Denúncias na Assembleia sobre fraudes e falhas de transparência elevam tensão no concurso da Polícia Civil do ES, com 2,7 mil convocados ao TAF e risco de anulação defendido por deputados

Plenário da Assembleia Legislativa do Espírito Santo durante sessão que discutiu denúncias sobre o concurso da Polícia Civil
Assembleia do ES debate denúncias no concurso da Polícia Civil
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Deputados cobram respostas de Ibade e Polícia Civil após relatos de fraudes, notas zeradas e falta de transparência no concurso público do Espírito Santo

Deputados estaduais do Espírito Santo denunciaram irregularidades no concurso da Polícia Civil (PCES) durante sessão ordinária realizada na terça-feira (24). As falas de Coronel Weliton (PRD) e Danilo Bahiense (PL) apontaram possíveis falhas que, segundo eles, comprometem a lisura do certame e exigem providências imediatas.

O processo seletivo, cujo edital foi lançado em outubro, oferta 1.052 vagas para oficial investigador de Polícia, com remuneração de R$ 8,5 mil e auxílio-alimentação de R$ 800. Em segunda-feira (23), o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade) comunicou a convocação de mais de 2,7 mil classificados para o Teste de Aptidão Física (TAF), etapa seguinte do concurso.

Segundo os parlamentares, há relatos de descumprimento de regras de cotas, falhas de transparência nos dados, dificuldades para recorrer e inconsistências na correção das provas. As denúncias, apresentadas na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, também incluem suspeitas de tentativas de fraude na aplicação.

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O que motivou as denúncias no concurso da Polícia Civil do ES

Em discurso na tribuna, Coronel Weliton disse ter recebido, pelas redes e por candidatos, um conjunto de queixas que vai de problemas na divulgação das classificações à falta de acesso a mecanismos de recurso. Ele citou ainda inconsistências de notas e questionou a transparência de dados essenciais do concurso.

O parlamentar afirmou que um certame desse porte exige rigor e respeito ao edital, sob pena de afetar segurança jurídica e igualdade de oportunidades. Weliton informou ter protocolado requerimento de informações ao Governo do Estado, à Polícia Civil e ao Ibade sobre as ocorrências relatadas.

Principais falhas apontadas por candidatos e detalhadas na Assembleia

Na sequência, Danilo Bahiense, presidente da Comissão de Segurança, apresentou um rol de cinco pontos considerados críticos. Entre eles, fraudes na aplicação com candidatos flagrados, notas zeradas indevidamente e sumiço de nomes das listas de classificação.

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Bahiense também destacou a ausência dos espelhos de cartões-resposta, o que inviabilizaria o direito de recurso, além de possível desrespeito ao edital por não convocar o quantitativo previsto para as fases seguintes. Relatos de desempenhos atípicos também foram registrados por candidatos.

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Vagas, cotas, salários e cronograma do edital da PCES, o que diz o certame

O concurso da PCES prevê 1.052 vagas para o cargo de oficial investigador de Polícia. Do total, 684 são para ampla concorrência, 105 destinadas a Pessoas com Deficiência (PcD), 210 para candidatos negros e 53 para indígenas. O pacote remuneratório inclui R$ 8,5 mil de salário e R$ 800 de auxílio-alimentação.

De acordo com o Ibade, mais de 2,7 mil candidatos aprovados na prova objetiva foram convocados ao TAF na segunda-feira (23). A etapa física é decisiva e costuma alinhar o cronograma rumo às avaliações seguintes, como exames médicos, avaliação psicológica e investigação social.

As críticas dos parlamentares miram justamente a fidelidade ao edital e a amplitude da convocação para as próximas fases. Ao apontar falta de transparência e barreiras para recursos administrativos, os deputados sustentam que o certame precisa de correções de rota para preservar a isonomia entre concorrentes.

Quais medidas foram cobradas de Ibade, PCES e órgãos de controle

Bahiense defendeu transparência imediata do Ibade, reabertura de prazos de recurso e auditoria independente no sistema de correção e processamento dos resultados. Ele pediu também explicação formal sobre eventuais descumprimentos do edital, sobretudo na convocação de candidatos.

O deputado requisitou ainda investigação rigorosa das denúncias, com participação do Ministério Público Estadual (MPES) e de órgãos de controle. Diante de irregularidades confirmadas, sustentou que deve ser avaliada a anulação de etapas ou, em último caso, de todo o concurso.

Repercussão política e falta de posicionamento oficial até agora

As postagens do governador Renato Casagrande (PSB) e de integrantes do governo têm sido alvo de cobranças de candidatos nas redes. No lançamento do edital, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) classificou a seleção como a maior recomposição já feita de uma só vez nos quadros da Polícia Civil, reforçando a dimensão do certame.

Até a última atualização, não havia manifestação pública da Polícia Civil do Estado sobre as denúncias apontadas na Assembleia. Para os parlamentares, a resposta institucional é essencial para resguardar a credibilidade do processo e os direitos dos participantes.

O tema divide opiniões e afeta milhares de candidatos. Para você, anular etapas seria a saída justa diante dos indícios narrados, ou transparência imediata e auditoria independente bastam para corrigir o rumo do concurso da PCES? Deixe seu comentário e contribua com o debate.


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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

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