Após pior dezembro desde a pandemia, RN inicia 2026 com saldo positivo de 1.164 vagas formais e serviços puxam a recuperação

Trabalhadores em serviços e construção em Natal, RN, simbolizando a geração de empregos em janeiro de 2026
Geração de empregos formais cresce no RN em janeiro de 2026, com serviços à frente
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RN abre 1.164 vagas com carteira em janeiro de 2026, terceira melhor marca da série e destaque no Nordeste

O Rio Grande do Norte voltou a criar empregos formais no início de 2026, revertendo a forte queda registrada na virada do ano anterior. De acordo com o Novo Caged, divulgado nesta terça-feira (3), o estado fechou janeiro com saldo de 1.164 vagas, a partir de 20.669 admissões e 19.505 desligamentos. O dado marca uma inflexão após o pior dezembro desde a pandemia.

Em dezembro de 2025, o RN havia registrado –5.372 postos, a maior baixa mensal desde abril de 2020. O resultado de janeiro também contrasta com o início de 2025, quando o mês fechou com –341 empregos. Segundo o Governo do RN, o ganho atual representa alta de 441,3% na comparação com janeiro de 2025.

A reação foi liderada pelo setor de serviços, que concentrou a maior parte das vagas criadas. A construção civil também contribuiu com um salto relevante, e a indústria voltou ao campo positivo após meses de retração. Na contramão, comércio e agropecuária recuaram, em linha com a sazonalidade do período.

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O Executivo estadual informou que este foi o terceiro melhor janeiro da série histórica do Novo Caged, iniciada em 2020, e o terceiro maior saldo do Nordeste no mês. Para a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN), o cenário em 2026 é promissor, com sinais de dinamismo e recuperação do mercado de trabalho potiguar.

Saldo de empregos no RN em janeiro, comparação com dezembro de 2025 e com janeiro do ano anterior

O saldo de 1.164 vagas em janeiro de 2026 resulta de um movimento de contratações mais forte do que as demissões, totalizando 20.669 admissões contra 19.505 desligamentos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. A virada é expressiva frente ao tombo de –5.372 em dezembro de 2025, o pior mês desde abril de 2020, no auge da crise sanitária.

Na comparação interanual, o RN saiu de –341 em janeiro de 2025 para +1.164 agora, avanço de 441,3% na taxa de empregabilidade, conforme destacou o Governo do RN. O contraste também se observa no balanço do ano passado, quando o estado criou 15.870 empregos, o menor saldo anual desde a pandemia, refletindo juros altos e desaceleração de setores sensíveis ao consumo e ao investimento.

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Com o bom início de 2026, o RN alcançou o terceiro maior saldo do Nordeste em janeiro e emplacou o terceiro melhor janeiro da série do Novo Caged iniciada em 2020. O desempenho sinaliza recomposição gradual após os efeitos da perda de ritmo econômico ao longo de 2025.

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Setores que puxaram a recuperação no RN, serviços e construção lideram e indústria volta ao positivo

Os serviços lideraram a criação de postos no estado, com saldo de 1.051 empregos em janeiro. Foram 8.948 contratações e 7.897 desligamentos, volume bem superior ao observado em janeiro do ano passado, quando o segmento havia gerado apenas 146 vagas. O resultado confirma o papel do setor como motor do mercado de trabalho potiguar.

A construção também foi destaque, abrindo 883 vagas em janeiro de 2026. O número praticamente repete o bom desempenho de janeiro de 2025, quando foram criados 877 postos, e se distancia do tombo de dezembro passado, quando o setor perdeu mais de 1,7 mil empregos. O início do ano, portanto, marca recomposição relevante dos quadros nas obras.

Na indústria, o saldo de 243 empregos indica uma virada após meses de retração. Em janeiro de 2025, o setor havia registrado –219 e, em dezembro de 2025, –512. Agora, a indústria aparece como o terceiro maior contribuinte para o saldo estadual, sugerindo retomada inicial após um 2025 de desaceleração produtiva e contratações cautelosas.

Na contramão, o comércio fechou janeiro com –373 vagas, e a agropecuária perdeu 640 postos. Ambos os movimentos são compatíveis com a sazonalidade do início do ano, quando cessam contratos temporários ligados às festas e a ciclos produtivos no campo. Em janeiro de 2025, esses ramos também registraram perdas semelhantes.

Brasil também inicia 2026 com criação de vagas, dados do Ministério do Trabalho e desempenho por setor

No país, o mercado de trabalho começou 2026 em terreno positivo. O Brasil criou 112.334 empregos com carteira em janeiro, a partir de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos, e o estoque de vínculos formais superou 48,5 milhões, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego. Os números foram apresentados pelo ministro Luiz Marinho, com saldos positivos em indústria (+54.991), construção (+50.545), serviços (+40.525) e agropecuária (+23.073), enquanto o comércio recuou 56.800 vagas.

Em termos regionais, 18 de 27 unidades federativas tiveram saldo positivo. Os maiores avanços absolutos ocorreram em Santa Catarina (+19.000), Mato Grosso (+18.731) e Rio Grande do Sul (+18.421). Em proporção, Mato Grosso liderou com 1,9%, seguido por Santa Catarina (0,7%) e Goiás (0,7%). O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.389,78, alta de 3,3% frente a dezembro de 2025 e de 1,77% ante janeiro de 2025.

Perspectivas para 2026 no RN, projeções da Sedec-RN e sinais de confiança empresarial

Para a Sedec-RN, os indicativos de janeiro mostram um início de ano promissor, com ganho de fôlego em serviços, avanço consistente na construção e melhora na indústria. A pasta avalia que a combinação de demanda interna, obras em andamento e normalização de cadeias produtivas pode sustentar novas contratações nos próximos meses.

O Governo do RN também ressalta o lugar de destaque do estado no Nordeste em janeiro e a marca de terceiro melhor desempenho da série do Novo Caged desde 2020. A leitura é de fortalecimento da atividade econômica, ainda que setores sazonais, como comércio e agro, peçam cautela na interpretação mês a mês.

O que você achou dos resultados do emprego no RN em janeiro de 2026? Na sua avaliação, serviços, construção e indústria manterão o ritmo de contratações ao longo do ano ou a sazonalidade pode pesar nos próximos meses? Deixe seu comentário e participe do debate.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

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