Contratações nos setores de informação e comunicação crescem 11%, escassez de profissionais qualificados pressiona salários e acelera planos de expansão

Profissionais de tecnologia e telecomunicações trabalhando em um escritório moderno com telas e equipamentos de rede
Expansão de 5G, nuvem e segurança amplia contratações em informação e comunicação.
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Contratações em informação e comunicação cresceram 11%, segundo a Agência Brasil, impulsionadas por digitalização, 5G e maior uso de dados. O avanço reforça a busca por mão de obra especializada e mexe com o mercado de trabalho.

As contratações nos setores de informação e comunicação cresceram 11%, de acordo com a Agência Brasil, com base em dados oficiais do governo federal. O movimento indica aceleração do emprego formal em atividades ligadas a tecnologia, telecomunicações e serviços digitais, com impacto direto na demanda por profissionais qualificados.

Esse conjunto de atividades inclui desde telecomunicações e serviços de Tecnologia da Informação até edição, produção de conteúdo e plataformas digitais. Segundo a classificação de atividades do IBGE (CNAE), trata-se de um segmento transversal, que atende empresas de diferentes ramos e a administração pública.

Entre os motores da alta estão a digitalização de processos, a expansão da computação em nuvem, o avanço do 5G e a necessidade crescente de segurança cibernética. De acordo com a Anatel, a implantação do 5G vem avançando desde 2022, o que puxa investimentos em infraestrutura e serviços associados.

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O resultado consolida uma tendência observada desde o período pós-pandemia, quando empresas aceleraram a automação e a oferta de produtos digitais. A leitura dos dados sugere um ciclo de contratações sustentado por projetos de médio prazo e por iniciativas de transformação digital no setor privado e no poder público.

O que explica a alta de 11% nas contratações

Especialistas ouvidos em relatórios setoriais e os dados reportados pela Agência Brasil apontam três vetores principais. O primeiro é a expansão de soluções digitais em nuvem, que exige equipes para desenvolvimento, migração, operação e suporte, além de novas camadas de observabilidade e cibersegurança.

O segundo vetor é regulatório e de confiança digital. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a atuação da ANPD elevaram o padrão de governança de dados, abrindo espaço para analistas de privacidade, especialistas em segurança e profissionais de conformidade tecnológica.

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Por fim, a infraestrutura de conectividade, com 5G e redes corporativas mais robustas, vem ampliando a oferta de serviços digitais em setores como indústria, varejo e agro. Essa difusão tecnológica amplia a base de clientes e, por consequência, as contratações formais em provedores de TI e telecom.

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Onde estão as vagas e perfis mais buscados

Segundo as informações apresentadas pela Agência Brasil, a expansão é ampla dentro do guarda-chuva de informação e comunicação. Ganham espaço funções como desenvolvedores, cientistas e analistas de dados, especialistas em nuvem, analistas de segurança, engenheiros de redes, além de profissionais de suporte e atendimento técnico.

Há também demanda em conteúdo digital, audiovisual e mídias online, áreas que crescem com plataformas de streaming, publicidade digital e produção multiplataforma. Em comum, empresas relatam busca por competências técnicas combinadas a habilidades comportamentais, como comunicação, resolução de problemas e trabalho em equipe.

Exemplos de funções com forte demanda

Administração de ambientes em nuvem, SRE e DevOps, segurança de aplicações e resposta a incidentes. Desenvolvimento back-end e front-end, ciência de dados aplicada ao negócio e engenharia de dados.

Operação de redes e telecom, implantação de 5G privado, suporte de primeiro e segundo nível e gestão de conteúdo digital. Essas posições tendem a puxar parte relevante das novas admissões no curto prazo.

Salários, qualificação e desafios regionais

Com o avanço de 11% nas contratações, a escassez de perfis experientes pressiona salários e amplia pacotes de benefícios, especialmente em funções de segurança, dados e nuvem. Empresas reportam disputa por talentos e iniciativas para reter equipes, como planos de carreira mais claros e trabalho híbrido.

A formação de profissionais continua como ponto sensível. Redes de ensino técnico e superior, como SENAI, SENAC e universidades públicas e privadas, ampliam ofertas em TI e telecom, mas a defasagem entre demanda e oferta ainda aparece nas vagas com requisitos avançados. Programas de requalificação têm ganhado espaço para acelerar a entrada de recém-formados e profissionais em transição.

Do ponto de vista geográfico, polos tradicionais como São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Florianópolis seguem concentrando oportunidades, enquanto ecossistemas como o Porto Digital, no Recife, e hubs em Fortaleza e Curitiba ampliam participação. A difusão do trabalho remoto ajuda a distribuir contratações por outras capitais e cidades médias.

Para pequenas e médias empresas, o desafio é competir por talentos e financiar a modernização tecnológica. Linhas de crédito e compras públicas de soluções digitais podem funcionar como indutores, ao lado de parcerias com fornecedores e programas de aceleração.

Segundo a Agência Brasil, o quadro atual aponta continuidade de investimentos e criação de postos qualificados, mas com atenção para gargalos de formação e para a retenção de pessoal. O ajuste fino entre qualificação, produtividade e remuneração será determinante para sustentar a trajetória.

O que observar nos próximos meses

Indicadores oficiais de emprego, divulgados pelo governo federal, e pesquisas de atividade do IBGE em serviços ajudarão a calibrar o ritmo das contratações. Relatórios de companhias de tecnologia e telecom também darão sinais sobre investimentos, margens e planos de expansão.

Projetos de 5G, migrações para nuvem e reforço em cibersegurança devem seguir como motores do emprego, enquanto a qualificação profissional permanece como prioridade setorial. A leitura predominante, segundo as informações reunidas pela Agência Brasil, é de crescimento com ajustes diante da competição por talentos.

O avanço de 11% nas contratações em informação e comunicação anima, mas você acha que esse fôlego se sustenta sem ampliar a formação e melhorar a retenção de profissionais? Os salários estão acompanhando a demanda ou a disputa por talentos vai concentrar oportunidades? Deixe seu comentário e conte como está a busca por vagas e especialistas na sua região.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

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