Após 20 anos sem seleção, Amapá abre concurso com 420 vagas na educação indígena, provas em abril e salários acima de R$ 6 mil
Edital publicado em 27 de fevereiro de 2026 confirma 420 vagas para a educação indígena no Amapá, com salários que ultrapassam R$ 6 mil e provas marcadas para 26 de abril
O governo do Amapá publicou o edital do novo concurso para a educação indígena em 27 de fevereiro de 2026, encerrando um intervalo de 20 anos desde o último certame. São 420 vagas para níveis médio e superior com salários acima de R$ 6 mil, buscando reforçar o quadro de profissionais nas escolas estaduais em territórios indígenas.
As provas serão em 26 de abril de 2026, aplicadas em territórios indígenas no Amapá e no Norte do Pará. A organização é do Instituto de Desenvolvimento e Capacitação (IDCAP), responsável por todas as etapas do processo seletivo, segundo o edital.
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As inscrições ocorrerão de 4 a 29 de março de 2026, com taxas de R$ 80 para nível médio e R$ 120 para nível superior. De acordo com o governo do Amapá, o objetivo é recompor o quadro diante de aposentadorias, expansão da rede e criação de novas comunidades.
Inscrições, prazos e taxas do concurso no Amapá
O período de inscrições vai de 4 a 29 de março de 2026, conforme o edital. As taxas foram fixadas em R$ 80 para cargos de nível médio e R$ 120 para nível superior, valor padrão para concursos estaduais da área de educação.
Segundo o IDCAP, é fundamental que os candidatos verifiquem atentamente os requisitos de cada cargo antes de concluir a inscrição. O cronograma prevê divulgação de locais de prova e eventuais retificações nos canais oficiais da banca organizadora.
Cargos ofertados, salários e níveis de escolaridade exigidos
O concurso oferece vagas para professor indígena (classes A e C), pedagogo indígena, especialista em educação indígena e auxiliar educacional indígena. As oportunidades contemplam níveis médio e superior, permitindo ingresso em diferentes funções do atendimento escolar nas comunidades.
Os salários ultrapassam R$ 6 mil nas carreiras de nível superior, de acordo com o edital divulgado pelo governo estadual. As funções de nível médio atendem a necessidades de apoio pedagógico e operacional nas escolas indígenas.
De acordo com o governo, a seleção busca profissionais com conhecimento das realidades locais e das etnias atendidas, reforçando a importância de perfis com atuação comunitária. A recomposição do quadro atende a demandas acumuladas por expansão e migração de servidores para outras áreas.
Como serão as provas e onde serão aplicadas
A primeira fase terá provas objetivas, com conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, conhecimentos específicos, conhecimentos de etnia e conhecimento pedagógico. A estrutura varia conforme o cargo e o nível de escolaridade.
As avaliações serão realizadas em territórios indígenas do Amapá e do Norte do Pará, medida que busca facilitar o acesso dos candidatos que já atuam ou residem em áreas indígenas. O IDCAP orienta acompanhar os comunicados oficiais para detalhes sobre locais e horários.
Conteúdos cobrados na prova objetiva
Os conteúdos gerais avaliam domínio de base, enquanto os conhecimentos específicos verificam a aptidão para cada função. Os tópicos de conhecimento de etnia e conhecimento pedagógico reforçam a adequação do concurso ao contexto escolar indígena.
Por que o concurso foi retomado após 20 anos e como está a rede
Segundo o governo do Amapá, a nova seleção é necessária para suprir lacunas provocadas por aposentadorias, pela expansão da rede e pelo surgimento de novas comunidades. A intenção é garantir a continuidade do atendimento com profissionais qualificados e alinhados às especificidades culturais.
Atualmente, a rede estadual conta com 201 professores indígenas distribuídos em 54 escolas nos municípios de Oiapoque e Pedra Branca do Amapari, além da região do Parque do Tumucumaque. Em 2024, foram registrados 4.742 alunos matriculados em todas as etapas e modalidades de ensino.
O último concurso específico para a educação indígena ocorreu em 2006, quando 176 professores foram selecionados para atuar do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. O novo edital atualiza a política de provimento e amplia a cobertura pedagógica nas comunidades.
Com a abertura de 420 vagas, o Estado busca fortalecer o ensino em regiões de difícil acesso, valorizando a atuação de profissionais indígenas e não indígenas com experiência local. O foco é melhorar indicadores de permanência e aprendizagem, respeitando tradições e línguas.
De acordo com o governo estadual, a seleção integra uma estratégia mais ampla de melhoria da infraestrutura e da oferta educacional em áreas indígenas, o que inclui formação continuada e suporte pedagógico específico. A expectativa é reduzir defasagens e garantir maior presença docente nas aldeias.
O que você achou dos prazos, das taxas e do formato das provas deste concurso para a educação indígena no Amapá? A cobrança de conhecimentos de etnia fortalece a seleção ou deveria ter mais peso nos critérios? Deixe seu comentário e contribua para o debate sobre a melhor forma de valorizar e ampliar a presença de docentes nas comunidades indígenas.
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