Confronto entre policiais e manifestantes toma a frente do Congresso na Argentina durante debate da reforma trabalhista, com gás lacrimogêneo, canhões d’água e greve geral da CGT paralisando serviços
Protesto em Buenos Aires cresce durante debate da reforma trabalhista e área do Congresso vira palco de confronto
Policiais e manifestantes entraram em confronto em frente ao Congresso da Argentina na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, durante a discussão da reforma trabalhista. Segundo o g1, a Câmara dos Deputados iniciou o debate do projeto enviado pelo governo de Javier Milei, enquanto do lado de fora a tensão escalou.
De acordo com informações publicadas pelo g1, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões d’água para dispersar grupos que tentaram romper os bloqueios montados na região central de Buenos Aires. Imagens registradas pela AFP mostram manifestantes empurrando cercas de proteção diante do prédio do Congresso.
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A sessão despertou mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais, com presença de blocos que defendem a suspensão do projeto. O cenário foi de ruas parcialmente fechadas, trânsito desviado e forte presença policial no entorno do edifício legislativo.
O confronto ocorreu horas depois de o governo reforçar a expectativa de votação ainda em fevereiro. Ainda segundo o g1, a base aliada trabalha para consolidar apoios e agilizar a tramitação na Câmara.
Confronto e táticas de dispersão na frente do Congresso
Segundo a imprensa local citada pelo g1, a polícia conteve os manifestantes que tentaram furar os bloqueios com o emprego de gás lacrimogêneo e jatos de água sob pressão. O objetivo foi impedir o avanço sobre as barreiras de metal montadas na área do Congresso, no centro da capital.
Os protestos ocorreram ao longo do dia, com momentos de maior tensão quando pequenos grupos se aproximaram das linhas de contenção. A operação policial manteve corredores livres para o deslocamento de parlamentares e equipes do Legislativo.
Tramitação da reforma trabalhista e calendário do governo
O g1 informou que a Câmara dos Deputados começou a discutir o texto nesta quinta (19/2), após a proposta ter sido aprovada no Senado na semana anterior. A pauta é tratada como prioridade pelo Executivo e mobiliza a base aliada para garantir quórum e votos.
Votação e prazos em discussão
De acordo com o g1, a expectativa do governo é votar o projeto no plenário em 25 de fevereiro e concluí-lo até 1º de março, quando Javier Milei pretende abrir o período de sessões ordinárias do Legislativo. O cronograma depende de acordos na Câmara e de eventuais ajustes no texto final.
O clima político segue pressionado, com sindicatos e oposição buscando adiar a votação e ampliar o debate público. A base governista, por sua vez, tenta evitar mudanças que possam atrasar a promulgação.
Greve geral da CGT, impacto no transporte e serviços
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) promoveu greve geral que afetou o transporte público em várias cidades, incluindo Buenos Aires. Segundo o g1, a capital argentina amanheceu com menos movimento, parte do comércio fechada e serviços operando de forma intermitente.
Com a paralisação, diversos voos foram afetados, inclusive conexões com o Brasil, informou o g1. A interrupção atingiu companhias aéreas e aeroportos, com atrasos e cancelamentos ao longo do dia.
Linhas de ônibus, trens e metrô funcionaram com restrições, aumentando a dificuldade de deslocamento de trabalhadores e estudantes. O cenário reforçou a pressão sobre o Congresso no dia de discussão do projeto.
Sindicatos argumentam que a reforma reduz direitos e pedem nova rodada de negociação com o governo. A gestão Milei defende que mudanças visam destravar o mercado de trabalho e estimular a criação de empregos, tese que tem sido questionada por centrais e parte da oposição.
As próximas horas devem manter a vigilância das forças de segurança no entorno do Congresso, enquanto líderes sindicais avaliam novas mobilizações. A tendência, apontam analistas ouvidos pela imprensa local, é de continuidade das pressões até a votação em plenário.
O que você achou da escalada de tensão em Buenos Aires e do calendário proposto para a votação da reforma trabalhista? Deixe seu comentário e diga se a greve geral e os protestos devem influenciar o resultado na Câmara.
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