Renda sobe ao maior nível em 13 anos, desemprego cai a 4,6% e informalidade recua, Goiás tem melhor mercado de trabalho de 2025 segundo PNAD Contínua e IMB
Com renda média de R$ 3.628 e desemprego de 4,6%, Goiás supera a média nacional e tem a melhor marca da série histórica em 2025
Goiânia – Goiás registrou o seu melhor desempenho do mercado de trabalho em 2025, com avanço simultâneo de renda, ocupação e formalização. Os resultados vêm da PNAD Contínua Anual do IBGE, analisada pelo Instituto Mauro Borges (IMB), e colocam o estado à frente da média do país em indicadores-chave.
O retrato mostra recuperação robusta após o período crítico da pandemia e consolidação do crescimento. A renda média do trabalhador alcançou R$ 3.628, superando a média nacional de R$ 3.560, e a taxa de desocupação recuou para 4,6%, o menor nível em 13 anos.
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Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, os números refletem políticas de desenvolvimento e atração de investimentos. “Goiás tem conseguido combinar crescimento econômico com geração de oportunidades reais para a população”, afirmou, destacando o ambiente favorável aos negócios e o estímulo à formalização.
Segundo o IMB, os indicadores se aproximam de referências internacionais recentes. A taxa goiana está próxima da dos Estados Unidos (4,3%) e abaixo da média dos países da OCDE (5,0%), reforçando a melhora na qualidade do mercado de trabalho local.
Renda média em Goiás supera o Brasil e atinge maior valor em 13 anos, puxando a massa de rendimentos em 2025
A renda média do trabalho em Goiás chegou a R$ 3.628, o maior patamar em 13 anos, e pela primeira vez ficou acima da média nacional de R$ 3.560, de acordo com a PNAD Contínua. Em relação a 2019, o estado teve a terceira maior variação relativa do país, com alta de 28,2%.
O salto também foi o maior aumento absoluto entre as unidades da federação, com ganho real de R$ 797 no período. Esse avanço de renda sustentou a massa de rendimentos, que somou R$ 13,9 bilhões em 2025, o maior volume desde o início da série, em 2012.
Em um ano, a massa cresceu R$ 1,2 bilhão (+9,5%), superando a média nacional de 7,5%. Desde 2019, o incremento foi de R$ 4,5 bilhões (+47,6%), sinal de dinamismo acima da média entre os estados.
Desemprego cai ao menor nível da série, com 4,6% e 188 mil desocupados, próximo a economias desenvolvidas
O número de pessoas desocupadas em Goiás recuou a 188 mil, o menor patamar da série. Desde 2019, aproximadamente 219 mil goianos deixaram a condição de desemprego, levando a taxa de desocupação a 4,6% em 2025.
Segundo análise do IMB, o resultado se aproxima do nível observado nos Estados Unidos (4,3%) e fica abaixo da média da OCDE (5,0%), evidenciando melhora estrutural do mercado de trabalho goiano e maior estabilidade das contratações.
Informalidade recua para 35,1% e Goiás se mantém entre os menores índices do país, contrariando a tendência nacional
A taxa de informalidade caiu para 35,1% em 2025, o menor valor da série e abaixo da média do Brasil (38,1%). Com isso, Goiás permanece entre as sete unidades da federação com menores níveis de trabalho informal.
Entre 2019 e 2025, cerca de 40 mil trabalhadores deixaram a informalidade no estado, em movimento de formalização do emprego e ampliação de direitos. O resultado contrasta com o cenário nacional, que registrou aumento de 924 mil trabalhadores informais no mesmo período.
A queda da informalidade reforça a tendência de ganhos salariais e estabilidade de renda. Além disso, empresas relatam melhora na contratação formal, apoiada por maior previsibilidade econômica e ambiente regulatório mais claro.
Para especialistas do IMB, a combinação de crescimento setorial e qualificação no perfil das ocupações ajuda a explicar o recuo do trabalho sem carteira. A melhora também dialoga com investimentos recentes em setores industriais e de serviços.
Taxa de participação e nível de ocupação avançam, com recorde de 3,862 milhões de pessoas trabalhando em 2025
A taxa de participação chegou a 67,2%, a quinta maior do país, atrás de Distrito Federal, Mato Grosso, Santa Catarina e São Paulo. O indicador ficou 4,5 pontos percentuais acima da média nacional, sinal de mais pessoas ativas no mercado.
O nível de ocupação atingiu 64,0%, o terceiro melhor da série histórica, com 3,862 milhões de pessoas ocupadas, maior contingente já registrado. Desde 2019, foram criados quase meio milhão de postos de trabalho em Goiás, consolidando a retomada.
Políticas públicas e ambiente de negócios ajudam a explicar os resultados, segundo governo e IMB
De acordo com o Governo de Goiás, os avanços combinam crescimento econômico, atração de investimentos e estímulos à formalização. “Esses números mostram que estamos avançando na direção certa, com um ambiente favorável aos negócios e políticas que fortalecem o mercado de trabalho e a renda das famílias goianas”, afirmou Adriano da Rocha Lima.
Os dados oficiais do IBGE, por meio da PNAD Contínua Anual, e a avaliação do Instituto Mauro Borges (IMB) sustentam a leitura de melhora disseminada entre indicadores. O desempenho sugere continuidade do ciclo de expansão com qualidade, refletido em renda maior, desemprego baixo e informalidade em queda.
Para os próximos meses, a manutenção do ambiente de negócios e o reforço de políticas de qualificação profissional tendem a apoiar novos ganhos de produtividade. A consolidação desses fatores pode preservar o estado entre os destaques do mercado de trabalho em 2025.
O que você achou dos números do mercado de trabalho goiano em 2025? A queda do desemprego e a alta da renda já aparecem na sua região ou setor de atuação? Deixe seu comentário e conte como esses movimentos têm impactado sua realidade profissional.
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