Explosão do K-pop, doramas e séries como Squid Game impulsiona no Brasil uma corrida por cursos de coreano online e gratuitos
O avanço da cultura sul-coreana no Brasil saiu das telas e playlists para chegar às salas de aula online, com alta nas buscas por aprender o idioma
A cultura sul-coreana vive um dos momentos mais fortes no Brasil. O sucesso do K-pop, dos doramas e de produções de streaming ampliou o interesse do público não só por entretenimento, mas também pelo idioma, pelos costumes e pela forma de viver da Coreia do Sul.
Esse movimento aparece com clareza nas buscas na internet. Termos como “aprender coreano” e “curso de coreano” ganharam força nos últimos anos, com picos em períodos de lançamentos populares e de maior exposição de artistas como BTS e BLACKPINK.
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O interesse deixou de ser passageiro e passou a fazer parte do cotidiano de muitos brasileiros. Para uma parcela crescente dos fãs, estudar a língua virou uma maneira de consumir conteúdos com mais autonomia e de criar uma conexão mais profunda com a cultura coreana.
No embalo dessa demanda, plataformas de educação começaram a ampliar a oferta de formação acessível. Um dos exemplos é o curso online Introdução ao Coreano, da Kultivi, criado para iniciantes e oferecido gratuitamente.
Brasil se consolida entre os maiores consumidores de K-pop e ajuda a explicar por que o idioma coreano entrou no radar de mais estudantes
O tamanho desse interesse pode ser medido por dados do entretenimento digital. O Brasil está entre os cinco países que mais consomem K-pop no mundo, um sinal claro do peso do público brasileiro na expansão global do gênero.
No audiovisual, o crescimento também chama atenção. Desde 2023, os conteúdos da Coreia do Sul ocupam a segunda posição global em horas assistidas na Netflix, respondendo por cerca de 8% a 9% do consumo total da plataforma, atrás apenas das produções dos Estados Unidos.
Entre os casos mais emblemáticos está Squid Game. A série virou fenômeno internacional ao alcançar mais de 142 milhões de lares em menos de um mês após o lançamento, consolidando a força das produções sul-coreanas em escala mundial.
Interesse por doramas e música evolui para curiosidade sobre hangul, pronúncia e expressões usadas no dia a dia coreano
O impacto não fica restrito à audiência. Usuários da Netflix demonstram quase o dobro de interesse pela cultura coreana quando comparados aos não assinantes, o que reforça a ligação direta entre consumo de conteúdo e vontade de entender melhor idioma, hábitos e referências culturais.
No Brasil, essa transformação aparece também no ambiente digital. As buscas registradas pelo Google Trends mostram um crescimento consistente do interesse por aprender coreano, sem depender apenas de momentos virais ou de um único lançamento.
Na prática, isso revela uma mudança de comportamento. Muitos fãs passaram a buscar o idioma para compreender letras de músicas, falas de séries e conteúdos de artistas sem depender totalmente de tradução.
Aprender hangul, entender níveis de formalidade e reconhecer expressões cotidianas deixou de ser uma curiosidade de nicho. O idioma coreano ganhou espaço como porta de entrada para uma experiência cultural mais completa.
Curso gratuito da Kultivi aposta em estrutura para iniciantes, com 12 horas de conteúdo e cerca de 30 aulas em vídeo
Para atender esse público, a Kultivi lançou o curso Introdução ao Coreano, voltado a quem está começando. A formação tem 12 horas de carga horária e é dividida em aproximadamente 30 aulas em vídeo.
O conteúdo parte dos fundamentos da língua, incluindo o sistema de escrita Hangul e regras de pronúncia. Depois, avança para temas centrais da estrutura do idioma, como formação de frases, uso de verbos, partículas, tempos verbais e níveis de formalidade.
As aulas também incluem situações práticas de comunicação. Cumprimentos, expressões do cotidiano e elementos culturais fazem parte da proposta, o que ajuda o estudante a entender não apenas a gramática, mas o contexto real de uso da língua.
A plataforma informa que o curso utiliza tecnologia semelhante à aplicada em formações pagas do mercado. Além das videoaulas, os alunos têm acesso a materiais de apoio e exercícios para reforçar a fixação do conteúdo.
Professora Ara Cho conduz as aulas e reforça proposta de ensino contextualizado com vivência cultural e ritmo flexível
As aulas são ministradas por Ara Cho, intérprete e tradutora com dupla nacionalidade. Filha de coreanos, ela atua no ensino do idioma há cinco anos e leva para o curso não só a parte linguística, mas também experiências culturais que ajudam a contextualizar o aprendizado.
O formato é totalmente online, o que permite acesso de qualquer lugar do Brasil. Isso facilita a rotina de quem quer estudar no próprio ritmo, sem depender de horários fixos ou deslocamentos.
Claudio Matos, CEO da Kultivi, resume bem o momento vivido pelo setor. Para ele, o interesse pelo coreano cresce de forma consistente no país, começa pelo entretenimento e rapidamente se transforma em uma busca por compreensão cultural e novas oportunidades de aprendizado.
A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de ampliar o acesso à educação gratuita em diferentes áreas. Atualmente, a Kultivi reúne mais de 5 milhões de alunos ativos em todo o Brasil, com oferta de cursos, materiais atualizados e certificação sem custo.
Busca por cursos de coreano mostra que a onda coreana no Brasil amadureceu e pode abrir novas possibilidades de formação
O crescimento da procura por cursos de coreano indica que a chamada onda coreana entrou em uma fase mais madura. O público brasileiro não quer apenas assistir e ouvir, mas também compreender melhor o idioma e os códigos culturais por trás desse fenômeno.
Esse interesse pode ter efeitos duradouros no mercado de educação online, especialmente em cursos livres e acessíveis. À medida que mais brasileiros buscam formação em idiomas ligados a tendências globais de entretenimento, novas oportunidades devem surgir para plataformas, professores e estudantes.
No fim, o avanço da cultura sul-coreana no Brasil mostra como música, séries e cinema conseguem transformar hábitos de consumo e até influenciar escolhas de estudo. O coreano deixou de ser um idioma distante para virar objetivo real de aprendizado para milhares de pessoas.
E você, acha que esse interesse pelo idioma coreano é uma tendência duradoura ou mais uma febre do entretenimento? Deixe seu comentário e diga se a força do K-pop e dos doramas vai continuar mudando o jeito de estudar no Brasil.
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