Com 135 metros e até 5,4 mil toneladas, a nova fragata russa vai à água como vitrine da indústria naval, com mísseis hipersônicos e alcance oceânico

Fragata russa Admiral Amelko do Projeto 22350 durante o lançamento em São Petersburgo, com 24 células VLS e radar Poliment
Fragata Admiral Amelko é lançada em São Petersburgo com armamento ampliado e foco em operações oceânicas.
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Fragata Admiral Amelko decola da linha de montagem com armamento ampliado e foco em operações de longo curso. Lançamento em São Petersburgo marca retomada de grandes navios sob sanções. Plataforma do Projeto 22350 eleva padrão de letalidade e autonomia da Marinha russa.

A Rússia lançou ao mar a fragata Admiral Amelko, quinta da classe Admiral Gorshkov do Projeto 22350, em 14 de agosto de 2025, em São Petersburgo. Com 135 metros de comprimento e deslocamento máximo de 5.400 toneladas, a embarcação chega como nova vitrine da indústria naval do país.

O ato contou com a presença do presidente Vladimir Putin e simboliza a aposta no retorno dos grandes cascos mesmo sob sanções. Construída pelo estaleiro Severnaya Verf, ligado à United Shipbuilding Corporation, a fragata eleva a capacidade de ataque com mísseis e a autonomia para missões oceânicas.

Segundo o Naval Today, a Admiral Amelko é a primeira da série a adotar a configuração de armamento ampliada, servindo de modelo para as próximas unidades. De acordo com o Army Recognition, a incorporação à Frota do Pacífico tende a reforçar a presença russa no Mar do Japão e no Oceano Pacífico.

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Lançamento em São Petersburgo e sinal de retomada industrial, com presença de Putin e metas de produção mantidas

O lançamento em 14 de agosto de 2025 marca um passo político e industrial relevante. Mesmo com restrições a componentes ocidentais, a Severnaya Verf sustenta um ritmo de aproximadamente uma fragata por ano, com quatro unidades adicionais do Projeto 22350 em construção e duas previstas para 2026.

A estratégia de substituição de importações também avançou. As turbinas a gás M90FR, essenciais para a propulsão, são hoje produzidas localmente pela United Engine Corporation, reduzindo vulnerabilidades e dando previsibilidade ao cronograma das futuras entregas.

Casco maior, propulsão CODOG e autonomia oceânica para patrulhas prolongadas

A Admiral Amelko mede 135 m de comprimento, tem 15,9 m de boca e 4,5 m de calado. O deslocamento máximo de 5.400 t representa incremento sobre as primeiras fragatas da mesma classe, aumentando estabilidade e capacidade para sensores e armamentos.

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A propulsão é do tipo CODOG (Combined Diesel or Gas), combinando duas turbinas a gás M90FR de 55 MW com dois motores diesel 10D49 de 10 MW. O arranjo oferece flexibilidade entre cruzeiro econômico e aceleração rápida quando exigida por cenários táticos.

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O navio atinge 29 nós de velocidade máxima, cerca de 54 km/h, e navega até 4.500 milhas náuticas em regime econômico. Como destacou o site Vandal, essa autonomia estendida é central para operar longe das bases, mantendo patrulhas e presença contínua em áreas sensíveis.

Com esse perfil, a fragata se encaixa em missões de guerra antissubmarino, antissuperfície, antiaérea e ataque terrestre, compondo grupos-tarefa de escolta ou atuando isoladamente em dissuasão e controle de áreas marítimas.

Lançadores UKSK VLS com 24 células e mísseis Kalibr, Oniks e Zircon elevam a letalidade

A principal novidade está no UKSK VLS, sistema de lançamento vertical que passa de 16 para 24 células em três módulos de oito, um aumento de 50% na dotação. Segundo o Naval Today, essa é a primeira fragata da classe a adotar a configuração ampliada, padrão que deve se repetir nos próximos cascos.

Os lançadores são compatíveis com mísseis Kalibr (alcance de até 2.500 km), Oniks (até 600 km) e Zircon hipersônico (cerca de 1.000 km a Mach 9), permitindo ataques a alvos navais, terrestres e, em certas variantes, submarinos. Esses dados constam na Wikipedia e consolidam a versatilidade do pacote ofensivo.

Com esse arsenal, a Admiral Amelko amplia a capacidade de negação de área e de ataque de precisão, elevando o peso estratégico do Projeto 22350 em cenários de competição entre grandes potências.

Radar Poliment, sistema Redut e defesa próxima reforçam proteção contra aeronaves e mísseis

O núcleo de detecção é o radar Poliment 5P27, um conjunto AESA multifunção com alcance de cerca de 300 km, capaz de rastrear dezenas de alvos simultaneamente. Ele comanda os mísseis antiaéreos do sistema Redut, que dispõe de 40 células de lançamento vertical para defesa de área.

Na proteção de ponto, a fragata traz dois canhões Palash AK-630M de 30 mm, voltados a interceptar ameaças de curto alcance. O canhão principal A-192M de 130 mm tem cadência de até 130 disparos por minuto, oferecendo fogo naval contra alvos de superfície e costeiros.

Para a guerra antissubmarino, o navio integra tubos de torpedo Paket-NK de 533 mm, enquanto a guerra eletrônica fica a cargo do Krasukha, projetado para degradar radares e guiagem de mísseis inimigos. O conjunto de sensores e contramedidas fecha um anel de proteção em camadas.

Emprego estratégico na Frota do Pacífico, projeção de poder no Mar do Japão e no Atlântico Norte

De acordo com o Army Recognition, a Admiral Amelko deve se juntar à Frota do Pacífico, fortalecendo a presença russa no Mar do Japão e no Oceano Pacífico. A combinação de alcance, sensores e mísseis hipersônicos amplia a capacidade de dissuasão em rotas vitais.

O canal WION, com mais de 10,3 milhões de inscritos, destacou o lançamento e seu papel na modernização da Marinha russa, com potencial de projetar poder em áreas como o Atlântico Norte e o próprio Pacífico. A nova fragata integra o esforço de mostrar bandeira e manter corredores estratégicos sob vigilância.

Com 4.500 milhas náuticas de alcance em cruzeiro econômico, a plataforma opera longe de portos de apoio, sustentando patrulhas prolongadas e cobertura antiaérea e antissubmarino de grupos-tarefa. Essa capacidade é crítica para reagir a crises e para a diplomacia naval de presença continuada.

No plano doméstico, a capacidade de produzir turbinas M90FR e sistemas de radar em território nacional, como apontam os avanços da United Engine Corporation, reforça a autonomia tecnológica. A manutenção do ritmo industrial, com novas entregas até 2026, indica continuidade do programa.

No conjunto, a Admiral Amelko não é apenas mais um casco. É a materialização da meta de permanecer no seleto clube dos construtores de fragatas pesadas, agora com um salto de armamento e sensores que muda a régua para as próximas unidades do Projeto 22350.

Debate Qual o impacto real de uma fragata com 24 células VLS e mísseis Zircon na balança naval regional e global? Deixe seu comentário com argumentos e fontes, concordando ou contestando o peso estratégico da Admiral Amelko. O tema divide especialistas entre quem vê dissuasão efetiva e quem aponta limitações operacionais e logísticas.

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Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No blog, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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