Pequena cidade do Rio Grande do Sul vira destino turístico e científico depois da exposição de fósseis de 233 milhões de anos e centro de pesquisa aberto ao público

Fósseis expostos no Cappa em São João do Polêsine com ossos e réplicas de dinossauros em exibição
Fósseis e réplicas expostas no Cappa, centro de pesquisa paleontológica da UFSM em São João do Polêsine
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Centro de pesquisa Cappa em São João do Polêsine apresenta fósseis que transformam a região em rota turística e científica

O Cappa, Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia, abriu ao público peças que têm mudado o roteiro turístico do Centro do Rio Grande do Sul. Os achados mostram animais que viveram há cerca de 233 milhões de anos, o que torna a região um importante polo paleontológico.

O centro pertence à Universidade Federal de Santa Maria, a UFSM, e recebe visitantes do Brasil e do exterior diariamente. As visitas ocorrem em horários definidos, com entrada disponível inclusive nos fins de semana e feriados.

O município de São João do Polêsine tem cerca de 2.700 habitantes e passou a integrar roteiros locais graças às descobertas paleontológicas. A exposição no Cappa permite ver fósseis originais e imagens simuladas das espécies encontradas na Quarta Colônia.

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Segundo informações da UFSM, os fósseis expostos e em estudo foram analisados por pesquisadores da instituição e por universidade da Inglaterra, reforçando a importância científica do material. As peças colocadas à vista do público ajudam a aproximar ciência e turismo na região.

Peças expostas no Cappa detalham espécies triássicas e mostram fósseis de Buriolestes schultzi Gnathovorax cabreirai e Macrocollum itaquii

No acervo do Cappa estão ossos e reconstruções do Buriolestes schultzi e do Gnathovorax cabreirai, ambos com cerca de 233 milhões de anos de idade. O Buriolestes tinha aproximadamente 1,5 metro de comprimento e era carnívoro, enquanto o Gnathovorax media cerca de 2,5 metros e também era predador.

Também há no centro todas as partes do corpo do Macrocollum itaquii, um herbívoro de cerca de 4 metros que foi encontrado no município de Agudo, integrante da Quarta Colônia. Além dos dinossauros, o Cappa exibe fósseis de cinodontes, dicinodontes e rincossauros.

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Entre os destaques está o Exaeretodon riograndensis, um cinodonte que pode alcançar até 14 metros de comprimento e que, segundo pesquisadores, pertence a uma linhagem que antecedeu os dinossauros. Essas informações sobre as espécies e medidas foram divulgadas pela UFSM e por paleontólogos que trabalham no local.

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Descoberta de 2024 e análise do material, segundo especialistas da UFSM e paleontólogo Rodrigo Temp Müller

Em 2024, após a grande enchente de maio daquele ano, pesquisadores encontraram em São João do Polêsine fósseis atribuídos ao grupo Herrerasauridae, um carnívoro do Triássico. Conforme o paleontólogo Rodrigo Temp Müller, da UFSM, esses fósseis têm cerca de 230 milhões de anos e estão preservados no Cappa para análise.

Os achados da Quarta Colônia foram estudados por equipes da UFSM e de uma universidade da Inglaterra, e os resultados indicam que os fósseis pertencem ao período triássico e estão entre os mais antigos conhecidos no mundo. Isso levou pesquisadores a afirmar que a região é um possível berço dos primeiros dinossauros.

Funcionamento do Cappa práticas de visitação e iniciativas locais para transformar achados em atrativos turísticos

O Cappa abre ao público diariamente das 9h às 11h30 e das 13h30 às 17h, inclusive aos fins de semana e feriados, conforme informações da UFSM. O centro recebe tanto turistas quanto pesquisadores, e visitantes que não falam português costumam trazer tradutor.

Além do museu, cidades da Quarta Colônia têm instalado réplicas em praças e parques para atrair visitantes. Em São João do Polêsine, por exemplo, a praça ao lado da igreja ganhou réplicas do Buriolestes e do Gnathovorax.

A Fundação Ângelo Bozzetto, em Faxinal do Soturno, desenvolveu o Parque dos Dinossauros com cinco grandes esculturas de espécies locais, reforçando o roteiro paleoturístico. O conjunto de atrações integra o Geoparque da Quarta Colônia, reconhecido como geoparque mundial pela Unesco.

Potencial econômico e cultural da região incluindo gastronomia herança imigrante e estações termais

O geoparque reúne nove municípios da região central do estado, entre eles Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca, São João do Polêsine e Silveira Martins. Além dos atrativos paleontológicos, o roteiro inclui cultura de imigrantes italianos e alemães, igrejas históricas e gastronomia típica.

Segundo a UFSM e autoridades locais, a rede hoteleira oferece opções econômicas e de categoria executiva, e também acomodações com águas termais, o que favorece a formação de pacotes turísticos. Os custos para visitar a região são considerados acessíveis pelos organizadores dos roteiros.

Dados científicos e horários de visitação foram confirmados pela UFSM e por paleontólogos que atuam no Cappa, incluindo o bioólogo e doutorando em paleontologia Jhonata Martins que auxilia nas explicações aos visitantes. As descobertas e a abertura do centro fortalecem o papel da Quarta Colônia como destino científico e turístico no Sul do Brasil.

O que você acha dessa transformação de pequenas cidades em polos de ciência e turismo, impulsionada por fósseis de mais de 200 milhões de anos? Deixe sua opinião e argumente se acha que mais investimentos públicos e privados deveriam ser feitos para expandir esse roteiro paleontológico.

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Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No blog, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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