No Dia Internacional da Mulher mercado de trabalho amplia espaço para a liderança feminina com avanços em logística e e-commerce e projeção de igualdade na alta gestão apenas em 2051
No Dia Internacional da Mulher, avanços na liderança feminina ganham força no mercado de trabalho
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, reforça uma mudança consistente no mundo do trabalho. As mulheres vêm ocupando mais posições estratégicas e assumindo funções antes concentradas em homens, com destaque para áreas como logística e operações.
Segundo o relatório Women in Business 2025, da Grant Thornton, a presença feminina na alta gestão segue em crescimento, mas a paridade não acontecerá de imediato. Hoje, as mulheres representam 34% dos cargos de liderança, e a projeção é de igualdade apenas por volta de 2051.
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No varejo digital, a evolução fica ainda mais visível. Empresas de e-commerce e serviços logísticos têm criado espaços para novas lideranças, apoiadas por políticas de diversidade e inclusão. A Social Digital Commerce é um exemplo dessa virada.
Os casos mostram avanço, mas também revelam lacunas que ainda precisam ser fechadas. A agenda de gestão de pessoas, com metas, formação e ambientes de respeito, será decisiva para acelerar o ritmo de mudança.
Dados mostram crescimento da presença feminina na alta gestão, mas igualdade ainda levará décadas
De acordo com a Grant Thornton, o avanço das mulheres em cargos executivos é real e sustentado, mas insuficiente para alcançar a paridade no curto prazo. O indicador de 34% sinaliza melhora, porém a previsão de equilíbrio apenas em 2051 evidencia que o desafio permanece estrutural.
Especialistas destacam que políticas corporativas com metas claras, transparência em promoções e apoio à formação de lideranças femininas tendem a acelerar a curva. Programas de mentoria e patrocínio interno ajudam a transformar o aumento de contratações em trajetória de carreira.
Nos setores historicamente masculinos, como a logística, a abertura de vagas e a valorização de competências técnicas e comportamentais têm reposicionado o papel da mulher. A tendência é que o pipeline de talentos cresça à medida que as empresas ajustam processos de recrutamento e avaliação.
E-commerce e logística abrem portas, caso da Social Digital Commerce evidencia avanço real
A Social Digital Commerce, especialista em digital commerce, apresenta um quadro majoritariamente feminino. Hoje, 53,8% dos colaboradores são mulheres, e 11,5% ocupam posições de liderança, sinalizando um caminho prático para a inclusão.
Para Cibele Pinheiro, head de Recursos Humanos da companhia, diversidade e inclusão se traduzem em inovação e melhores resultados. Em sua avaliação, a presença de mais mulheres em áreas estratégicas amplia perspectivas e contribui para decisões de negócio mais robustas.
Políticas de diversidade e inclusão fortalecem inovação e resultados
Ambientes respeitosos, que permitem testar ideias e aprender com rapidez, são apontados como essenciais no digital. Em contextos de e-commerce, onde decisões precisam ser ágeis, times diversos aumentam a qualidade das entregas e reduzem pontos cegos operacionais.
Esse cenário aparece na trajetória de Daniele Silva, coordenadora de Planejamento Logístico da Social Digital Commerce. Ela lidera uma equipe de nove pessoas em rotinas administrativas e operacionais, com foco em melhorar a experiência do cliente e a eficiência da cadeia.
Trajetória na logística reforça competências valorizadas, resiliência e visão sistêmica impulsionam mulheres em liderança
Formada em Logística, pós-graduada em Gestão Estratégica de Negócios e com MBA em Processos, Daniele Silva acumula 28 anos de atuação em operações logísticas. Está há quase quatro anos na empresa e passou por diferentes funções antes de assumir a coordenação.
Essa vivência por múltiplas frentes deu a ela uma visão sistêmica do negócio, crucial para decisões que conectam estoque, transporte e atendimento. A capacidade de adaptar processos e transformar pressão em foco tem sido um diferencial no dia a dia.
Ela relembra que a logística foi, por muito tempo, predominantemente masculina. A evolução para posições estratégicas confirma que competência técnica, liderança e consistência de entregas sustentam a ascensão feminina, mesmo em ambientes competitivos.
Em seleções anteriores, Daniele chegou a ser a única mulher finalista. Para ela, características como atenção a detalhes e resiliência ajudam a acelerar resultados, do picking à última milha, e explicam o sucesso de mulheres em coordenações e supervisões.
Desafios persistem no recrutamento e na cultura, passos práticos podem acelerar a mudança
Apesar dos avanços, ainda há vieses em descrições de vaga, triagem e entrevistas, que limitam a entrada de candidatas. Empresas podem rever critérios de seleção, estabelecer metas de representatividade e ampliar trilhas de formação para líderes, reduzindo barreiras invisíveis.
Métricas públicas, como participação feminina por nível hierárquico e evolução anual de promoções, aumentam a responsabilização da gestão. Como indica a Grant Thornton, manter o ritmo é crucial, e iniciativas consistentes de cultura e desenvolvimento podem antecipar a paridade projetada para 2051.
Queremos ouvir você. Na sua empresa, quais práticas têm impulsionado a liderança feminina e reduzido barreiras no recrutamento e na promoção? Compartilhe exemplos, desafios e resultados nos comentários para ampliar o debate e inspirar outras organizações.
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