Carteira assinada resiste ao avanço de aplicativos e trabalho informal e segue como a escolha mais desejada por brasileiros na busca por emprego

Trabalhadores brasileiros em contexto urbano, representando a preferência pelo emprego com carteira assinada no mercado de trabalho
CLT segue na frente entre as formas de trabalho mais desejadas no país
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Levantamento nacional mostra que a estabilidade da CLT ainda pesa mais do que a flexibilidade de novos modelos de trabalho

Mesmo com o crescimento do trabalho por aplicativo, da atuação como PJ e do empreendedorismo, o emprego com carteira assinada continua sendo a opção mais desejada por quem procura uma vaga no Brasil. A conclusão aparece em uma pesquisa nacional divulgada em abril de 2026, com dados que reforçam a força da formalização no mercado de trabalho.

O estudo mostra que 36,3% dos trabalhadores que buscaram emprego recentemente apontaram a CLT como formato preferido. Na sequência, aparecem o trabalho autônomo, com 18,7%, o emprego informal, com 12,3%, e o trabalho por plataformas digitais, com 10,3%.

A lista inclui ainda 9,3% de pessoas que preferem abrir o próprio negócio e 6,6% que optariam por atuar como pessoa jurídica. Outro dado relevante é que 20% não encontraram oportunidades atrativas, o que indica uma dificuldade real de encaixe entre oferta e expectativa no mercado.

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A pesquisa foi realizada pelo Instituto Nexus em parceria com a Confederação Nacional da Indústria, CNI. Ao todo, foram ouvidas 2.008 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025.

Jovens puxam preferência pela CLT e mostram que segurança no início da carreira ainda fala mais alto

A preferência pelo emprego formal aparece com ainda mais força entre os mais jovens. Entre trabalhadores de 25 a 34 anos, 41,4% disseram preferir a carteira assinada, percentual acima da média geral do levantamento.

No grupo de 16 a 24 anos, a escolha pela CLT também se destaca, com 38,1%. Esse comportamento ajuda a mostrar que, mesmo em uma geração mais conectada a formas flexíveis de trabalho, o valor da estabilidade continua muito presente.

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Claudia Perdigão destaca que, apesar da expansão de novas modalidades, os trabalhadores seguem valorizando estabilidade, proteção social e segurança profissional. Na prática, isso ajuda a explicar por que o emprego formal continua sendo visto como porta de entrada mais segura para quem está começando a carreira.

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Trabalho por aplicativo cresce, mas ainda é tratado por muitos brasileiros como renda extra e não como sustento principal

O levantamento também detalha como os brasileiros enxergam o trabalho em plataformas digitais, como atividades de motorista e entregador por aplicativo. Embora esse modelo tenha ganhado espaço nos últimos anos, ele ainda aparece mais como complemento de renda do que como ocupação central.

Apenas 30% dos entrevistados disseram ver esse tipo de atividade como a principal fonte de sustento. Isso mostra que, para grande parte dos trabalhadores, a renda obtida por aplicativos funciona como apoio financeiro e não substitui completamente a busca por vínculos mais estáveis.

Esse resultado dialoga com a preferência pela carteira assinada e com a percepção de que direitos trabalhistas e acesso à Previdência Social continuam sendo diferenciais importantes. Em um cenário de incerteza econômica, previsibilidade e proteção ainda fazem diferença no momento de escolher como trabalhar.

Satisfação com o emprego atual é alta, mas a busca por novas vagas muda bastante conforme idade e tempo de trabalho

A pesquisa revela um nível elevado de satisfação entre os trabalhadores brasileiros. Hoje, 95% afirmam estar satisfeitos com o emprego atual, e 70% dizem estar muito satisfeitos.

Esse dado ajuda a entender por que a mobilidade no mercado de trabalho aparece como limitada. Apenas 20% dos entrevistados disseram ter buscado outro emprego recentemente, o que indica menor movimentação em comparação com a percepção de um mercado em transição acelerada.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 35%, mostrando uma postura mais ativa na procura por novas oportunidades. Já entre trabalhadores com mais de 60 anos, apenas 6% buscaram outra vaga, o que reforça um comportamento mais estável.

O tempo no emprego também pesa nessa decisão. Entre quem está há menos de um ano na função atual, 36,7% procuraram outra vaga recentemente. No grupo com mais de cinco anos no mesmo trabalho, esse índice cai para apenas 9%.

Pesquisa expõe que o mercado mudou, mas o vínculo formal ainda concentra a ideia de proteção, previsibilidade e futuro profissional

Os números mostram que o mercado de trabalho brasileiro ficou mais diverso, mas não desmontou a força da formalização. O avanço do trabalho autônomo, do modelo PJ e das plataformas criou novas possibilidades, porém a CLT continua associada a segurança, direitos e planejamento de longo prazo.

Esse cenário ajuda a explicar por que a carteira assinada ainda aparece como referência para quem busca emprego, especialmente entre jovens e profissionais que valorizam proteção social. Em um ambiente de mudanças constantes, a estabilidade segue sendo um ativo importante para milhões de brasileiros.

Na sua visão, o emprego com carteira assinada ainda é a melhor opção ou os novos modelos de trabalho já oferecem vantagens maiores no dia a dia? Deixe seu comentário e conte qual formato faz mais sentido para a sua realidade profissional.


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Sobre o Autor

Valdemar Medeiros
Valdemar Medeiros

Sou Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escrevo sobre Vagas de emprego, Indústria Automotiva, Energias Renováveis e outras oportunidades do mercado de trabalho.

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