Rio de Janeiro fecha 2025 como o segundo estado que mais gerou empregos formais no país, com serviços na liderança e mais de 40 mil vagas na capital
Saldo de empregos formais no Rio cresce em 2025, segundo Novo Caged, e estado alcança a vice-liderança nacional
O estado do Rio de Janeiro encerrou 2025 com forte avanço na geração de empregos formais, ocupando a segunda posição no ranking nacional. De acordo com dados do Novo Caged, divulgados no Gov.br, todos os cinco grandes setores da economia fluminense registraram saldo positivo ao longo do ano.
O desempenho coloca o Rio entre os principais polos de contratação no país, em um cenário de expansão disseminada entre as 27 unidades da federação. A leitura dos dados aponta impulso expressivo em Serviços, além de avanços em Comércio, Indústria, Construção e Agropecuária.
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Entre os municípios, a capital liderou o movimento com mais de 40 mil novos postos em 2025 e ultrapassa a marca de 2 milhões de vínculos formais ativos. Também houve ganhos relevantes em Macaé, Duque de Caxias, Angra dos Reis e Seropédica, reforçando a capilaridade da recuperação.
Os resultados se somam a um quadro nacional positivo, com o Brasil acumulando mais de 1,27 milhão de vagas com carteira assinada no ano. O avanço fluminense acompanha a tendência, apesar de uma retração sazonal em dezembro que atingiu todos os setores.
Serviços lideram as contratações no estado, com comércio, indústria, construção e agropecuária também em terreno positivo
O setor de Serviços foi o principal motor das admissões no Rio em 2025, responsável por mais de 61 mil novos postos, segundo o Novo Caged. Esse desempenho refletiu tanto a reabertura de vagas em atividades presenciais quanto o dinamismo de áreas como turismo, tecnologia e saúde.
Além de Serviços, Comércio, Indústria, Construção e Agropecuária fecharam o período com saldos positivos. O avanço disseminado entre os segmentos sugere um mercado de trabalho mais diversificado e resiliente no estado, de acordo com os dados oficiais publicados no Gov.br.
Perfil das admissões mostra mulheres à frente, ensino médio predominante e jovens de 18 a 24 anos puxando o saldo
As mulheres ocuparam a maior parte das novas vagas no Rio, superando levemente a participação dos homens ao longo de 2025. O dado indica melhora na inserção feminina no emprego com carteira, especialmente em segmentos de Serviços e Comércio.
O ensino médio completo concentrou a maior fatia das admissões, confirmando a importância desse nível educacional para o ingresso no mercado formal. A exigência de qualificação compatível com vagas operacionais e administrativas explica parte desse movimento.
Por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos lideraram o saldo no estado, evidenciando maior entrada de novos trabalhadores no primeiro emprego e em funções de base. Essa tendência é consistente com períodos de expansão, quando empresas aceleram contratações para atender à demanda.
Segundo o Novo Caged, essa combinação de maior participação feminina, predominância do ensino médio e força da juventude ajudou a espalhar os ganhos pelo território fluminense, com impacto direto na renda e na formalização.
Capitais e cidades do interior avançam, com Rio de Janeiro acima de 40 mil vagas e mais de 2 milhões de vínculos ativos
O município do Rio de Janeiro registrou o maior saldo de empregos no estado em 2025, com mais de 40 mil novos postos. A capital também reúne mais de 2 milhões de vínculos formais ativos, reforçando seu peso econômico e sua capacidade de tração sobre a região metropolitana.
Entre os destaques do interior, Macaé, Duque de Caxias, Angra dos Reis e Seropédica apresentaram desempenhos expressivos. Esses polos consolidam cadeias produtivas relevantes, com ênfase em petróleo e gás, logística, indústria e serviços especializados, segundo os dados oficiais do Gov.br.
Cenário nacional registra mais de 1,27 milhão de vagas e coloca São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia no topo das contratações
No acumulado de 2025, o Brasil abriu mais de 1,27 milhão de empregos com carteira, de acordo com o Novo Caged. Todas as regiões do país e as 27 unidades da federação tiveram crescimento no período, sinal de recuperação consistente do mercado.
A região Sudeste liderou os números absolutos, seguida pelo Nordeste e pelo Sul. Em termos proporcionais, os maiores crescimentos ocorreram em estados do Norte e do Nordeste, refletindo bases comparativas menores e avanços setoriais específicos.
Entre os estados, São Paulo ocupou a primeira posição em geração de empregos, com o Rio de Janeiro em segundo e a Bahia em terceiro. A vice-liderança fluminense destaca a relevância do estado para a retomada nacional.
Esse quadro é consistente com ciclos de expansão em que polos industriais e de serviços no Sudeste impulsionam a abertura de vagas. Ao mesmo tempo, a melhora proporcional no Norte e no Nordeste indica descentralização gradual da criação de postos.
Os dados consolidados e divulgados no Gov.br reforçam o papel do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, como referência estatística para monitorar o mercado formal e orientar políticas públicas.
Dezembro tem retração sazonal, mas salário de admissão real fica em R$ 2.303,78 e o ano fecha positivo no estado
O mês de dezembro de 2025 registrou redução de postos formais no Rio, movimento considerado sazonal e observado em todos os grandes setores econômicos. A queda atingiu tanto homens quanto mulheres, repetindo um padrão típico do encerramento de contratos temporários.
Apesar do recuo mensal, o salário médio real de admissão ficou em R$ 2.303,78 no período, com leve queda frente ao mês anterior, mas avanço em relação ao mesmo mês do ano anterior. O balanço anual confirma a expansão do emprego formal no estado e consolida a vice-liderança do Rio entre os maiores geradores de vagas do país.
Como você avalia o avanço do emprego formal no Rio em 2025 e os setores que mais contrataram no estado? Quais estratégias podem ampliar oportunidades para mulheres e jovens no mercado de trabalho? Deixe seu comentário e contribua com o debate sobre qualificação e geração de vagas nas cidades fluminenses.
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