Banco Central liquida Banco Pleno e põe distribuidora no mesmo regime, instituição é pequena mas tem ex-sócio do Master no comando e ligação com investigações que miram R$ 17 bilhões

Fachada da sede do Banco Central em Brasília com a logomarca em destaque, simbolizando a decisão de liquidar o Banco Pleno
Sede do Banco Central em Brasília após o anúncio da liquidação do Banco Pleno e da Pleno DTVM
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Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM, anunciada em Brasília e aplicada a conglomerado pequeno

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ambas do conglomerado prudencial Pleno. A medida foi anunciada em Brasília e coloca a instituição sob regime especial, com foco em encerrar operações e preservar a ordem no Sistema Financeiro Nacional.

Segundo nota da autarquia, a decisão se deve ao comprometimento da situação econômico-financeira, à deterioração da liquidez, a infrações às normas que regem a atividade e à inobservância de determinações do Banco Central. O órgão também informou que outras medidas poderão ser adotadas para apurar responsabilidades.

De acordo com o BC, o conglomerado Pleno é de porte pequeno, classificado no segmento S4, e detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional. O Banco Pleno é a instituição líder do grupo.

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O Banco Pleno, anteriormente conhecido como Banco Voiter, é presidido por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master. Até meados de 2025, o Pleno integrou o conglomerado financeiro do Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero, que investiga concessão de créditos falsos e uma tentativa de compra pelo Banco de Brasília (BRB); segundo a Agência Brasil, as fraudes em apuração podem alcançar R$ 17 bilhões.

O que motivou a decisão do BC

Em nota, o Banco Central afirmou que a liquidação foi motivada por problemas financeiros e de governança no Pleno, incluindo o descumprimento de normas e determinações do regulador. A avaliação oficial aponta um quadro de deterioração da liquidez que inviabiliza a continuidade regular das operações.

A autarquia informou que, no curso do regime especial, poderá adotar medidas sancionadoras de caráter administrativo e comunicar eventuais achados às autoridades competentes. Entre as providências previstas está a indisponibilidade de bens de controladores e administradores do conglomerado prudencial Pleno.

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Na prática, a liquidação extrajudicial é um procedimento que organiza o encerramento das atividades, a verificação de direitos e obrigações e a condução do passivo. O objetivo é preservar a ordem financeira, sob supervisão do regulador, enquanto se apuram responsabilidades.

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Tamanho e exposição do conglomerado Pleno

Classificado no segmento S4, o conglomerado Pleno representa uma fatia pequena do mercado, com 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, conforme o Banco Central. Esse porte indica impacto sistêmico limitado, embora o processo afete clientes, credores e contrapartes diretamente relacionadas.

Instituições S4 tendem a ter menor complexidade operacional e risco sistêmico reduzido, o que facilita a condução do regime especial. Ainda assim, o BC monitora os desdobramentos para evitar efeitos de contágio e assegurar a regularidade do mercado.

Conexões com o Banco Master e investigações em curso

O Banco Pleno tem histórico ligado ao Banco Master. Até meados de 2025, o Pleno integrava o conglomerado do Master e, antes disso, era conhecido como Banco Voiter, o que ajuda a contextualizar a trajetória recente da instituição.

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, é alvo da Operação Compliance Zero, que apura supostas concessões de créditos falsos. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o caso também envolve a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.

As investigações apontam que as possíveis fraudes podem somar até R$ 17 bilhões. O volume em análise indica a relevância do caso para o setor financeiro e para a integridade dos mecanismos de concessão de crédito.

O Banco Central ressaltou que a liquidação recai especificamente sobre o conglomerado prudencial Pleno. A relação histórica com o Master ajuda a compor o pano de fundo, mas a medida anunciada foca no quadro econômico-financeiro e regulatório do Pleno e de sua distribuidora.

Ao destacar o cumprimento das regras prudenciais, o BC sinaliza reforço na supervisão, com ênfase na governança e na robustez de liquidez. Esse movimento vem em linha com a atuação recente do regulador diante de casos que envolvem riscos de crédito e conduta.

Próximos passos, apuração de responsabilidades e efeitos ao mercado

O BC informou que poderá instaurar processos administrativos e comunicar as autoridades competentes, caso se confirmem irregularidades. Entre as medidas possíveis está a indisponibilidade de bens dos administradores e controladores do conglomerado, conforme previsto na legislação e nas competências do regulador.

Como o conglomerado é de porte reduzido, o impacto sistêmico tende a ser contido. Ainda assim, a liquidação extrajudicial do Pleno envia um recado de rigor regulatório e de priorização da solidez do Sistema Financeiro Nacional, segundo o Banco Central e informações reportadas pela Agência Brasil.

E você, como avalia a decisão do Banco Central? A liquidação do Banco Pleno foi tempestiva ou tardia diante dos sinais de deterioração e do contexto de investigações no setor? Deixe seu comentário e participe do debate sobre supervisão, transparência e responsabilidade no mercado financeiro.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

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