Geração Z avança no mercado de trabalho brasileiro, humanas concentram o primeiro emprego enquanto exatas aceleram vagas técnicas e valorização salarial até 2026
Geração Z entra no mercado com forte presença em humanas e avanço em exatas, com dados oficiais que mostram volume e crescimento em rotas distintas
A chegada da Geração Z ao mercado de trabalho no Brasil revela dois movimentos simultâneos. De um lado, as áreas de Humanas e serviços concentram o maior volume de admissões no início da carreira. De outro, as Ciências Exatas, sobretudo a tecnologia, puxam a criação de vagas qualificadas e melhor remuneração.
Os números recentes ajudam a separar o que é porta de entrada do que é trilha de aceleração técnica. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a aprendizagem profissional segue como principal via de primeiro emprego. Já a Brasscom projeta expansão robusta no macrossetor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) até 2026.
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Esse desenho indica que volume e valorização caminham por pistas diferentes. Enquanto o início formal tende a ocorrer em funções administrativas e de atendimento, as carreiras técnicas em TI e dados ganham fôlego com maior escassez de talentos e salários mais competitivos.
Além disso, o Fórum Econômico Mundial (WEF) aponta que, até 2030, competências digitais e habilidades socioemocionais vão se combinar como critério central de empregabilidade. O profissional híbrido tende a ser o mais procurado.
Primeiro emprego da geração Z, aprendizagem profissional e serviços lideram oportunidades
De acordo com o MTE, o Brasil registrou 69.878 jovens contratados como aprendizes no primeiro semestre de 2025, alta de 18,6% frente ao mesmo período de 2024. Em junho de 2025, o país alcançou recorde de 668.777 aprendizes ativos, reforçando a força desse regime como porta de entrada formal.
As funções com mais admissões no semestre foram serviços administrativos (39.479), seguidas de vendas, promoção de vendas e prestação de serviços (10.282) e comércio, armazenagem e logística (4.901). Essas rotinas envolvem atendimento, administração, operações, apoio comercial e organização de processos, áreas conectadas a cursos de Humanas e campos híbridos como Administração, Marketing, RH, Comunicação e Negócios.
Ciências exatas e TIC, criação de vagas qualificadas e escassez de talentos até 2026
Para além do volume inicial, a expansão mais intensa está nas Exatas, em especial na TIC. Segundo a Brasscom, o macrossetor pode gerar entre 30 mil e 147 mil empregos formais até 2026, com projeção-base de 88 mil novas vagas, a depender do ritmo da economia. O estudo aponta ainda um descasamento de 30,2% entre oferta e demanda de profissionais.
Funções em alta na tecnologia e impacto nos salários
Esse déficit de talentos impulsiona a valorização de especialistas e acelera trajetórias técnicas. Estão em destaque posições como programação, análise de dados, infraestrutura de rede, computação em nuvem e cibersegurança, todas cruciais para a digitalização de processos e a competitividade das empresas.
Com a transformação digital alcançando todos os setores, cresce a busca por quem desenvolve, implementa e mantém soluções digitais. O resultado é um ambiente em que a progressão na carreira e a remuneração tendem a avançar mais rápido para profissionais qualificados em tecnologia.
Habilidades do futuro, combinação de competências humanas e técnicas em alta até 2030
O WEF destaca que, até 2030, habilidades como inteligência artificial, big data, redes e cibersegurança e letramento tecnológico terão crescimento exponencial. Não se trata apenas de aprender ferramentas, mas de entender processos e integrar tecnologia ao negócio.
Ao mesmo tempo, competências tipicamente ligadas às Humanas seguem ganhando valor. Pensamento criativo, resiliência, flexibilidade e colaboração aparecem entre as qualidades mais procuradas, compondo o perfil que navega bem por ambientes complexos.
Esse encontro de saberes explica por que perfis híbridos são mais disputados. Profissionais capazes de analisar dados, comunicar decisões e trabalhar com equipes multidisciplinares entregam resultados mais consistentes.
Na prática, empresas privilegiam quem une raciocínio analítico com leitura de contexto e foco no usuário. Essa combinação reduz riscos, melhora a experiência do cliente e acelera a inovação.
Estratégias de transição de carreira, caminhos práticos para jovens de humanas e exatas
Para quem vem de Humanas, agregar noções de dados, ferramentas digitais e IA amplia horizontes em marketing, RH, customer success e operações. Certificações curtas e projetos práticos ajudam a comprovar competência e encurtar a distância até funções de maior valor.
Já quem parte de Exatas pode avançar ao fortalecer comunicação, gestão e visão de negócios. Liderar times, traduzir requisitos técnicos e alinhar soluções à estratégia da empresa eleva a relevância do profissional em processos de decisão.
Em síntese, Humanas seguem como base de grande absorção de mão de obra no início, enquanto Exatas impulsionam o topo técnico com crescimento e salários mais competitivos. Entender essa dinâmica permite escolhas mais estratégicas de formação e trajetória.
Qual dessas rotas faz mais sentido para você neste momento da carreira? Você enxerga maior oportunidade em começar pelo volume em Humanas e migrar para Exatas, ou prefere investir de imediato no aprofundamento técnico? Deixe seu comentário e conte qual estratégia tem funcionado no seu mercado.
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