Brasil inicia 2026 com saldo de 112 mil empregos formais e estoque recorde de 48,57 milhões, indústria e construção puxam contratações segundo Novo Caged

Operários em fábrica e trabalhadores da construção civil representam setores que lideraram as contratações em janeiro de 2026
Indústria e construção puxaram a criação de vagas formais no início de 2026.
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Dados oficiais de janeiro mostram saldo positivo de vagas com carteira e leve avanço do salário médio, com indústria na liderança

O Brasil abriu 112.334 vagas com carteira assinada em janeiro de 2026, de acordo com o Novo Caged, divulgado em 3 de março de 2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado decorre de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos, sinalizando fôlego na criação de postos formais no início do ano.

Com esse desempenho, o estoque de trabalhadores formalizados alcançou 48,57 milhões, marca histórica e 2,6% acima do observado um ano antes. No acumulado dos últimos 12 meses, a economia adicionou mais de 1,22 milhão de novas vagas com carteira.

A tração veio principalmente da indústria e da construção civil, enquanto o comércio sentiu o ajuste típico do pós-festas. Serviços e agropecuária também contribuíram para o saldo positivo, reforçando a disseminação das contratações entre diferentes atividades.

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Regionalmente, a Região Sul liderou as contratações, e o Centro-Oeste manteve bom ritmo apoiado pelo agronegócio e pela construção. O perfil das novas vagas foi dominado por jovens de até 24 anos, e o salário médio de admissão avançou em termos reais, consolidando sinais de melhora no poder de compra.

Saldo nacional e ritmo do emprego, o que mostram os números oficiais

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, com base nos dados do Novo Caged de janeiro, o saldo de 112.334 postos reflete um início de ano positivo, mesmo após a forte movimentação típica de dezembro. O volume de admissões de 2,208 milhão revela demanda ativa por mão de obra formal em várias frentes.

O estoque recorde de 48,57 milhões de vínculos formais e a expansão de 2,6% em 12 meses mostram que a base do emprego com carteira segue se alargando. No período anualizado, o país criou mais de 1,22 milhão de vagas líquidas, mantendo a trajetória de geração de postos observada ao longo de 2025.

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Para especialistas em mercado de trabalho, a combinação de saldo positivo e estoque crescente sugere resiliência da ocupação formal no curto prazo. A abertura de vagas em setores produtivos, como a indústria, costuma sinalizar expectativas melhores de atividade, o que tende a sustentar novas contratações.

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Setores em destaque, indústria e construção lideram enquanto comércio recua

A indústria foi o principal motor do mês, com 54.991 novas vagas, seguida pela construção civil, que abriu 50.545 postos. O setor de serviços manteve tendência positiva, somando 40.525 empregos, e a agropecuária contribuiu com 23.073 vínculos.

O comércio, por sua vez, encerrou 56.800 postos, movimento considerado sazonal após o reforço temporário de mão de obra no fim de 2025. Essa dinâmica é comum no primeiro trimestre e tende a se ajustar conforme o calendário de consumo avança.

Mapa regional, Sul supera Sudeste e Centro-Oeste avança

Pela primeira vez em meses, a Região Sul superou o Sudeste no volume de contratações, registrando saldo de 55,7 mil novos postos. O resultado indica aceleração regional alinhada ao desempenho industrial e à recuperação de obras e serviços locais.

Entre os estados, os destaques foram Santa Catarina com 19 mil vagas, o Rio Grande do Sul com 18,4 mil e o Paraná com 18,3 mil. A distribuição relativamente equilibrada entre as unidades do Sul reforça a capilaridade da criação de empregos.

No Centro-Oeste, o saldo foi de 35,4 mil vagas, impulsionado por cadeias ligadas ao agronegócio e pela construção. A expansão do crédito rural e o calendário de safra costumam ampliar a demanda por trabalhadores nessa região no começo do ano.

Embora o Sudeste tradicionalmente concentre a maior parte dos vínculos, a fotografia de janeiro mostra revezamento momentâneo na dianteira. Esse movimento pode refletir projetos específicos e recomposição de quadros após fechamentos sazonais no fim de 2025.

Perfil das contratações, juventude domina e ensino médio é maioria

O recorte etário foi marcante em janeiro, com adolescentes e jovens de até 24 anos respondendo por 99,5% do saldo, somando 111,8 mil vagas líquidas. A concentração sugere forte presença de posições de entrada e programas de inserção no primeiro emprego.

No recorte de gênero, os homens ocuparam 94,5 mil vagas, enquanto as mulheres responderam por 17,7 mil do saldo. A diferença indica que a expansão setorial do mês beneficiou ocupações tradicionalmente masculinas, como construção e parte da indústria.

Quanto à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo foram os mais demandados, preenchendo 69,6 mil postos. No quesito raça e cor, a maioria dos contratados se declarou parda, totalizando 76,5 mil vínculos, o que reforça a importância de políticas de qualificação e inclusão.

Salários, ganho real e média de admissão em alta

O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.389,78 em janeiro, com avanço real de 3,3% frente a dezembro de 2025. Na comparação anual, houve valorização de 1,77%, sinal de que a recomposição do poder de compra segue em curso no início de 2026.

Esse movimento é relevante porque acompanha a expansão do emprego formal, ampliando a massa de rendimentos na economia. Mesmo com a sazonalidade do primeiro trimestre, o ganho real de salário ajuda a sustentar o consumo e a confiança dos trabalhadores.

Com a liderança setorial da indústria e da construção e a melhora do rendimento de entrada, o quadro geral de janeiro aponta para um começo de ano consistente no mercado de trabalho formal.

Queremos ouvir você. Como esses dados do mercado de trabalho de janeiro de 2026 ajudam a explicar a realidade da sua região e do seu setor de atuação? Deixe seu comentário e conte qual foi sua experiência recente com contratações, salários e oportunidades.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

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