Informalidade no mercado de trabalho cai a 37,5% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 e marca o menor nível desde 2020, segundo o IBGE
Taxa de informalidade recua e atinge o menor patamar desde 2020, com efeito concentrado no trimestre até janeiro de 2026
A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro caiu para 37,5% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o menor patamar desde o período encerrado em julho de 2020. O dado corresponde a 38,5 milhões de trabalhadores informais em todo o país.
Em relação ao trimestre móvel anterior, o índice estava em 37,8%, o que indica uma nova redução no curto prazo. Na comparação com o mesmo período de 2024, quando a taxa era de 38,4%, houve melhora adicional.
Veja também
Os resultados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, a leitura confirma a tendência de arrefecimento da informalidade vista ao longo de 2025.
O movimento reforça a melhora gradual da qualidade da ocupação no país, ainda que diferenças setoriais persistam. O patamar atual é o menor nível desde julho de 2020, período marcado por forte turbulência no mercado de trabalho.
Queda da informalidade, comparação com o trimestre anterior e com 2024
De acordo com o IBGE, a taxa de 37,5% representa recuo frente aos 37,8% do trimestre imediatamente anterior. Na comparação anual, a redução ante os 38,4% do mesmo período de 2024 evidencia melhora consistente.
Em números absolutos, são 38,5 milhões de trabalhadores em ocupações informais, somando vínculos sem carteira no setor privado, conta própria sem formalização e trabalho doméstico não registrado. A leitura sinaliza avanço na formalização do emprego.
Carteira assinada, conta própria e trabalho doméstico, como evoluíram no período
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (excluídos os domésticos) ficou em 39,4 milhões, estável no trimestre. Na comparação anual, houve alta de 2,1%, o que equivale a 800 mil vagas formais a mais.
Entre os empregados sem carteira no setor privado, houve estabilidade tanto no trimestre quanto no ano, totalizando 13,4 milhões de pessoas. Isso indica que o avanço recente de vínculos formais não veio acompanhado de expansão do emprego sem registro.
No grupo de trabalhadores por conta própria, o total alcançou 26,2 milhões, estável na comparação trimestral. Em relação ao ano anterior, porém, houve alta de 3,7% (+927 mil), o que sugere aquecimento desse segmento.
O número de trabalhadores domésticos foi estimado em 5,5 milhões, estável no trimestre. Em um ano, houve queda de 4,5% (-257 mil), refletindo retração do emprego nesse grupamento.
Setores com mais e menos ocupados no trimestre, onde houve alta e queda
Na comparação com o trimestre anterior, cresceu em 2,8% o contingente empregado em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, com +365 mil pessoas. O grupamento de Outros Serviços também avançou 3,5%, somando +185 mil ocupados.
Em sentido oposto, a indústria geral mostrou retração de 2,3%, eliminando 305 mil postos de trabalho no período. A dinâmica setorial permanece heterogênea, com serviços especializados em alta e manufatura sob ajuste.
Os dados setoriais ajudam a explicar a combinação de estabilidade do emprego formal com redução da taxa de informalidade, ao indicar onde a ocupação avança e onde há cortes.
Variações anuais por atividade, impacto em serviços e no emprego público e privado
Na comparação anual, o grupo de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas cresceu 4,4%, o que representa +561 mil pessoas ocupadas. Esse bloco tem puxado a expansão de empregos de maior qualificação.
O setor de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais ampliou o emprego em 6,2%, somando +1,1 milhão de ocupados, enquanto Serviços Domésticos recuou 4,2% (-243 mil), em linha com a queda anual desse grupamento.
Metodologia e fonte oficial, como o IBGE mede o mercado de trabalho
Os números são da Pnad Contínua, pesquisa domiciliar que acompanha mensalmente o mercado de trabalho e permite analisar trimestres móveis, oferecendo métricas como taxa de desocupação, informalidade e composição da ocupação. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (5), segundo o IBGE.
Mais informações metodológicas e séries históricas podem ser consultadas no site do IBGE sobre a Pnad Contínua. Esses dados dão base para avaliar tendências de emprego e renda no Brasil.
Como você avalia a queda da informalidade e as diferenças entre setores na criação de vagas? Quais fatores mais pesam para ampliar a carteira assinada e reduzir o trabalho sem registro? Deixe seu comentário e participe do debate.
Sobre o Autor
0 Comentários