Carreiras que mais frustram recém-formados no Brasil, estudo repercutido pelo Diário da Região indica pressão por salários iniciais modestos, excesso de oferta e competição nas grandes cidades

Jovens formados com becas e diplomas, expressão séria, representando incertezas no início da carreira
Recém-formados enfrentam desafios de inserção e expectativa salarial
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Levantamento destaca áreas com maior descompasso entre expectativa e realidade do primeiro emprego, com razões que vão do salário de entrada à escassez de oportunidades

Um novo levantamento citado pelo Diário da Região aponta quais são as carreiras que mais frustram os profissionais após a formatura no Brasil. A reportagem destaca áreas nas quais o choque entre a expectativa de ascensão rápida e a realidade do mercado pesa já no primeiro ano de atuação.

Embora a publicação não detalhe a metodologia completa, a tendência descrita é consistente com dados públicos e pesquisas recentes sobre empregabilidade e renda de jovens diplomados. Informações do IBGE mostram que a taxa de desocupação é historicamente mais alta entre os mais jovens, o que agrava a sensação de frustração no início da trajetória.

As áreas de comunicação e marketing, licenciaturas e pedagogia, direito e parte das engenharias tradicionais aparecem entre as mais citadas quando o assunto é descompasso entre promessa e entrega. O cenário envolve salários iniciais abaixo do esperado, alta concorrência e exigência de experiência prévia.

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Em paralelo, levantamentos internacionais, como os divulgados pela plataforma ZipRecruiter em 2022, frequentemente listam jornalismo, comunicação e sociologia entre as formações com maior arrependimento declarado, reforçando um padrão global de frustração inicial em áreas com forte competição e rendas de entrada mais modestas.

As carreiras mais mencionadas no estudo

Em comunicação e marketing, a combinação de muitas faculdades, concentração de vagas em grandes centros e a exigência de portfólio robusto tende a pressionar salários de entrada. Plataformas salariais de mercado apontam médias iniciais contidas para analistas juniores, especialmente fora das capitais, o que alimenta a percepção de retorno baixo após anos de estudo.

Nas licenciaturas e na pedagogia, o fator crítico é o piso e a estrutura de carreira. De acordo com o MEC, o piso nacional do magistério foi reajustado em janeiro de 2024 para R$ 4.580,57 na jornada de 40 horas, mas o cumprimento efetivo varia entre redes e municípios, e a remuneração pode ser afetada por acúmulo de turmas, deslocamentos e ausência de plano de carreira estruturado.

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Em direito, o gargalo é a combinação de excesso de egressos com seleção rigorosa. O Censo da Educação Superior 2022 do Inep confirma que direito segue entre os cursos com mais concluintes no país, enquanto a aprovação no exame da OAB é historicamente restrita, alongando o caminho para o exercício pleno da profissão e pressionando o início da vida laboral.

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O que está por trás da frustração

O principal motor é o choque entre expectativa e salário de entrada. O relatório Education at a Glance 2023, da OCDE, mostra que o ensino superior tende a elevar rendimentos médios no Brasil, mas a dispersão salarial entre diplomados é grande, sobretudo nos primeiros anos de carreira e em áreas muito concorridas.

A subutilização de qualificação também pesa. Dados do IBGE indicam que jovens adultos encontram maior dificuldade de inserção formal, o que leva parte dos recém-formados a aceitar vagas fora da área, temporárias ou com funções aquém do nível de escolaridade, alimentando a percepção de que o diploma não “se pagou” rapidamente.

Há ainda o fator excesso de oferta em determinados cursos, que eleva a competição por estágios e posições júnior. Em ciclos econômicos desfavoráveis, esse cenário se acentua, e setores como a construção podem encolher contratações; quando o ciclo vira, a recuperação é gradual. Segundo o Caged, houve retomada de vagas na construção em 2023, mas a recomposição é desigual entre regiões.

Por fim, há um desalinhamento entre currículo e demanda por habilidades práticas. Competências digitais, análise de dados, comunicação aplicada ao negócio, vendas e inglês são exigidas com maior frequência em vagas de entrada, e sua ausência pode atrasar a progressão salarial e a mobilidade interna.

Estratégias para quem está no início da carreira

Especialistas em empregabilidade recomendam trilhas de aprendizado curtas e práticas para acelerar a adaptação, como certificações técnicas, cursos de ferramentas digitais e projetos de portfólio. Ações de curto prazo, bem direcionadas, ajudam a fechar lacunas percebidas pelos recrutadores e a negociar melhores salários ao longo do primeiro ano.

Outra frente é a ampliação de escopo dentro da própria área, mirando funções com maior demanda e remuneração. Em comunicação, por exemplo, performance, SEO e conteúdo orientado a dados costumam ter mais vagas; em engenharia, gestão de obras, orçamento e BIM ampliam possibilidades; em direito, compliance, LGPD e contratos empresariais vêm ganhando espaço.

O que considerar ao escolher uma graduação

Antes da matrícula, vale cruzar empregabilidade, salário de entrada e custo do curso. Consultar bases públicas, como o Inep e dados do IBGE, ajuda a calibrar expectativas e evitar endividamento alto para carreiras com retorno inicial modesto.

Verifique a qualidade do estágio oferecido pela instituição e a rede de empresas parceiras. A primeira experiência costuma definir a curva salarial dos dois primeiros anos, e estágios com atividades efetivas aceleram a transição para posições plenas.

Observe tendências de transformação tecnológica no setor escolhido. Áreas com incorporação intensiva de dados e automação podem exigir requalificação constante, mas também oferecem ganhos mais rápidos para quem atualiza competências com frequência.

Considere a mobilidade geográfica. Vagas concentradas em capitais elevam a competição, mas também abrem portas em nichos de maior valor agregado. O planejamento de mudança, quando viável, pode reduzir o tempo até a primeira oportunidade na área.

Por fim, avalie planos de carreira e pisos salariais onde existirem. Em educação, por exemplo, o piso nacional referencia a remuneração, mas as condições concretas variam entre redes; em outras áreas, convém checar acordos coletivos e médias regionais divulgadas por entidades setoriais.

Queremos ouvir você. Sua área aparece entre as mais citadas pelo estudo repercutido pelo Diário da Região? O que mais pesou para sua satisfação ou frustração no início da carreira, salário, oportunidade, formação ou outro fator

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Sobre o Autor

Valdemar Medeiros
Valdemar Medeiros

Sou Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escrevo sobre Vagas de emprego, Indústria Automotiva, Energias Renováveis e outras oportunidades do mercado de trabalho.

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