na leitura municipal, a maioria das cidades também encerrou o mês contratando mais do que demitindo.

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Para o setor produtivo, o movimento evidencia a base econômica diversificada e o investimento contínuo em atividades industriais. De acordo com o Sistema Fiemt, a indústria tem papel estratégico na sustentação do emprego e do crescimento regional.

Saldo de 18.731 vagas coloca Mato Grosso na vice-liderança nacional e no topo proporcional

Com 18.731 postos a mais no mês, Mato Grosso garantiu a vice-liderança no ranking de geração de empregos no Brasil. Em termos relativos, o estado apresentou a maior expansão proporcional do país, com 1,9% de crescimento no estoque de vínculos formais, de acordo com o Novo Caged. O desempenho combina base agroindustrial robusta e serviços em expansão.

Os dados também mostram melhora consistente na comparação anual. O estoque de empregos avançou 3,15% frente a janeiro do ano anterior, sinalizando aumento contínuo da formalização. O movimento reforça a condição do estado como polo de emprego formal no Centro-Oeste.

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Santa Catarina liderou a criação de vagas no mês, mas Mato Grosso se destacou pela intensidade do avanço proporcional. O resultado local se sustenta em contratações pulverizadas por setores e municípios.

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Setores puxam o emprego com liderança da agropecuária e participação decisiva de serviços

Em janeiro, todos os setores tiveram saldo positivo em Mato Grosso. A agropecuária liderou com 10.074 novas vagas, seguida por serviços, com 5.074. Na sequência vieram construção civil (1.637), indústria (1.102) e comércio (844), consolidando um quadro de recuperação ampla.

O resultado reflete a sazonalidade da safra e o dinamismo da cadeia de serviços ligada ao agronegócio, logística e atendimento corporativo. A construção também segue contratando, impulsionada por obras públicas e privadas nas principais cidades do estado.

Indústria e construção fortalecem o resultado, com mais de 2,7 mil novos postos em atividades industriais

No recorte industrial ampliado, que considera construção civil e indústria de transformação, o estado gerou mais de 2,7 mil postos de trabalho em janeiro. Segundo análise do Observatório de Mato Grosso com base no Novo Caged, a indústria foi um dos motores do saldo estadual.

Na construção civil, a atividade de construção de edifícios liderou com 1.059 vagas. Também se destacaram as obras de infraestrutura (324 postos) e os serviços especializados para construção (254 novas vagas), evidenciando a continuidade de projetos em andamento.

Na indústria de transformação, a fabricação de produtos alimentícios abriu 579 postos, puxada pela cadeia do agronegócio e processamento de alimentos. As atividades de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos criaram 128 vagas, acompanhando o ciclo de investimentos e atualização de parques fabris.

Ao somar construção e transformação, o conjunto industrial ajuda a entender por que o emprego formal avançou de forma consistente em Mato Grosso. A complementaridade entre obras, produção e serviços técnicos tem ampliado a base de empregos qualificados.

Para Silvio Rangel, presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), os números confirmam o papel estratégico da indústria no desenvolvimento regional. “A geração de empregos em Mato Grosso mostra a força da nossa economia e o potencial de crescimento do estado”, afirmou.

Panorama nacional indica criação de 112 mil vagas, com indústria à frente entre os setores

No Brasil, o mercado de trabalho formal abriu 112.334 vagas em janeiro de 2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos, segundo o Novo Caged. A indústria liderou os saldos setoriais nacionais, com 54.991 empregos no mês.

Nesse contexto, o desempenho de Mato Grosso se destaca tanto pelo saldo absoluto quanto pela maior expansão proporcional entre os estados. O recorte nacional ajuda a dimensionar o fôlego do mercado local frente ao restante do país.

Mapa municipal do emprego em Mato Grosso, maioria das cidades fecha janeiro no positivo

O avanço foi disseminado entre as cidades mato-grossenses. Entre os 142 municípios, 110 registraram saldo positivo de empregos em janeiro, mostram os dados do Observatório de Mato Grosso.

Os maiores saldos ficaram com Cuiabá (2.401), Sorriso (1.377), Sinop (1.220), Lucas do Rio Verde (859) e Rondonópolis (773). A lista reforça o papel dos polos do agronegócio e da construção na tração do emprego regional.

O que explica o desempenho e perspectivas para os próximos meses no mercado de trabalho

O resultado combina safra, obras e a maturação de investimentos na cadeia industrial e de serviços. A agropecuária segue como carro-chefe da criação de empregos formais, enquanto a indústria e a construção civil sustentam vagas qualificadas em várias microrregiões.

Com base no Novo Caged e nas leituras do Observatório de Mato Grosso, a expectativa é de que a pulverização setorial ajude a amortecer oscilações sazonais. O acompanhamento mensal dos saldos e do estoque de vínculos formais será decisivo para calibrar políticas de qualificação e atração de investimentos.

Queremos saber a sua opinião. Como você avalia o desempenho do emprego em Mato Grosso em janeiro de 2026 e quais setores devem liderar as contratações nos próximos meses no seu município

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Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No blog, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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