UFMG lança curso gratuito online com 20 mil vagas, carga de 60 horas e certificado para a atenção básica, inscrições até 31 de julho de 2026
Capacitação 100% online e gratuita da UFMG foca em doenças infectocontagiosas na atenção básica e oferece certificado para quem concluir
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) abriu um curso gratuito e 100% online sobre doenças infectocontagiosas na atenção básica à saúde, com 20 mil vagas para participantes de todo o Brasil. Segundo o Nescon, núcleo da Faculdade de Medicina da UFMG, as inscrições estão disponíveis em plataforma própria e o conteúdo pode ser iniciado imediatamente após o cadastro.
O curso tem carga horária de 60 horas e foi estruturado para apoiar o trabalho na Atenção Primária à Saúde e na vigilância epidemiológica. De acordo com o Nescon UFMG, o material aborda desde a notificação e investigação de casos até a abordagem clínica de síndromes e agravos prioritários.
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As inscrições seguem abertas até 31/07/2026, e a conclusão do curso pode ser feita até 31/08/2026, prazo final para realizar todas as atividades. Quem cumprir os requisitos e for aprovado recebe certificado gratuito, emitido pela UFMG, conforme informado pelo Nescon.
O conteúdo é especialmente direcionado a profissionais da área da saúde, mas a formação está acessível a interessados de qualquer região do país. A proposta reforça competências essenciais para diagnóstico, vigilância, prevenção e controle de agravos comuns na rotina da atenção básica.
Quem pode participar e como se inscrever, prazos e vagas disponíveis
De acordo com o Nescon da UFMG, as inscrições podem ser feitas até 31/07/2026 pelo endereço oficial do curso. O acesso é gratuito e a participação é aberta ao público, com foco nas necessidades dos trabalhadores do SUS e de serviços privados que atuam na atenção primária.
O cadastro e o ambiente virtual estão disponíveis no site do Nescon UFMG, no link nescon.medicina.ufmg.br. Após a inscrição, o participante já pode estudar os módulos e acompanhar o progresso.
Há 20 mil vagas para todo o Brasil, o que amplia o alcance da capacitação e permite que equipes de diferentes territórios se atualizem com a mesma referência acadêmica. Segundo a UFMG, essa escala favorece a padronização de práticas de vigilância e cuidado na rede.
Carga horária e certificação gratuita, prazo para concluir e validade para currículo
O curso possui 60 horas de duração, distribuídas em conteúdos teóricos e orientações práticas voltadas à rotina da atenção básica. Conforme o Nescon, o estudante tem até 31/08/2026 para finalizar os estudos e atividades avaliativas.
Quem cumprir a trilha formativa e for aprovado recebe certificado gratuito emitido pela UFMG, documento útil para comprovação de atualização profissional e enriquecimento do currículo. A universidade informa que o certificado fica disponível na própria plataforma após a conclusão.
Conteúdo programático do curso, vigilância e abordagem clínica na atenção básica
Unidade 1 vigilância das doenças infectocontagiosas na atenção básica
A primeira unidade discute a organização da vigilância epidemiológica na atenção básica e o uso de sistemas de informação para monitorar agravos. Segundo o Nescon UFMG, o foco é fortalecer a notificação compulsória, a análise de dados e o controle de doenças prioritárias no território.
O módulo apresenta conceitos, fluxos e ferramentas para vigilância ativa e resposta rápida a surtos, além de orientar a integração com equipes do SUS. São abordados os seguintes tópicos centrais:
- Atenção Básica e o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN)
- Funções da vigilância na Atenção Básica
- SINAN e outros sistemas de informação
- Notificação compulsória de agravos
- Vigilância de agravos selecionados
- Tuberculose aspectos epidemiológicos, vigilância e controle
- Dengue aspectos epidemiológicos, vigilância e controle
- AIDS aspectos epidemiológicos, vigilância e controle
- Influenza aspectos epidemiológicos, vigilância e controle
- Malária aspectos epidemiológicos, vigilância e controle
Unidade 2 abordagem clínica de agravos infecciosos na atenção básica
A segunda unidade foca o manejo clínico na porta de entrada do sistema, com ênfase em síndromes frequentes e agravos de relevância para a saúde pública. A UFMG destaca protocolos de suspeição, diagnóstico, prevenção e medidas de controle no território.
O conteúdo detalha avaliação de sintomas, critérios de encaminhamento e práticas de prevenção e quimioprofilaxia quando indicadas. Também orienta a investigação de contatos e a integração com a vigilância para quebra de cadeias de transmissão. Entre os temas, estão:
- Síndrome gripal suspeita clínica e manejo clínico, além de aspectos gerais da vigilância e medidas gerais de prevenção
- Quimioprofilaxia em situações específicas
- Febre, tosse e emagrecimento como sinais de alerta para investigação
- Abordagem da tuberculose pulmonar suspeita clínica, diagnóstico e instruções para coleta de escarro para baciloscopia
- Abordagem da leishmaniose visceral epidemiologia, manifestações clínicas, diagnóstico laboratorial, prevenção e tratamento
- HIV e outras DST com ênfase na Aids na Atenção Básica e na abordagem sindrômica das DST
- Prevenção do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis e atribuições dos profissionais da Atenção Básica
- Hepatite viral aguda principais vírus causadores, manifestações clínicas, diagnóstico laboratorial e avaliação da cronificação
- Investigação de contatos e medidas de prevenção, além de notificação
- Doença febril hemorrágica e diagnóstico diferencial com ênfase em leptospirose e febre maculosa
Relevância para o SUS e para a prática na atenção primária, atualização baseada em evidências
Ao reunir vigilância e clínica, a UFMG oferece uma trilha que responde a desafios atuais da atenção básica, como o controle da tuberculose, da dengue e da influenza. Segundo o Nescon, a capacitação busca alinhar práticas ao que é recomendado para equipes multiprofissionais no território.
O curso reforça fluxos de notificação compulsória e o uso do SINAN, competências indispensáveis para monitorar agravos e orientar decisões. A atualização também fortalece a educação permanente de agentes comunitários, enfermeiros, médicos e outros profissionais.
Com prazo estendido para conclusão, o participante pode organizar o estudo de forma flexível e aplicar o aprendizado no cotidiano dos serviços. A proposta contribui para padronizar condutas e acelerar respostas diante de surtos e casos suspeitos na rede.
O que você achou do prazo até 31/08/2026 para concluir e do volume de 20 mil vagas abertas pela UFMG? A oferta atende à demanda da atenção básica ou deveria ser ainda maior em regiões com alta incidência de agravos? Deixe seu comentário e conte como essa capacitação pode impactar o trabalho na sua unidade de saúde.
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