LinkedIn mapeia habilidades em alta no Brasil em 2026 com ênfase em IA, integração de sistemas e cibersegurança e detalha como 10 áreas estratégicas devem orientar contratações e requalificação
Levantamento do LinkedIn indica habilidades em alta para 2026 e aponta efeito direto nas contratações e requalificação no Brasil
O LinkedIn divulgou a lista Habilidades em Alta 2026 no Brasil, um panorama anual das competências que mais crescem e tendem a impulsionar o mercado de trabalho brasileiro. Segundo informações publicadas pelo NIDDE Digital e dados da própria plataforma, o movimento é guiado pela transformação digital, pela consolidação da inteligência artificial e pela reconfiguração de carreiras em diversos setores.
O estudo destaca a combinação de competências técnicas e comportamentais, com foco maior em integração de sistemas, segurança digital, gestão operacional e comunicação estratégica. A leitura é que o diferencial competitivo deixa de ser apenas acesso à tecnologia, passando a envolver integração com sistemas legados, conformidade e uso de dados para decisões.
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A lista mapeia habilidades em ascensão em 10 áreas estratégicas: Vendas, Desenvolvimento de Negócios, Educação, Engenharia, Serviços de Saúde, Tecnologia da Informação, Gestão de Projetos, Recursos Humanos, Finanças e Marketing. Essas áreas concentram mudanças rápidas, puxadas por automação, dados e IA generativa.
O cenário também amplia a pressão por qualificação. De acordo com o LinkedIn, um em cada cinco profissionais no mundo afirma que a falta de preparo técnico limita a busca por emprego. O levantamento ainda aponta a formação de cinco grandes grupos de competências que sintetizam a mudança estrutural, com funções mais complexas e interdisciplinares.
Metodologia do LinkedIn, períodos analisados e critérios de crescimento na lista Habilidades em Alta 2026
O LinkedIn calcula o crescimento anual das competências por dois critérios complementares. O primeiro é a aquisição de competências, que mede quantos usuários adicionam determinada habilidade ao perfil; o segundo é o êxito na contratação, que observa o avanço entre profissionais que possuem a habilidade e foram contratados no último ano. As taxas comparam os períodos de 1º de dezembro de 2024 a 30 de novembro de 2025 com 1º de dezembro de 2023 a 30 de novembro de 2024, considerando somente competências com representação e atividade suficientes.
Os dados são normalizados e passam por filtros de qualidade. Foram excluídas as competências linguísticas, as digitais básicas e as muito gerais. A lista principal agrupa habilidades individuais em categorias amplas, com base em funções, áreas técnicas ou casos de uso, o que facilita a leitura por recrutadores e profissionais em atualização.
Áreas estratégicas com maior aceleração, de vendas e engenharia a TI e saúde
Em Vendas, Desenvolvimento de Negócios e Marketing, ganham força competências ligadas à comunicação estratégica, aos dados e à automação comercial. A IA passa a apoiar prospecção, qualificação de leads e mensuração de desempenho, exigindo domínio de ferramentas e visão de funil de ponta a ponta.
Em Tecnologia da Informação e Engenharia, o foco recai sobre LLM (Large Language Models), integração de sistemas e cibersegurança. O pensamento sistêmico e a capacidade de orquestrar serviços em ambientes híbridos e multicloud tornam-se diferenciais, assim como o desenho de pipelines de dados auditáveis e seguros.
Nos Serviços de Saúde e na Educação, a digitalização acelera, com prontuários, teleatendimento, trilhas de aprendizagem e analytics ganhando espaço. Cresce a exigência por segurança e conformidade para proteger dados sensíveis, além de habilidades para aplicar IA sem perder qualidade assistencial e pedagógica.
Em Gestão de Projetos e Recursos Humanos, a demanda avança por liderança estratégica, resolução colaborativa de problemas e gestão de mudanças. Ferramentas de produtividade com IA e métricas orientadas por dados exigem profissionais capazes de conectar áreas, traduzir requisitos técnicos e alinhar entregas ao resultado do negócio.
Para Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil, há um aprofundamento da transformação digital no país. Ele ressalta que a IA já integra o cotidiano de praticamente todas as funções e que o diferencial competitivo está em integrar tecnologia, garantir segurança e conformidade e transformar dados em decisões com impacto real, equilibrando competências técnicas e comportamentais.
Capacitação e cursos gratuitos, oportunidade para atualizar habilidades até 23 de março
Para apoiar quem busca atualização, o LinkedIn disponibiliza cursos gratuitos no LinkedIn Learning até 23 de março, alinhados às competências em alta. Entre os destaques estão Como Transformar sua Estratégia Empresarial com IA Generativa, Fundamentos da Programação: Além do Básico, Fundamentos de Cibersegurança, Competências Básicas de Gestão de Projetos e Fundamentos do Marketing Digital.
O alcance da plataforma reforça a relevância do estudo. Segundo o LinkedIn, a rede está presente em mais de 200 países, com mais de 1 bilhão de usuários, incluindo mais de 90 milhões de brasileiros. A visão declarada é criar oportunidades econômicas para todas as pessoas do mercado de trabalho, conectando talentos e empresas.
Para quem recruta, a lista orienta buscas mais precisas, enquanto candidatos podem planejar upskilling e reskilling alinhados às vagas que mais crescem. Em um contexto em que um em cada cinco profissionais relata falta de qualificação adequada, os cursos gratuitos e os recortes por área oferecem um caminho prático e imediato.
Impactos no mercado de trabalho brasileiro em 2026, tendências de contratação e recomposição de perfis
Em 2026, a tendência é que empresas priorizem perfis capazes de combinar domínio de IA, integração de sistemas e segurança digital com habilidades humanas, como escuta ativa, colaboração e liderança. O resultado esperado é uma recomposição de cargos, com mais foco em decisões baseadas em dados e execução ágil entre áreas.
Profissionais que se alinham às competências mapeadas pelo LinkedIn tendem a ser mais disputados em processos seletivos. Para isso, vale investir em certificações, projetos práticos e rotinas de aprendizado contínuo, enquanto as organizações revisitam descrições de cargos, trilhas de carreira e indicadores de desempenho à luz dessas prioridades.
Queremos ouvir você. Entre as habilidades em alta apontadas pelo LinkedIn, quais são prioridade na sua carreira ou na sua empresa em 2026 e por quê? Deixe seu comentário e compartilhe sua experiência no mercado brasileiro.
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