Ministério do Trabalho reconhece 6 novas ocupações na CBO e oficializa funções que já movem apps, games, audiovisual e cultura no Brasil

Ministério do Trabalho reconhece 6 novas ocupações na CBO e oficializa funções que já movem apps, games, audiovisual e cultura no Brasil
Ministério do Trabalho reconhece 6 novas ocupações na CBO. Veja quais são e quanto pagam áreas como apps, games e audiovisual.
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Atualização do Ministério do Trabalho amplia a Classificação Brasileira de Ocupações e dá visibilidade oficial a atividades que cresceram com a tecnologia e a economia criativa

O Ministério do Trabalho e Emprego reconheceu seis novas ocupações e atualizou a Classificação Brasileira de Ocupações, CBO. A mudança acompanha transformações já consolidadas no mercado, especialmente em áreas ligadas à tecnologia, plataformas digitais, games, audiovisual e cultura popular.

Na prática, a atualização não cria automaticamente uma profissão regulamentada por lei, mas passa a dar reconhecimento oficial a funções que já existem no cotidiano de milhares de trabalhadores. Isso ajuda a retratar com mais precisão a realidade do emprego no país e fortalece a identificação dessas atividades em registros administrativos e levantamentos de mercado.

A subsecretária de Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, explicou que a finalidade da CBO é dar visibilidade a uma ocupação. Ela destacou que profissão regulamentada depende de lei, com análise do Congresso Nacional e sanção do presidente da República.

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Entre as novidades estão o motorista de transporte por aplicativos, três funções da indústria de games, o produtor de arte audiovisual e o mestre das culturas populares e tradicionais. Em alguns casos, as médias salariais já mostram o peso econômico dessas atividades no Brasil.

Motorista por aplicativo entra na CBO com renda média de R$ 2.766 e jornada semanal de 45,9 horas

A inclusão do motorista de transporte por aplicativos reflete o avanço das tecnologias digitais e o crescimento da chamada economia de plataforma. Agora, essa atividade passa a constar oficialmente na classificação do governo federal.

No Brasil, a renda média desses profissionais é de R$ 2.766 por mês, com jornada média de 45,9 horas semanais, conforme números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. O reconhecimento na CBO acompanha uma ocupação que já tem presença forte nas cidades e na mobilidade urbana.

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A medida também reforça a importância de registrar mudanças concretas no mundo do trabalho. Ao incluir esse tipo de atividade, o MTE atualiza sua base de referência para refletir novas formas de geração de renda e prestação de serviço.

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Produtor de arte audiovisual ganha espaço oficial e pode receber cerca de R$ 5,9 mil, com teto de R$ 11.880

Outra ocupação reconhecida foi a de produtor de arte, audiovisual. Esse profissional atua no planejamento, organização e viabilização de produções como filmes, séries, comerciais e vídeos para internet, cuidando do orçamento até a execução.

Também entra em sua rotina a contratação de equipes, a definição de locações e a organização logística. O objetivo é garantir que o projeto seja concluído dentro do prazo e do orçamento previsto.

No país, a média salarial gira em torno de R$ 5,9 mil, podendo chegar a R$ 11.880. Os valores foram calculados com base em registros do CAGED e do eSocial, o que ajuda a mostrar o tamanho desse mercado dentro da economia criativa.

Funções da indústria de games entram na lista e salários costumam variar entre R$ 3 mil e R$ 6 mil por mês

A atualização da CBO também passou a reconhecer três ocupações ligadas ao desenvolvimento de jogos. São elas artista visual de jogos eletrônicos, designer de jogos eletrônicos e designer de narrativa de jogos eletrônicos.

O artista visual de jogos eletrônicos cria a identidade visual dos games, desenvolvendo personagens, cenários, objetos e interfaces. Ele trabalha em conjunto com programadores e designers para que os elementos visuais funcionem de forma integrada dentro do jogo.

O salário dessa função costuma variar entre R$ 3 mil e R$ 6 mil por mês, dependendo da experiência e do tipo de empresa. É uma área cada vez mais ligada à expansão da indústria criativa e ao crescimento do mercado de jogos no Brasil.

Já o designer de jogos eletrônicos estrutura o funcionamento do game, definindo regras, mecânicas, objetivos e níveis. Seu trabalho conecta criatividade e lógica para transformar uma ideia em produto final, ao lado de programadores, artistas e roteiristas.

Nesse caso, a remuneração também fica geralmente entre R$ 3 mil e R$ 6 mil por mês. O mesmo intervalo aparece para o designer de narrativa de jogos eletrônicos, responsável por desenvolver enredos, personagens, diálogos e o universo do jogo, alinhando a história à jogabilidade. Em projetos de grande porte ou no mercado internacional, esse valor pode ser ainda maior.

Mestres das culturas populares e tradicionais passam a ter reconhecimento formal por preservar saberes ancestrais

Entre as ocupações reconhecidas, uma das mais simbólicas é a de mestre das culturas populares e tradicionais. A inclusão dá visibilidade a pessoas que preservam e transmitem conhecimentos ancestrais ligados à identidade cultural de diferentes comunidades brasileiras.

Esses mestres e mestras são guardiões de saberes como dança, música, artesanato, rezas e culinária. Além de manterem vivas essas tradições, também ensinam novas gerações e participam de ações culturais e educativas.

Embora o conteúdo disponível não apresente uma média salarial para essa ocupação, o reconhecimento oficial tem peso importante. Ele valoriza o papel desses profissionais na continuidade das expressões populares e na preservação da diversidade cultural do país.

O que muda com a atualização da CBO e por que esse reconhecimento importa para o mercado de trabalho

A atualização da CBO não equivale à regulamentação legal da profissão, mas tem impacto real na organização do mercado de trabalho. Ela melhora a identificação dessas ocupações em cadastros, pesquisas, contratações e políticas públicas.

Também ajuda a tornar mais visíveis atividades que já movimentam renda, inovação e produção cultural no Brasil. Em um cenário de mudanças rápidas, o reconhecimento oficial dessas funções mostra como o trabalho está se reorganizando fora dos modelos mais tradicionais.

Para quem acompanha tendências de emprego, salários e novas carreiras, essa mudança serve como sinal claro de onde estão as áreas em expansão. Mais informações sobre o universo de economia e mercado podem ser encontradas no Portal Rede Vitória.

E você, o que acha da inclusão dessas novas ocupações na CBO? Alguma dessas áreas tem potencial de crescer ainda mais nos próximos anos? Deixe seu comentário e participe da conversa.


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Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No blog, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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