Com base em dados do Caged, pequenos negócios respondem por quase 74% das novas vagas formais em Santa Catarina em 2025 e sustentam a geração de emprego no estado
Pequenos negócios puxam a criação de empregos formais em Santa Catarina em 2025, concentrando quase 74% das novas vagas, segundo análise do Sebrae com base no Caged. O movimento reforça a força do empreendedorismo catarinense no mercado de trabalho.
Pequenas empresas criaram a maior parte dos novos postos com carteira assinada em Santa Catarina em 2025. De acordo com levantamento do Sebrae a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os pequenos negócios foram responsáveis por quase 74% das oportunidades abertas no ano.
A participação elevada das micro e pequenas empresas confirma uma tendência observada nos últimos anos. Segundo o Sebrae, as MPEs respondem por mais de 90% dos CNPJs ativos no país e, historicamente, concentram a maior parte das contratações em períodos de recuperação econômica.
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Em Santa Catarina, o ritmo de contratações costuma ser impulsionado pelos setores de serviços e comércio, além de cadeias como construção e indústria de transformação. Essa combinação ajuda a explicar o saldo positivo de empregos formais em diferentes regiões do estado.
O ambiente de negócios catarinense também é favorecido por índices de atividade robustos. O estado figura entre os menores patamares de desemprego do Brasil, conforme a PNAD Contínua do IBGE, o que cria um ciclo de confiança para empresários e trabalhadores.
Pequenos negócios sustentam o saldo de empregos em 2025 em SC
Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego, o Caged é o termômetro oficial do emprego formal, registrando admissões e desligamentos. Nesse recorte, as micro e pequenas empresas têm sido o motor do saldo positivo em 2025, reforçando o peso do empreendedorismo local.
Levantamentos do Sebrae indicam que a expansão de pequenos empregadores está ligada à retomada do consumo e à abertura de filiais enxutas. O formato mais leve de operação permite respostas rápidas à demanda, sobretudo em serviços especializados, alimentação e varejo.
Entidades setoriais como a FIESC e a Fecomércio-SC apontam que a diversificação econômica catarinense sustenta a criação de vagas em polos distintos, do litoral turístico ao oeste agroindustrial. Isso dilui riscos regionais e mantém o ritmo de contratações ao longo do ano.
Setores que mais contrataram e a força do interior catarinense
De acordo com análises recorrentes do Caged, serviços tendem a liderar a geração de postos, seguidos por comércio e indústria. Em Santa Catarina, a temporada de verão ajuda a acelerar admissões no litoral, enquanto a indústria e a agroindústria puxam vagas em regiões do norte e do oeste.
Além dos centros maiores, municípios do interior mantêm papel relevante com redes de fornecedores e pequenas fábricas. Essa capilaridade, destacada por observatórios econômicos locais, amplia a base de emprego formal e atrai trabalhadores qualificados para diferentes cadeias produtivas.
O que explicam os números, informalidade e desafios de produtividade
Especialistas consultados por entidades empresariais relacionam a boa performance das MPEs à combinação de crédito direcionado, digitalização de processos e demanda estável por serviços. Programas de compras públicas e ecossistemas de inovação também facilitam a entrada de pequenos fornecedores.
Ao mesmo tempo, a informalidade segue como desafio em parte do mercado de trabalho. Dados do IBGE mostram que a informalidade ainda é relevante no país, o que reforça a importância de políticas para formalização e qualificação profissional, sobretudo para MEIs e microempresas.
Gargalos de produtividade aparecem com a escalada do custo de insumos, a necessidade de crédito acessível e a competição por mão de obra qualificada. Iniciativas de capacitação técnica, gestão e transformação digital têm sido destacadas por Sebrae e federações setoriais como caminhos para sustentar a competitividade.
Outro ponto mencionado por analistas do mercado é a logística. Em um estado com forte vocação exportadora e malha rodoviária intensamente utilizada, ganhos de eficiência na infraestrutura tendem a reduzir custos e ampliar margens, favorecendo novas contratações.
Mesmo com esses entraves, o saldo positivo das MPEs em 2025 sinaliza resiliência. A leitura dos dados do Caged sugere que a base do emprego catarinense segue apoiada em negócios de menor porte, que operam próximos do consumidor e conseguem ajustar quadros rapidamente.
Metodologia e fontes consultadas
Os percentuais citados derivam de leitura de boletins do Sebrae elaborados a partir do Caged do Ministério do Trabalho e Emprego, além de referências frequentes de entidades como IBGE, FIESC e Fecomércio-SC. Os relatórios consideram o saldo de admissões menos desligamentos no emprego formal.
Para contexto regional e setorial, foram considerados apontamentos públicos de observatórios econômicos catarinenses e séries históricas que indicam a predominância de serviços, comércio e indústria na geração de vagas. As menções preservam o foco nos dados mais recentes de 2025.
Como buscar vagas e programas de apoio a MPEs e trabalhadores
Trabalhadores podem consultar oportunidades no Sine e aplicativos oficiais do Ministério do Trabalho. Em Santa Catarina, plataformas estaduais de intermediação de mão de obra e redes municipais de emprego também divulgam vagas com carteira assinada e processos seletivos.
Para empresários, o Sebrae/SC oferece capacitações, consultorias e orientação sobre crédito e gestão financeira. A combinação de qualificação, planejamento e uso de ferramentas digitais ajuda a manter a trajetória de contratações e a competitividade dos pequenos negócios.
Como você avalia a participação dos pequenos negócios na geração de emprego em Santa Catarina em 2025? Quais setores devem ganhar força nos próximos meses e por quê? Deixe seu comentário e contribua com sua percepção sobre o mercado de trabalho catarinense.
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