Com mercado geral em compasso de espera, setor de saúde responde por todo o ganho líquido de empregos nos EUA em 2025 e segue sustentando novas vagas no início de 2026

Profissionais de saúde em hospital nos EUA, representando a liderança do setor na criação de empregos em 2025 e 2026
Hospitais e clínicas sustentam a criação de vagas no mercado americano
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Setor de saúde e assistência social evita retração do emprego e domina contratações nos Estados Unidos

O setor de saúde e assistência social se firmou como o motor do emprego nos Estados Unidos. Em 2025, foi ele quem sustentou o crescimento líquido de vagas e, no início de 2026, continua amparando a atividade em um mercado mais frio. Sem esse impulso, o quadro geral seria de retração.

Dados recentes apontam que a criação de postos está fortemente concentrada em funções clínicas e de apoio. O envelhecimento da população e a alta demanda por cuidados contínuos mantêm a engrenagem girando. Ao mesmo tempo, outros setores mostram sinais de estagnação.

A combinação de baixa rotatividade, menos demissões e menor apetite por novas contratações fora da saúde reforça a dependência desse segmento. O quadro lembra períodos de recuperação lenta, com a diferença de que a saúde se mantém resiliente.

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Segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS), as projeções de médio e longo prazo seguem favoráveis ao setor, amparadas por mudanças demográficas e pela prevalência de doenças crônicas. Esse pano de fundo ajuda a explicar por que hospitais, clínicas e serviços residenciais seguem contratando.

Ganho líquido de empregos em 2025 veio integralmente da saúde, que também amortece a atividade no começo de 2026

O setor de saúde e assistência social adicionou 693.200 vagas em 2025, enquanto o total de empregos no país cresceu apenas 181.000 posições. Sem essa contribuição, o mercado teria registrado perda próxima de meio milhão de postos. No início de 2026, essa sustentação permanece, evitando uma contração mais ampla.

O congelamento no restante do mercado, com baixas taxas de contratações e demissões reduzidas, contrasta com a resiliência da saúde. Em um cenário de cautela, a necessidade contínua de atendimento impede quedas mais acentuadas.

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Hospitais, clínicas ambulatoriais e instalações de cuidados residenciais relatam demanda crescente, que se traduz em anúncios recorrentes de vagas. A manutenção de processos seletivos busca garantir a continuidade de serviços essenciais.

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Contratações se concentram em funções clínicas e de apoio, puxadas por envelhecimento e condições crônicas

As maiores oportunidades estão em enfermeiros, auxiliares de saúde e assistentes sociais, papéis diretamente ligados ao cuidado. A pressão demográfica amplia a necessidade de serviços de longa duração e terapias para condições crônicas.

Funções administrativas em saúde, como secretárias e recepcionistas em ambientes médicos, também aparecem com frequência nas listas de vagas. A estabilidade dessas posições contrasta com a menor abertura em áreas como finanças e tecnologia.

Projeções do BLS indicam expansão até 2034, com forte avanço em ocupações de apoio e crescimento entre profissionais e técnicos

De acordo com o BLS, o setor de saúde e assistência social deve crescer 8,4% entre 2024 e 2034. As ocupações de apoio à saúde tendem a avançar 12,4%, enquanto os profissionais e técnicos registrariam alta de 7,2%. As estimativas consideram o impacto do envelhecimento e a prevalência de doenças crônicas.

Entre as carreiras com maiores taxas de expansão projetadas estão enfermeiros praticantes, assistentes de fisioterapia e assistentes médicos. Esses profissionais integram equipes multidisciplinares e atendem diretamente à demanda por cuidado ampliado.

A trajetória positiva reforça a percepção de que a saúde permanece como um pilar do mercado de trabalho no médio prazo. Para trabalhadores com qualificação, o horizonte segue mais favorável do que no quadro geral.

Mercado de trabalho geral mostra congelamento com menos trocas e contratações, enquanto a saúde mantém recrutamento ativo

Segundo o BLS, a taxa de contratações do mercado como um todo recuou para patamar semelhante a 2013, período de recuperação lenta pós-crise. As demissões voluntárias também caíram desde o pico pós-pandemia, sinalizando menor confiança para trocar de emprego.

O número de vagas abertas por desempregado está mais baixo na maior parte das áreas, o que reforça a competição. Nesse quadro, a saúde se destaca por manter seleções constantes, apoiada por reposições decorrentes de aposentadorias e pela natureza essencial do serviço.

Transição de profissionais de outros setores segue desafiadora, mas oportunidades não clínicas crescem em hospitais e redes

A migração de trabalhadores de áreas como atividades financeiras e tecnologia para funções clínicas é limitada por licenças e qualificações específicas. Ainda assim, organizações de saúde ampliam contratações para RH, finanças e TI, suportando operações e inovação em dados.

Há espaço para perfis com habilidades transferíveis em gestão, compliance e suporte operacional. A expansão de equipes para lidar com regulação e eficiência administrativa cria vagas que complementam as demandas assistenciais.

Em ambientes hospitalares e de assistência social, as funções não clínicas ajudam a sustentar a digitalização, a segurança da informação e a análise de indicadores. Isso melhora processos e eleva a qualidade do atendimento, beneficiando pacientes e equipes.

Mesmo com barreiras de entrada para cargos clínicos, o ecossistema de saúde oferece caminhos de realocação para profissionais que buscam estabilidade e impacto social, sobretudo em backoffice e suporte.

Riscos envolvem pressão financeira e dependência elevada do setor, acompanhamento de indicadores será determinante

Algumas instituições enfrentam pressões financeiras e vigilância sobre possíveis cortes em gastos públicos com saúde, o que poderia moderar contratações em hospitais e clínicas dependentes de reembolsos governamentais. Analistas acompanham sinais de desaceleração à medida que o crescimento se concentra na saúde.

A dependência excessiva de um único segmento aumenta a vulnerabilidade do mercado de trabalho. Uma eventual perda de fôlego nas contratações poderia ampliar o congelamento já observado em outras áreas, tornando crucial monitorar dados mensais para medir a sustentabilidade da tendência.

Qual sua avaliação sobre a forte concentração de contratações na saúde e assistência social nos EUA em 2025 e 2026? Essa trajetória é sustentável diante dos riscos fiscais e do envelhecimento populacional, ou o mercado deve buscar maior diversificação setorial? Deixe seu comentário e participe do debate.

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Sobre o Autor

Valdemar Medeiros
Valdemar Medeiros

Sou Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escrevo sobre Vagas de emprego, Indústria Automotiva, Energias Renováveis e outras oportunidades do mercado de trabalho.

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