São Paulo lança curso gratuito para qualificar a rede de proteção no atendimento a mulheres com deficiência vítimas de violência, com aulas online de 36 horas e inscrições até 16 de abril
Capacitação gratuita da SEDPcD em parceria com a Univesp foca atendimento qualificado a mulheres com deficiência vítimas de violência, com início em 23 de abril e vagas para toda a rede de proteção
Estão abertas as inscrições para o curso gratuito Atendimento à mulher com deficiência vítima de violência, voltado a profissionais da rede de proteção no estado de São Paulo. A formação é destinada a promotores, delegados, policiais e outros agentes públicos que atuam no acolhimento e encaminhamento de vítimas.
De acordo com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD), a iniciativa integra o programa TODAS in-Rede, desenvolvido em parceria com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). O objetivo é qualificar o atendimento e ampliar o conhecimento sobre as especificidades das mulheres com deficiência em situação de violência.
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A capacitação será realizada em formato online, com 36 horas de carga horária distribuídas em 21 aulas ministradas por especialistas. As aulas começam em 23 de abril e ficam disponíveis por dois meses, permitindo que o participante conclua no próprio ritmo.
As inscrições podem ser feitas até 16 de abril. Segundo a SEDPcD, a ação integra as iniciativas relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em março, reforçando a importância de profissionais preparados e serviços acessíveis em todo o estado.
Inscrições e prazos, quem pode participar e como se inscrever
Podem participar profissionais da rede de proteção do estado de São Paulo que atuam direta ou indiretamente no atendimento a vítimas, como membros do Ministério Público, policiais civis e militares, delegados, servidores de delegacias especializadas, equipes de saúde, assistência social e demais agentes públicos correlatos. A formação é gratuita e não há limitação geográfica dentro do estado, já que o curso é totalmente online.
O período de inscrição vai de 16 de março a 16 de abril, com início das aulas em 23 de abril e conclusão prevista até 23 de junho. A modalidade assíncrona permite acesso ao conteúdo a qualquer hora, o que favorece a participação de quem tem rotina variável no serviço público.
Conteúdo programático e formato da capacitação online
Segundo a SEDPcD e a Univesp, o conteúdo foi estruturado para oferecer visão ampla e prática do tema, combinando fundamentos legais, contexto histórico, recursos tecnológicos e funcionamento das redes de apoio. As 21 aulas são conduzidas por especialistas com experiência em direitos das pessoas com deficiência, políticas de enfrentamento à violência e atendimento humanizado no serviço público.
O curso soma 36 horas e foi desenhado para apoiar a tomada de decisão no cotidiano do trabalho, reduzindo barreiras de comunicação, atendimento e encaminhamento. A proposta pedagógica prioriza uma linguagem direta, com ênfase em boas práticas, protocolos e integração intersetorial.
Módulos do curso
- Contexto histórico da violência contra mulheres com deficiência e marcos de direitos.
- Tipos de deficiência e suas especificidades, com foco em acessibilidade, comunicação e apoio.
- Legislação e tipificação da violência, abordando normas e fluxos de proteção.
- Tecnologias e instrumentos para atendimento qualificado e articulação de redes de apoio.
A trilha formativa contempla desde a identificação de situações de risco até o encaminhamento adequado, respeitando particularidades de cada deficiência. Isso inclui orientações sobre comunicação acessível, registro de ocorrências e articulação com serviços especializados.
Ao final, a expectativa é que o participante domine princípios legais e operacionais e seja capaz de aplicar instrumentos práticos para um atendimento humanizado e acessível. A flexibilidade do estudo online favorece a adesão de equipes de diferentes turnos e regiões do estado.
Por que a qualificação importa no atendimento a mulheres com deficiência
De acordo com o secretário da SEDPcD, Marcos da Costa, a capacitação é essencial para garantir um atendimento adequado às vítimas. Mulheres com deficiência frequentemente enfrentam barreiras adicionais para denunciar e acessar serviços, o que exige preparo técnico, empatia e protocolos claros por parte dos servidores.
A formação destaca que a violência pode se manifestar de formas múltiplas, incluindo a negligência e a violência psicológica, que muitas vezes passam despercebidas. Com conteúdo atualizado e especializado, os profissionais ampliam sua capacidade de identificar sinais, documentar corretamente os casos e encaminhar para as redes de proteção com maior eficácia.
Como reforça a coordenação do programa, um olhar atento às singularidades de cada deficiência melhora a comunicação, reduz a revitimização e acelera o acesso a direitos. Isso se converte em respostas mais rápidas, acolhedoras e eficazes, com impacto direto na segurança e na autonomia das vítimas.
Quem realiza a formação e conexão com políticas públicas em SP
O curso integra o TODAS in-Rede, programa estadual da SEDPcD focado na formação de profissionais e na disseminação de boas práticas de enfrentamento à violência contra mulheres com deficiência. A Univesp é parceira técnica, garantindo a infraestrutura educacional, o ambiente virtual de aprendizagem e o suporte à oferta online.
Segundo Caroline Reis, coordenadora do programa, o formato online amplia o alcance e facilita a participação de profissionais de diferentes regiões do estado, sem deslocamentos e com trilha flexível. A iniciativa se soma às ações do mês de março, reforçando a agenda de políticas públicas voltadas à proteção e promoção de direitos.
Serviço, datas e link oficial
Curso Atendimento à mulher com deficiência vítima de violência. Inscrições de 16 de março a 16 de abril. Aulas de 23 de abril a 23 de junho. Formato 100% online. Inscrição pelo site oficial da Univesp em apps.univesp.br/sdpd/.
O que você acha da estratégia de priorizar cursos online para qualificar o atendimento a mulheres com deficiência em situação de violência no serviço público estadual? A modalidade amplia o acesso ou pode deixar lacunas práticas na rotina de quem está na ponta? Deixe seu comentário e contribua com o debate sobre caminhos para um atendimento mais humano, acessível e eficiente.
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