Logística encerra 2025 com 68 mil vagas ainda sem preenchimento, empresas projetam 2026 com contratações mais seletivas e foco em tecnologia, segurança e eficiência

Galpão logístico com estantes altas e operador de empilhadeira movimentando pallets
Operação em centro de distribuição com movimentação de pallets e controle de estoque
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Setor de logística encerra 2025 com 68 mil vagas em aberto e projeta seleção mais rigorosa no início de 2026

O setor de logística terminou 2025 com cerca de 68 mil vagas em aberto, o que expõe tanto a expansão do mercado quanto a dificuldade de preencher funções críticas. A tendência para 2026 é de contratações mais seletivas, com exigência de qualificação técnica e domínio de tecnologia, segundo apuração publicada pela revista Transporte Moderno no início de 2026.

O volume de oportunidades reflete a combinação de e-commerce amadurecido, agronegócio robusto e reconfiguração de cadeias de suprimentos. Ao mesmo tempo, margens pressionadas por custos logísticos e necessidade de eficiência empurram as empresas para perfis mais especializados e produtivos.

De acordo com informações do Caged do Ministério do Trabalho e análises recorrentes do IBGE, atividades de transporte e armazenagem vêm mantendo saldo positivo de empregos em ciclos recentes. Embora os números variem por região e período, especialistas apontam que a dificuldade para preencher vagas persiste, sobretudo em posições operacionais e técnicas.

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Para 2026, companhias priorizam profissionais capazes de elevar o nível de serviço em indicadores como OTIF e acuracidade de inventário. Conhecimento prático de TMS, WMS, roteirização e telemetria, além de competências em dados, tende a ser diferencial decisivo nas seleções.

Onde estão as vagas e perfis mais buscados

As oportunidades se concentram em funções como motoristas de caminhão, entregadores de last mile, operadores de empilhadeira, conferentes e auxiliares de logística. Em armazéns, seguem em alta posições para recebimento, separação, embalagem, inventário e expedição, com demanda crescente por operação segura e padronizada.

Entre os cargos técnicos e de escritório, ganham espaço analistas de transporte, planejadores de demanda, especialistas em frete, coordenadores de armazém e supervisores de turno. Ferramentas de gestão, análise de indicadores e melhoria contínua são requisitos cada vez mais citados nas descrições de vagas.

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Operadores logísticos, redes de varejo, e-commerce, farma, alimentos e autopeças lideram a abertura de posições, conforme relatam entidades setoriais como a ABRALOG e levantamentos acadêmicos do ILOS. Polos no Sudeste e Sul concentram o volume, enquanto Nordeste e Centro-Oeste ganham tração com novos centros de distribuição e corredores de escoamento do agro.

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Contratações mais seletivas em 2026, exigências em alta

A seleção mais criteriosa em 2026 privilegia histórico de cumprimento de SLA, redução de avarias, segurança da carga e produtividade por rota. Empresas exigem domínio de rotinas padronizadas, visão de custo total e capacidade de atuar com processos enxutos, do recebimento à entrega.

Em funções operacionais, contam pontos certificações como MOPP para cargas perigosas, cursos de operador de empilhadeira e conformidade com NRs de segurança aplicáveis. Para motoristas, a combinação de CNH C, D ou E, direção defensiva e boas práticas de gestão de risco é decisiva.

No administrativo e no controle, cresce a demanda por experiência com TMS, WMS, RFID, coletores de dados e roteirizadores, além de planilhas e painéis em Excel e Power BI. Empresas buscam profissionais capazes de traduzir dados em planos de ação, reduzindo custos e melhorando o nível de serviço.

Aspectos de compliance, ESG e LGPD entram na pauta de seleção, sobretudo em operações farmacêuticas e alimentares. Segundo a Transporte Moderno, a expectativa é que a qualificação técnica somada a atitudes de segurança e integridade pese mais na decisão final de contratação.

Salários, regiões e sazonalidade do setor

Remunerações em logística variam por porte da operação, complexidade da rota e localização, com pacotes que incluem benefícios e incentivos por produtividade. Em geral, regiões com maior concentração de centros de distribuição e malha rodoviária densa tendem a pagar melhor em posições críticas.

O eixo Sudeste continua como o principal polo logístico, com destaque para interior de São Paulo e Minas Gerais. Sul e Nordeste consolidam corredores relevantes, enquanto o Centro-Oeste mantém peso pelo escoamento do agro e pela expansão de CDs para atender o e-commerce regional.

A sazonalidade é marcante e cria picos de contratação em períodos de safra, Black Friday e Natal. No início do ano, projetos de inventário e balanço puxam demanda por temporários, que muitas vezes são efetivados conforme desempenho e retomada do fluxo.

Operações de frio, farma e alimentos processados costumam oferecer estabilidade maior por exigirem rigor regulatório. Já last mile e fulfillment sentem mais oscilação, com forte competição por prazos e custos que pressiona a eficiência operacional.

Transportadoras e embarcadores intensificam o escrutínio documental, especialmente em cadastros e registros exigidos pelo regulador e por seguradoras. A formalização e a rastreabilidade tornaram-se critérios básicos para acesso a contratos e para a gestão de risco da carga.

Como se preparar, cursos e certificações

Para acelerar a contratação, especialistas recomendam investir em cursos do Sest Senat e do Senai, além de certificações como MOPP, operador de empilhadeira e atualizações em normas de segurança. A formação prática, com vivência em pátio e armazém, segue valorizada.

No administrativo, diferencia quem domina WMS, TMS, inventário cíclico, análise de indicadores e ferramentas de visualização. Inglês básico ajuda em operações com importação e exportação, e experiência com ERP e integração de dados fortalece o perfil.

Currículos claros, com resultados objetivos e indicadores entregues, aumentam a taxa de convites para entrevista. Manter certificações válidas e comprovações de treinamentos atualizadas é indispensável em um 2026 mais exigente e voltado à qualificação.

Fontes citadas e metodologia

Este conteúdo se baseia em reportagem setorial da Transporte Moderno divulgada no início de 2026, complementada por referências públicas de Caged do Ministério do Trabalho, IBGE, CNT, além de análises recorrentes de entidades como ABRALOG e centros de estudo como o ILOS. As informações foram organizadas com foco em mercado de trabalho, vagas e tendências de contratação.

Os números e percepções podem variar por região, porte da empresa e período sazonal. O texto prioriza linguagem simples e verificação cruzada de dados setoriais, mantendo o foco na empregabilidade e nos requisitos de seleção mais citados em 2025 e projetados para 2026.

Como você enxerga a seletividade nas contratações de logística em 2026 e quais certificações realmente aumentam as chances de contratação? Deixe seu comentário e conte sua experiência, inclusive sobre regiões e funções que mais têm oferecido oportunidades.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

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