Com 19 estados e o Distrito Federal em mínimas históricas, desemprego de 2025 atinge 5,6% e bate recorde nacional segundo IBGE
IBGE confirma recordes na Pnad Contínua de 2025, com taxa nacional de 5,6% e 19 estados mais o DF em seus menores níveis
Dezenove estados e o Distrito Federal encerraram 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série da Pnad Contínua do IBGE, em 2012. Para o país, a taxa anual ficou em 5,6%, a menor já registrada, consolidando um marco histórico no mercado de trabalho brasileiro.
Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, conforme noticiou a Agência Brasil. A divulgação reforça a tendência de melhoria observada ao longo de 2025, ainda que com diferenças regionais relevantes.
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O retrato mostra um mercado de trabalho mais aquecido, mas desigual entre as regiões. O IBGE apontou que 12 unidades da federação ficaram abaixo da média nacional, enquanto 15 UFs superaram o índice do país. No Nordeste, três estados registraram as maiores taxas de desocupação.
Taxa nacional em mínima histórica, com avanços disseminados e casos de estabilidade em alguns estados
Segundo o IBGE, o recuo da desocupação em 2025 foi amplo, com a maior parte dos estados renovando mínimas históricas. No conjunto do ano, 12 UFs ficaram abaixo de 5,6% e outras 15 acima desse patamar, sinalizando um país heterogêneo em termos de geração de vagas e qualidade do emprego.
No Norte, o Amazonas foi exceção entre os que bateram recorde, ao repetir a taxa de 8,4% na comparação com 2024, sem nova queda. Já Rondônia fechou 2025 com 3,3%, o quarto menor índice do Brasil, embora acima do seu piso histórico de 3,1% alcançado em 2023.
O IBGE destacou que a série da Pnad Contínua começou em 2012, o que permite comparar o desempenho do mercado de trabalho ao longo de ciclos econômicos distintos. Assim, a marca de 2025 como a menor taxa anual do país na série reforça a melhora estrutural recente.
De acordo com a Agência Brasil, a matéria original com os dados do IBGE foi atualizada às 14h22 para incluir novos detalhes, prática comum em divulgações estatísticas com desdobramentos regionais.
Metodologia da Pnad Contínua, abrangência nacional e critérios de medição do desemprego
A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho para a população de 14 anos ou mais e considera todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria. A pesquisa visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, garantindo cobertura nacional.
Pelos critérios do IBGE, é classificada como desocupada a pessoa que efetivamente buscou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. Esse parâmetro permite diferenciar quem procura vaga de quem está fora da força de trabalho por outros motivos.
A metodologia contínua e amostral assegura comparabilidade ao longo do tempo desde 2012, o que dá robustez ao achado de mínima histórica em 2025. Segundo o IBGE, esse desenho capta oscilações conjunturais e tendências estruturais do emprego.
Informalidade elevada em 18 estados, com destaque para Norte e Nordeste e impactos sobre direitos trabalhistas
Embora o desemprego tenha recuado, a informalidade segue alta. O Brasil terminou 2025 com 38,1% de trabalhadores em ocupações informais, e 18 estados ficaram acima dessa taxa, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste, informou o IBGE.
Nessas condições, não há garantias como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias. Esse quadro reforça a importância de políticas que incentivem a formalização e o aumento sustentado da renda.
Rendimento em alta e DF lidera salários, com nove unidades acima da média nacional de R$ 3.560
O Distrito Federal e outros oito estados encerraram 2025 com rendimento médio acima da média do país, de R$ 3.560, de acordo com o IBGE. A capital federal lidera com folga, puxada pelo grande contingente de servidores públicos, cuja remuneração tende a superar a da iniciativa privada.
Em contraste, parte do país ainda não superou seus picos históricos de renda. Segundo a Agência Brasil, apenas Amazonas, Amapá, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia e São Paulo seguem abaixo de seus melhores resultados da série para o rendimento do trabalhador.
O caso paulista ilustra essa distância. Em 2014, o rendimento médio em São Paulo era de R$ 4.320 em valores reais, já descontada a inflação, patamar ainda não retomado em 2025. No Amazonas, o maior salário médio da série foi de R$ 2.838 em 2012.
Para o IBGE, a combinação de mais pessoas ocupadas e renda real maior ajuda a explicar o resultado do ano. O analista da pesquisa, William Kratochwill, avaliou que a mínima histórica de 2025 decorre do dinamismo do mercado de trabalho, favorecido pelo ganho de poder de compra.
Os dados consolidados reforçam o papel da renda na sustentação do emprego. À medida que o rendimento avança, o consumo reage e amplia a demanda por trabalho, com efeitos que se irradiam por setores formais e informais.
Queremos saber como está o mercado de trabalho na sua região. Você percebeu melhora no emprego ou na renda em 2025, ou a informalidade ainda pesa no seu dia a dia Onde os avanços e desafios aparecem com mais força Deixe seu comentário e participe da conversa.
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