Custo de vida em Roraima sobe para R$ 3,7 mil, supera a média nacional e acende alerta sobre orçamento das famílias, aponta Serasa e Folha BV
Levantamento da Serasa indica custo de vida de R$ 3,7 mil em Roraima, acima da média nacional e com pressão maior sobre despesas básicas
O custo de vida mensal em Roraima chegou a R$ 3,7 mil, de acordo com levantamento da Serasa divulgado em fevereiro de 2026 e noticiado pela Folha BV. O valor está acima da média nacional e reforça a pressão sobre itens essenciais, como alimentação, energia e moradia. O dado reacende o debate sobre renda e poder de compra no Norte.
A Serasa compila despesas recorrentes de famílias urbanas e sinaliza quanto é necessário para manter um padrão básico de consumo no estado. Embora não detalhe cada item publicamente, a metodologia usual considera contas de casa, transporte, alimentação e serviços. Na prática, trata-se de um termômetro do orçamento doméstico.
Veja também
Segundo a Folha BV, o resultado sugere que roraimenses enfrentam custos menos favoráveis do que a média do país. Especialistas ouvidos por veículos locais apontam logística, distância de centros fornecedores e volatilidade de preços como fatores. O cenário exige atenção maior a planejamento financeiro.
O que explica o custo de vida em Roraima acima da média
A logística mais cara é um componente relevante no extremo Norte, com fretes longos e maior dependência de rotas terrestres e aéreas. Isso costuma encarecer a cesta de consumo, repassando custos ao consumidor final. Em estados de fronteira, a competição e a escala também tendem a ser menores.
A energia elétrica historicamente foi um ponto de pressão em Roraima, e mudanças recentes de infraestrutura ainda estão em consolidação. Além disso, a dinâmica do aluguel em Boa Vista e de serviços locais influencia o bolso de quem vive na capital. De acordo com o IBGE, a inflação regional pode variar mais intensamente em períodos de choque de oferta.
Impacto no salário mínimo e no orçamento das famílias
Com um custo de R$ 3,7 mil, a discrepância frente a rendas formais mais baixas ganha destaque. Quando a renda não acompanha, famílias recorrem a crédito, atrasos de contas ou cortes de consumo. A Serasa lembra que o endividamento tende a aumentar em contextos de orçamento pressionado.
Segundo dados recentes do IBGE, a massa de rendimentos no Norte ainda avança de forma desigual entre setores. Trabalhadores informais e autônomos sentem mais rapidamente a perda de poder de compra. Isso se reflete em maior sensibilidade a aumentos de alimentação e transporte.
A reportagem da Folha BV ressalta que a diferença para a média do país não é pontual. O padrão de custos superiores exige planejamento financeiro e busca por renda adicional. Programas de qualificação e melhora do emprego formal podem mitigar parte da pressão.
Para preservar liquidez, especialistas recomendam priorizar despesas fixas, negociar contratos e evitar parcelamentos longos. Em fase de reajustes, a orientação é reforçar a reserva de emergência e reduzir gastos discricionários. A Serasa e entidades de educação financeira oferecem conteúdos para apoiar esse ajuste.
Comparação regional, capitais do Norte e mercado de trabalho
Na região Norte, diferenças de infraestrutura e cadeias de suprimentos criam contrastes de preço entre capitais. Mesmo em períodos de alívio da inflação nacional, cidades mais isoladas podem registrar trajetórias de custo distintas. Isso explica por que a variação local nem sempre espelha o quadro do país.
O mercado de trabalho de Boa Vista tem avançado em serviços, comércio e administração pública, mas ainda busca maior diversificação. Segundo o Caged e o IBGE, oscilações sazonais impactam vagas e rendimentos. Políticas voltadas a logística, energia e inovação ajudam a aliviar a pressão de custos no médio prazo.
Dicas de finanças pessoais, como organizar gastos mensais
Monte um orçamento 50-30-20 adaptado à sua realidade, priorizando 50% para essenciais, 30% para variáveis e 20% para poupança e dívidas. Se o aluguel pesa, avalie renegociação, divisão de moradia ou mudança para bairros com melhor relação custo-benefício. Mantenha um controle semanal de despesas.
Na conta de energia, troque lâmpadas por modelos eficientes, ajuste a temperatura de climatizadores e elimine stand-by. No mercado, planeje cardápio, substitua marcas, compre na safra e aproveite feiras locais. Use aplicativos para comparar preços e priorize pagamento à vista quando houver desconto real.
Evite crédito rotativo e prefira parcelamentos curtos com juros menores, sempre com margem folgada no orçamento. Consulte periodicamente seu score e relatórios de dívida na Serasa para revisar condições. Se necessário, busque orientação gratuita de núcleos de educação financeira.
O dado de R$ 3,7 mil em Roraima, acima da média nacional, levanta debate sobre custo, renda e prioridades de política pública. Na sua visão, o que mais pesa no orçamento, energia, aluguel, transporte ou alimentação. Deixe um comentário e conte como você está enfrentando esse cenário no estado.
Sobre o Autor
0 Comentários