DF avança em programa para recolocar idosos no mercado de trabalho e aprova novas regras para Fundo do Idoso e monitoramento em instituições
Medidas aprovadas na Câmara Legislativa do Distrito Federal miram emprego para pessoas idosas, reforço no financiamento de políticas públicas e mais proteção em instituições
A Comissão de Assuntos Sociais, CAS, da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na quarta-feira, 8, um pacote de propostas voltadas à população idosa no DF. Entre os destaques está o Projeto de Lei nº 1157/2024, que cria o Programa de Reinserção Produtiva de Pessoas Idosas no Mercado de Trabalho.
A proposta é de autoria do deputado Robério Negreiros, Podemos, e busca ampliar a participação de pessoas com 60 anos ou mais em atividades produtivas, remuneradas ou não. O texto tenta enfrentar um problema cada vez mais visível no mercado, a dificuldade de recolocação profissional de trabalhadores mais velhos.
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Na mesma reunião, a comissão também aprovou mudanças no Fundo dos Direitos do Idoso e novas regras para o uso de câmeras de monitoramento em locais que atendem idosos e crianças. Agora, os projetos seguem para análise nas demais comissões da Casa antes de votação no plenário da CLDF.
Projeto de reinserção produtiva quer combater o preconceito etário e ampliar vagas adaptadas para idosos no Distrito Federal
O PL nº 1157/2024 prevê um conjunto de políticas públicas para facilitar a entrada ou o retorno de pessoas idosas ao mercado de trabalho no Distrito Federal. Entre as ações previstas estão intermediação de vagas, capacitação profissional, combate ao preconceito etário e adaptação das oportunidades às condições físicas, intelectuais e psíquicas desse público.
Um dos pontos centrais do texto é a criação de um Banco de Oportunidades para Pessoas Idosas, que será integrado ao Sistema Nacional de Emprego, Sine, com gestão do Poder Executivo. A medida pode facilitar o encaminhamento de candidatos e dar mais visibilidade às vagas destinadas a trabalhadores com 60 anos ou mais.
Na justificativa do projeto, Robério Negreiros apontou que a idade ainda funciona como barreira para contratação e permanência no trabalho. Para o parlamentar, faltam oportunidades ajustadas às condições dessa parcela da população e também políticas públicas específicas para enfrentar o problema.
Mudança no Fundo dos Direitos do Idoso pode destravar recursos e ampliar a execução orçamentária no DF
Outro texto aprovado pela CAS foi o Projeto de Lei Complementar nº 1/2023, de autoria do deputado Gabriel Magno, PT. A proposta altera a legislação do Fundo dos Direitos do Idoso no Distrito Federal.
Na prática, o projeto permite que determinadas receitas, incluindo doações com dedução no imposto de renda, sejam contabilizadas como recursos de outras fontes. Essa mudança pode facilitar a execução orçamentária e melhorar o uso do dinheiro destinado a ações para a população idosa.
A expectativa é que a nova regra aumente o alcance das políticas públicas e reduza entraves administrativos no uso dos valores já arrecadados. Gabriel Magno defendeu a medida como uma forma de otimizar o investimento na política pública do idoso no DF.
Comissão também aprova exigências mais rígidas para câmeras em asilos, casas de repouso, clínicas e creches
A terceira proposta aprovada foi o Projeto de Lei nº 74/2023, apresentado pela deputada Jaqueline Silva, MDB. O texto altera a Lei nº 6.619/2020 para reforçar a obrigatoriedade de instalação de câmeras de monitoramento em asilos, casas de repouso e clínicas que abrigam pessoas idosas, além de creches públicas e privadas.
O projeto também estabelece regras para o armazenamento das imagens e restringe o acesso aos registros. Pela proposta, a visualização ficará limitada a responsáveis legais ou poderá ocorrer mediante solicitação de autoridade policial.
A justificativa é ampliar a segurança de idosos e crianças e permitir que as gravações possam ser usadas como prova em eventuais ações judiciais. A medida tenta dar resposta a um tema sensível, que envolve cuidado, fiscalização e proteção dentro de instituições.
As três matérias receberam votos favoráveis dos deputados Max Maciel, PSOL, Rogério Morro da Cruz, PSD, e Martins Machado, Republicanos. Com o aval da Comissão de Assuntos Sociais da CLDF, os projetos avançam agora para outras comissões antes da apreciação em plenário.
O debate sobre envelhecimento, trabalho e proteção institucional ganhou força no DF com essas aprovações. Na sua opinião, quais medidas podem ajudar de forma mais concreta a ampliar empregos para idosos e garantir mais segurança nas instituições? Deixe seu comentário e participe da discussão.
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