Pressão cresce no concurso PC SP, delegados organizam carta por reajuste e nova Lei Orgânica enquanto governo prepara mudanças e discute autorizações em 2026
Delegados mobilizados, carta aberta e debate sobre Lei Orgânica colocam o concurso PC SP no centro das decisões sobre carreira e efetivo
Delegados da Polícia Civil de São Paulo intensificaram um movimento institucional por valorização e reajuste salarial, com impacto direto no concurso PC SP e no futuro da carreira. Segundo a Folha Dirigida, vinculada ao Qconcursos, ativos, aposentados e aprovados estão sendo convocados a subscrever uma carta aberta ao Conselho da Polícia Civil de São Paulo.
A iniciativa é liderada pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) e foi apresentada como manifestação pacífica, institucional e coletiva, com respeito às normas internas e à defesa da dignidade da carreira. O documento expressa a indignação com a postura do Conselho em temas considerados centrais e estratégicos para a corporação.
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Em paralelo, o Governo de São Paulo nomeou em 2025 um grupo de trabalho para elaborar a nova Lei Orgânica da Polícia Civil paulista, que deve alinhar a legislação estadual à Lei Geral das Polícias Civis. De acordo com a Folha Dirigida, o texto ainda não foi apresentado oficialmente.
No fim do ano passado, o delegado-geral Artur Dian confirmou a solicitação de novos concursos para a PC SP, com expectativa de autorização em 2026. Mesmo com seleções recentes, o déficit de efetivo segue em pauta e pressiona por contratações e reestruturação.
Delegados ativos e aposentados se unem em carta aberta e cobram valorização e reajuste salarial
A ADPESP convocou delegados ativos, aposentados e aprovados em concursos recentes a assinarem uma carta dirigida ao Conselho da Polícia Civil de São Paulo. O texto, segundo a Folha Dirigida, registra a indignação da classe com decisões do Conselho em temas estratégicos, reforçando a necessidade de reposicionar a instituição.
O movimento reivindica maior valorização e recomposição salarial, e busca pautar a agenda interna com foco em carreira, governança e qualidade do serviço público. A manifestação se define como pacífica e institucional, priorizando o diálogo e o respeito aos ritos administrativos.
Entre os objetivos está fortalecer a autoridade técnica da Polícia Civil e garantir condições para resultados sustentáveis na segurança pública. A pressão ocorre no mesmo momento em que avança o debate sobre a Lei Orgânica, que pode reconfigurar carreiras e concursos.
Lei Orgânica em elaboração no estado pode mudar carreiras e exigir nível superior unificado
O governo paulista instituiu em 2025 um grupo de trabalho para formular a Lei Orgânica da Polícia Civil de São Paulo, que deverá nortear os próximos editais do concurso PC SP. De acordo com a Folha Dirigida, a proposta busca alinhar a legislação local à Lei Geral das Polícias Civis, com foco em eficiência administrativa e melhoria do atendimento ao cidadão, mas o texto ainda não foi apresentado.
Uma diretriz central da Lei Geral determina que o quadro efetivo das Polícias Civis seja composto por três cargos, todos de nível superior, levando à unificação de carreiras e à eliminação de funções de níveis fundamental e médio. No caso da PC SP, o quadro tende a ficar mais enxuto, sem exigir nível médio.
Assim, para haver vagas de nível médio em um novo concurso, seria necessário publicar o edital antes da mudança legislativa. Conforme a Folha Dirigida, não há prazo definido para essa alteração, o que mantém o cenário em observação por candidatos.
Entenda o que a Lei Geral das Polícias Civis determina para os concursos
Ao estabelecer apenas três cargos efetivos de nível superior, a Lei Geral provoca reorganização estrutural nas Polícias Civis, com impacto direto em atribuições, progressão e requisitos de ingresso. Isso tende a elevar a exigência de formação e a padronizar carreiras entre os estados.
Para quem mira o concurso PC SP, o timing da Lei Orgânica é determinante. Se a mudança sair antes do próximo edital, a tendência é concentrar oportunidades em carreiras de nível superior; se sair depois, pode haver janela para editais de nível médio, como admitiu Artur Dian ao não descartar essa possibilidade.
Novos concursos PC SP em estudo com autorização esperada em 2026 e histórico recente de vagas
O delegado-geral Artur Dian confirmou a solicitação de novos concursos e afirmou esperar autorização em 2026, segundo a Folha Dirigida. Ele lembrou que, nos últimos anos, a corporação realizou os dois maiores processos seletivos da sua história, mas que isso ainda não supre o déficit.
Um desses concursos ofertou 4.017 vagas — policiais já em exercício — e outro previu 3.500 vagas. A continuidade das contratações é tratada como essencial para fechar lacunas em delegacias e reforçar áreas estratégicas de investigação e atendimento ao público.
A discussão sobre a Lei Orgânica acontece em paralelo e deve nortear os próximos editais, condicionando perfis, requisitos e distribuição de vagas. Esse desenho institucional é visto como chave para dar previsibilidade às carreiras e reduzir a rotatividade.
Números confirmados das seleções 2023 e da Polícia Técnico Científica
O último concurso aberto em 2023 ofereceu 1.250 vagas para investigadores, 1.333 para escrivães e 552 para delegados, conforme a Folha Dirigida. Esses quantitativos atenderam frentes prioritárias de atendimento e investigação.
Na Polícia Técnico-Científica, foram 249 vagas para peritos criminais e 116 para médicos-legistas, compondo um reforço essencial às perícias e à produção de prova técnica.
Nomeações em 2024 e promessa de recomposição do efetivo em 30 por cento na maior entrada da história
Em 2024, o Governo de São Paulo nomeou mais de 4 mil aprovados da Polícia Civil. Somadas às 3.500 vagas das últimas seleções, o total chega a cerca de 7 mil novos policiais, de acordo com a Folha Dirigida.
Conforme o governador Tarcísio de Freitas, esse ingresso representa recomposição de 30% do efetivo da PC SP, o maior movimento de entrada de servidores da história da corporação. Ainda assim, a própria cúpula reconhece que o reforço não é suficiente para zerar o déficit.
Entre valorização salarial, reestruturação legal e novos concursos, a pauta da PC SP avança sob forte cobrança corporativa e atenção de candidatos. O próximo passo depende da apresentação da Lei Orgânica e da esperada autorização em 2026.
E você, acha que a prioridade deve ser reajuste imediato ou aprovação rápida da Lei Orgânica com novas vagas? Deixe seu comentário e explique como essas decisões podem afetar a atratividade do concurso PC SP e a qualidade do serviço prestado à população.
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