Com a proteção de dados no centro do debate e o ECA Digital no horizonte, nova lei sancionada por Lula cria 200 vagas na ANPD via concurso e dá autonomia plena à agência

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento oficial após sancionar lei que cria 200 cargos na ANPD
Lula sanciona lei que cria 200 cargos na ANPD, foto de Valter Campanato/Agência Brasil
Publicidade

Lei que estrutura a Agência Nacional de Proteção de Dados cria 200 vagas por concurso, amplia quadro comissionado e prorroga requisições até 2028

A lei que cria a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (25), após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o DOU, a nova entidade será vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a criação de 200 cargos de especialista em regulação e proteção de informações. O objetivo é robustecer a governança de dados no país com quadro efetivo e carreira específica.

De acordo com o Governo Federal, essas vagas serão preenchidas por concurso público, ainda sem data definida. Até o lançamento do edital, a ANPD manterá sua capacidade operacional por meio de regras transitórias que preservam o funcionamento da autarquia e garantem continuidade dos serviços.

As oportunidades foram abertas a partir da transformação de 797 cargos vagos de outras carreiras, o que permitiu realocar força de trabalho para a agenda de proteção de dados. O texto também cria quatro cargos em comissão e 14 funções comissionadas, reforçando a camada gerencial e o suporte técnico.

Publicidade

Em seu desenho institucional, a ANPD passa a atuar como autarquia com autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira, além de possuir patrimônio próprio. A mudança busca estabilidade regulatória e maior capacidade de fiscalização em um ambiente digital mais complexo.

Concurso público para a ANPD, 200 vagas efetivas de especialista sem data definida

O provimento dos 200 cargos ocorrerá via concurso público para a carreira de Especialista em Regulação de Proteção de Dados. A seleção vai compor o quadro permanente da agência, priorizando perfis técnicos voltados a regulação, fiscalização e análise de riscos em tratamento de informações sensíveis.

Enquanto o quadro efetivo não é preenchido, a lei prorrogou até 31 de dezembro de 2028 a requisição irrecusável de servidores de outros órgãos, segundo o DOU. Nesse período, os atuais colaboradores da ANPD poderão permanecer na autarquia sem nova autorização das pastas de origem, assegurando transição organizada e sem prejuízo à atuação.

Não fique de fora
Estamos no WhatsApp! Clique e entre em nosso Grupo de Vagas!

Transformação de 797 cargos e criação de postos comissionados fortalecem estrutura e autonomia da autarquia

Na prática, a criação das vagas deriva da transformação de 797 cargos vagos de agentes de outras carreiras. A medida reorienta recursos humanos para uma política pública considerada estratégica, com foco na regulação e na proteção de dados pessoais.

Publicidade

O projeto, relatado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), também viabiliza quatro cargos em comissão e 14 funções comissionadas. Esses postos devem apoiar decisões técnicas, gestão de processos e coordenação de equipes, ampliando a capacidade de planejamento e execução.

Com autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira, e vinculação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ANPD ganha estrutura típica de agência reguladora. A arquitetura institucional, segundo o texto legal, fortalece a independência e dá previsibilidade regulatória a empresas e órgãos públicos.

Novas atribuições incluem regulamentação do ECA Digital, Lei 15.211/25, com vigência em 17 de março de 2026

Entre as novas atribuições, o Governo Federal determinou que a ANPD regulamente o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, o ECA Digital. Instituído pela Lei 15.211/25, esse conjunto de regras direciona medidas de proteção para crianças e adolescentes no ambiente virtual.

O ECA Digital passa a valer em 17 de março de 2026, prazo que exige planejamento regulatório, escuta pública e coordenação com outros órgãos. A ANPD deverá detalhar parâmetros técnicos, padrões de segurança e fiscalização, assegurando efetividade das medidas.

Além da transformação em agência reguladora, o Projeto de Lei de Conversão institui a Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados. A carreira reforça a especialização necessária para enfrentar desafios de privacidade, segurança e governança de dados no país.

O texto também prevê cargos efetivos de Especialista em Regulação de Proteção de Dados, com foco em atividades contínuas e de alta complexidade. Esse desenho busca reduzir a dependência de equipes temporárias e consolidar competências internas.

Segundo informações oficiais, a medida fortalece a capacidade técnica e operacional da ANPD e dá lastro para uma atuação contínua e especializada. A expectativa é de maior integração entre políticas de segurança pública digital e proteção de dados, agora sob a égide da nova autarquia.

Opinião conta O que você pensa sobre a prorrogação de requisições até 2028 e a espera por edital do concurso público para os 200 cargos da ANPD? A vinculação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública é o melhor modelo para o tema de dados pessoais ou deveria haver mais independência? Deixe seu comentário e participe do debate.

Tags: | |

Sobre o Autor

Valdemar Medeiros
Valdemar Medeiros

Sou Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escrevo sobre Vagas de emprego, Indústria Automotiva, Energias Renováveis e outras oportunidades do mercado de trabalho.

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *