Após decisão da Suprema Corte dos EUA e anúncio de tarifa global de 10%, Alckmin vê avenida para o comércio e diz que Brasil mantém competitividade

Geraldo Alckmin em entrevista comenta a tarifa global de 10% dos EUA e seus efeitos no comércio exterior do Brasil
Alckmin avalia a nova tarifa de 10% dos EUA e vê espaço para ampliar o comércio
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Decisão da Suprema Corte derruba parte do tarifaço de Trump, nova tarifa global de 10% é anunciada e Alckmin vê espaço para expandir o comércio

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Brasil segue competitivo no comércio internacional, mesmo após o anúncio de uma tarifa global de 10% pelos Estados Unidos. A avaliação ocorre no dia em que a Suprema Corte norte-americana considerou ilegais tarifas impostas pelo presidente Donald Trump em abril do ano passado, por entender que a competência para definir taxações é do Congresso dos EUA.

Em resposta à decisão judicial, Trump declarou que buscará outros instrumentos legais para sustentar sua política e confirmou a criação da nova tarifa de 10% sobre importações de todos os países. Segundo Alckmin, o ambiente atual é mais favorável do que no auge do chamado tarifaço. Para ele, há uma “avenida” para ampliar o comércio e atrair investimentos.

De acordo com Alckmin, o Brasil foi um dos mais afetados pela antiga fórmula “10+40”, que somava a tarifa global de 10% a uma sobretaxa adicional de 40%. “O momento abre oportunidades para investimentos recíprocos. A negociação e o diálogo continuam”, disse o ministro, ao reforçar a estratégia de buscar segurança jurídica e previsibilidade.

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Segundo apuração do InfoMoney, o governo brasileiro acompanha de perto os desdobramentos jurídicos nos EUA. “Muitas dúvidas ainda existem”, reconheceu o vice-presidente, ao defender que a diplomacia econômica siga ativa para mitigar riscos e capturar oportunidades.

Tarifa global de 10% e o fim do modelo 10+40

A decisão da Suprema Corte derrubou parte central do tarifaço anterior, ao apontar que o Executivo não poderia impor, sozinho, a estrutura de taxação ampla. Em seguida, a Casa Branca anunciou a nova tarifa horizontal de 10% como forma de recompor a política, agora sob outra base legal.

Para o Brasil, Alckmin argumenta que o novo desenho é menos danoso do que a antiga combinação “10+40”. No início das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam sob sobretaxas; esse percentual teria recuado para 22%, informou o ministro. O recuo reduz a pressão sobre a indústria exportadora e tende a aliviar custos na margem.

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O vice-presidente ressalta, contudo, que o contencioso não está encerrado. A depender do Congresso e de novas ações do Executivo americano, ainda podem ocorrer ajustes adicionais nas regras. Por isso, a orientação é de manter diálogo técnico e monitorar por segmentos.

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Impacto para exportações brasileiras e setores sensíveis

Alckmin destacou que a Seção 232 — dispositivo ligado à segurança nacional usado pelos EUA — permanece válida e não foi atingida pela nova tarifa global. Esse mecanismo abrange produtos como aço e alumínio, itens relevantes da pauta exportadora do Brasil para o mercado americano.

Na prática, exportadores desses setores seguem sujeitos a um escrutínio específico de segurança, além das eventuais tarifas. O governo brasileiro, segundo o ministro, seguirá negociando para proteger acesso a mercado e evitar distorções que prejudiquem a concorrência leal.

Mesmo com a tarifa de 10%, o Brasil vê espaço para ganhar participação em nichos competitivos, sobretudo onde há cadeias integradas e contratos de longo prazo. “O momento abre oportunidades”, reforçou Alckmin, citando a importância de investimentos recíprocos para ampliar o fluxo comercial.

Para manter a competitividade, a estratégia passa por diversificação de mercados, eficiência logística e previsibilidade regulatória. Segundo o InfoMoney, a equipe econômica avalia que a estabilidade de regras é condição-chave para decisões de investimento e para evitar perda de espaço frente a concorrentes.

Cenário político e próximos passos nos EUA

A Suprema Corte deixou claro que a competência tarifária é do Congresso, o que limita iniciativas unilaterais do Executivo. Ainda assim, especialistas citados pelo InfoMoney afirmam que Trump pode usar meios alternativos para ganhar tempo e sustentar parte de sua agenda, até que o Legislativo se pronuncie.

Nesse contexto, o Brasil monitora riscos regulatórios e eventuais exceções setoriais. A mensagem oficial, liderada por Alckmin, é de diálogo contínuo e pronta atuação diplomática para defender o interesse nacional sem escalar tensões comerciais.

O que observar no câmbio e nos preços

Economistas ouvidos pelo InfoMoney avaliam que, com o recuo do tarifaço anterior e a adoção da tarifa global de 10%, pode haver uma disputa entre a recomposição de margens das empresas e um possível alívio desinflacionário. O balanço entre esses vetores definirá o impacto final em preços.

No câmbio, a leitura-base é de que o dólar pode perder força frente a moedas emergentes, como o real, caso o ambiente de incerteza diminua e a cadeia global absorva os ajustes tarifários com menor repasse a preços. Esse movimento, porém, dependerá de sinais do Congresso americano e do desenho definitivo da política comercial dos EUA.

Para o Brasil, uma taxa de câmbio estável e previsível favorece contratos de exportação e planejamento de investimentos. O governo aposta que a combinação de diálogo, defesa comercial e abertura de canais de negociação pode transformar o choque tarifário em janela de oportunidade.

O tema divide opiniões e mexe com setores inteiros da economia. Você acha que a tarifa global de 10% abre espaço para o Brasil ganhar mercado ou representa mais um passo no protecionismo global que vai pesar nos preços e no câmbio Por que Deixe seu comentário e participe do debate.

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Sobre o Autor

Valdemar Medeiros
Valdemar Medeiros

Sou Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escrevo sobre Vagas de emprego, Indústria Automotiva, Energias Renováveis e outras oportunidades do mercado de trabalho.

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